O blogue em conjunto com a Editorial Presença tem para oferecer 2 exemplares do livro Entre os Assassinatos de Aravind Adiga.

Data da Publicação 2 de Fevereiro 2010
.
CONTOS DO BOOKER PRIZE 2008
«Entre os Assassinatos vem provar que Adiga… é uma das vozes mais importantes que surgiram na Índia nos últimos anos.»
The Guardian
.
Este é novo romance do autor de O Tigre Branco, o aplaudido Booker Prize de 2008. A obra desenvolve-se como um um guia de viagem a uma cidade imaginária, Kittur, situada na costa sudoeste da Índia, a meio caminho entre Goa e Calecute, durante o período de sete anos que decorreu entre os assassinatos de Indira Gandhi e do seu filho Rajiv. São catorze histórias que se sobrepõem formando um mapa vivo da cidade, decorrendo cada uma em diferentes zonas de Kittur. Aravind Adiga retoma muitos dos temas presentes em O Tigre Branco, mas recorre agora a múltiplos narradores diferentes. Uma obra que o conduz à descoberta fascinante da Índia actual.
.
Aravind Adiga nasceu na Índia em 1974 mas viveu parte da sua vida na Austrália e nos Estados Unidos. Frequentou as Universidades de Columbia e Oxford. Iniciou a sua vida profissional como jornalista, tendo sido correspondente da revista Time e escreveu também para o Financial Times. A sua ficção foi já traduzida em cerca de 15 países.
.
Para participar no passatempo terão de responder às seguintes questões:
PASSATEMPO ENCERRADO
.
Regras do passatempo:
O passatempo começa hoje dia 29 de Janeiro de 2010 e termina às 23.59h do dia 4 de Fevereiro de 2010;
-As respostas deverão ser enviadas para o e-mail viajarpelaleitura@gmail.com;
-Nas respostas deverá constar nome, morada e telefone
-Os participantes vencedores serão escolhidos aleatoriamente;
-Os vencedores serão contactados via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
.
Boa sorte aos participantes ;)

4 e 1 Quarto - Rita Ferro

Sinopse:
4 & 1 QUARTO conta a história de um casal que, num momento de desejo ou tédio, esquece as convenções para atrair à intimidade um homem e uma mulher. São quatro numa cama, como se fosse natural.Mas não será sempre natural, o sexo? E mesmo que fosse: brutalizará ele o amor? Aqui, as duas mulheres revivem um segredo da puberdade, os dois homens descobrem-se e atrevem-se, e, embora extraviando-se da identidade e da pertença, jamais se perdem do Amor.
Um romance simultaneamente cru, humano, brutal e perverso, que aborda questões sensíveis como a tentação homossexual, a ambiguidade da amizade entre mulheres, as tensões sociais entre pessoas de diferentes origens e a persistência do contencioso feminino, apesar da evolução dos homens. E não só: insinua que os pecados da carne, com a sua presunção de culpa ou inocência, gozam de menos impunidade do que quaisquer outros. Como se a moral respondesse a quem a desafia, a Natureza não perdoasse a quem a subverte e a sociedade actual, parecendo moderna, permissiva e livre, se conservasse tão inclemente como deuses no paraíso.
.
A minha opinião:
Quatro pessoas e um quarto, um quarto e uma cama.
Inicialmente: desejo, curiosidade, cumplicidade. Depois: dúvida, ciúmes, rotina, repulsa e finalmente vingança!
Teresa e Nuno um casal aparentemente feliz, resolve admitir na sua intimidade um amigo (Inácio) e posteriormente Carlota.
Os quatro quebram as suas próprias regras e as da sociedade e aventuram-se no prazer do instante.
Num primeiro momento tudo corre bem, os jogos são aliciantes e todos experimentam algo inesquecível. Contudo, os quatro só fornecem uns aos outros prazer como máquinas. Nada os une para além deste prazer sexual. Inclusive, após o acto a solidão impera em cada um. Falta-lhes algo para criar um elo, falta completarem-se como um todo. Este todo nunca chega a existir. São seres individuais e tristemente sós!
Teresa permite os dois amigos na sua relação, porque percebe que sozinha já não basta ao marido (Nuno), mas cedo Nuno compreende que nada lhe chega ou satisfaz.
Os quatro acabam por viver um abandono pessoal, Nuno, Inácio e Carlota fazem-no de forma mais profunda, Teresa nem tanto. Esta apenas vê o seu casamento em derrocada e o pânico instala-se na sua vida.
Quando os quatro realizam o reencontro com o seu próprio ser são mais maduros, mais conscientes. Mas será que realmente o são? Pelo menos aparentam...
Um romance que prende o leitor pela linguarem, intriga e curiosidade.
.
Classificação: 4/7 Bom

SONHO - Fernando Pessoa

"Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma.
O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso."
.
"O Homem é do tamanho do seu sonho"
.
Livro do Desassossego

Aravind Adiga
Entre os Assassinatos
Título Original: Between The Assassinations
Tradução: Alice Rocha
Páginas: 312
Colecção: Grandes Narrativas Nº 459
PREÇO COM IVA: 16,50€
ISBN: 978-972-23-4293-3

Data de Publicação: 2 Fevereiro 2010
.
CONTOS DO BOOKER PRIZE 2008
«Entre os Assassinatos vem provar que Adiga… é uma das vozes mais importantes que surgiram na Índia nos últimos anos.»
The Guardian
.
Este é novo romance do autor de O Tigre Branco, o aplaudido Booker Prize de 2008. A obra desenvolve-se como um um guia de viagem a uma cidade imaginária, Kittur, situada na costa sudoeste da Índia, a meio caminho entre Goa e Calecute, durante o período de sete anos que decorreu entre os assassinatos de Indira Gandhi e do seu filho Rajiv. São catorze histórias que se sobrepõem formando um mapa vivo da cidade, decorrendo cada uma em diferentes zonas de Kittur. Aravind Adiga retoma muitos dos temas presentes em O Tigre Branco, mas recorre agora a múltiplos narradores diferentes. Uma obra que o conduz à descoberta fascinante da Índia actual.
.
Aravind Adiga nasceu na Índia em 1974 mas viveu parte da sua vida na Austrália e nos Estados Unidos. Frequentou as Universidades de Columbia e Oxford. Iniciou a sua vida profissional como jornalista, tendo sido correspondente da revista Time e escreveu também para o Financial Times. A sua ficção foi já traduzida em cerca de 15 países.
.
CITAÇÕES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA
.
«Esplendorosamente selvagem e brilhante.» - Sunday Telegraph
.
«Uma obra-prima.» - The Times
.
«Entre os Assassinatos é tão mordaz, sardónico e cativante como O Tigre Branco.» - The Independent
.
«Entre os Assassinatos é uma colecção de contos, não um romance, mas não deixa de ser uma leitura absolutamente compulsiva.» - The Observer
.
«Entre os Assassinatos oferece-nos um retrato complexo e rico da Índia.» - USA Today
.


BARBERSHOP
Júlio Conrado
Páginas: 240
Colecção: Grandes Narrativas Nº 458
PREÇO COM IVA: 14,90€
ISBN: 978-972-23-4292-6



Data de Publicação: 2 Fevereiro 2010
.
NOVO ROMANCE DO CRÍTICO LITERÁRIO
E ESCRITOR JÚLIO CONRADO
.
Uma leitura que não vai querer interromper. Tal como um corte de cabelo.
.

Lisboa, Cascais e a ilha da Armona, em Olhão, delimitam o espaço geográfico em que decorre esta narrativa labiríntica protagonizada por uma pitoresca galeria de poetas, livreiros, críticos literários, barbeiros e viúvas, no tempo da nossa contemporaneidade. Num estilo sugestivo, deliciosamente irónico, o autor faz-nos participar, com gosto, nos quotidianos entrecruzados de F. F., o poeta taciturno eterno candidato ao Nobel da literatura; Diamantino Neto, o típico barbeiro de bairro que sonha com os louros da glória ou Rogélio Bordalo, um arrivista caçador de viúvas ricas, entre outras figuras. Gente conformada? Sim, mas não completamente. Dias pouco épicos, talvez felizes, os destas personagens, mas o amor, a avidez e a vingança entram também em cena, e o crime imperfeito acaba por deixar um rasto de tragédia no quintal sossegado.
.

Júlio Conrado nasceu em Olhão em 1936, é romancista e crítico. A par de uma carreira bancária construiu uma obra literária que se consubstancia, neste momento, em vinte e cinco livros que tocam quase todos os géneros – ficção, poesia, ensaio, crónica e teatro. Coordenou revistas e jornais de cultura e fez parte dos júris dos mais importantes prémios literários portugueses. Foi, durante vários anos, director executivo da Fundação D. Luís I, em Cascais. Alguns dos seus textos foram objecto de tradução para diversas línguas, entre as quais inglês, francês, alemão, húngaro e grego.

Werther - Goethe


Neste romance de Goethe há sobretudo a valorização do “eu” por parte do personagem Werther.
Werther é um jovem pintor, sensível aos outros e à natureza. É tão sensível ao que o rodeia que se nota estar perante uma mente perturbada e atormentada com as questões para as quais não encontra resposta. Ao longo de todo o romance apresenta um perfil suicida, pois a seu entender, através da morte o corpo e a alma encontram descanso. Há a valorização da natureza até ao mais pequeno ser vivo. Esta valorização é tão sentida que Werther chega a sofrer ao pensar que um simples passeio no campo provocará a morte dos mais pequenos seres vivos existentes na terra, onde ele pisará.
Abomina a diferença entre as classes embora reconheça que é uma diferença necessária (um pouco paradoxal), condena as “paixões mais miseráveis” que se traduzem na mentira e no querer apresentar à sociedade uma imagem que não se tem. Defende ainda que o homem deve sempre apresentar felicidade perante o outro. Primeiro para que não provoque no seu semelhante o mesmo tipo de sentimentos e segundo para guardar “reservas” necessárias para lidar com os futuros problemas da vida. No entanto e ao longo do romance werther prova não ser capaz de colocar em prática o que defende. Pois quando experimenta a infelicidade não será capaz de a disfarçar perante o outro.
Werther apaixona-se por Charlotte mesmo sabendo-a comprometida. Com ela, o seu ser completa-se e por ela sofre de forma atroz. Para ele, ela é um anjo, a personificação da bondade. Sendo assim, Werther “ama” tudo o que a rodeia, a natureza, os irmãos e até o próprio noivo. Os sentimentos são valorizados acima de tudo na vida.
À medida que vamos lendo, sentimos um tom crescente na história que culmina com a libertação de Werther.

Uma obra excelente, uma leitura que aconselho!

Classificação: 6/7 - Excelente

Hoje com a Revista Sábado...

A partir de hoje a Revista Sábado, inicia uma nova colecção de livros, com títulos a não perder...



São eles:

Os Cadernos de Dom Rigoberto - Mario Vargas Llosa (21 de Janeiro)
Revolutionary Road - Richard Yates (28 de Fevereiro)
O Físico - Noah Gordon (4 de Fevereiro)
Rapariga com Brinco de Pérola - Tracy Chevalier (11 de Fevereiro)
Jim o Sortudo - Kingsley Amis (18 de Fevereiro)
O Deus das Pequenas Coisas - Arundhati Roy (25 de Fevereiro)
Money - Martin Amis (4 de Março)
A Herança de Eszter - Sándor Márai (11 de Março)

Não perca!!
Bookcases and Desk

At The Bookseller

Bookcase

Imagens retiradas daqui

Agradeço aos 138 participantes do passatempo "Oscar Wilde e o Sorriso do Morto" de Gyles Brandreth, proporcionado pelo blogue e pela editora Europa América .
Uma vez mais, o meu muito obrigado à editora por ter tornado possível o referido passatempo.
.
As respostas às questões colocadas são:
.
1- Qual o título original desta obra?
R-Oscar Wilde and The Dead Man’s Smile.
.
2-Paris, 1883. Oscar Wilde visita a cidade decadente para descobrir os seus encantos e reatar a amizade com quem?
R-Sarah Bernhardt
.
3-Oscar Wilde descobre os negros segredos que envolvem uma companhia teatral. Qual é esta companhia teatral?
R-Companhia teatral de La Grange
.
Os vencedores do passatempo são:
10- Catarina Azevedo Passão
82-Eduardo Jorge M. Germano Alves
27-Maria da Graça Silva
.
Parabéns aos vecedores e boas leituras :)

Sente que nunca teve tempo nem motivação suficiente para se debruçar sobre Orgulho e Preconceito, Dom Quixote ou Em Busca do Tempo Perdido ?
Não se preocupe, este livro vem salvar a sua cultura literária. 90 dos maiores clássicos encontram-se aqui reunidos em páginas repletas de sabedoria e humor.
Através de quatro ilustrações acompanhadas de textos curtos e incisivos, resumimos-lhe tudo o que já devia ter lido e nunca conseguiu. Perfeito para pessoas com pressa ou simplesmente para quem gosta de ler.
.
A minha opinião:
Este livro é realmente uma delícia! Os 90 clássicos estão apresentados sob a forma de ilustrações com um excelente toque de humor!

Deixo um exemplo para satisfazer a curiosidade e despertar o interesse pela leitura...


(clique na imagem para ampliar e ler)

Aconselho a leitura que se faz rápida e divertida!
.
Classificação 5/7 Muito Bom
O blogue em conjunto com editora Europa América tem para oferecer três exemplares do livro "Oscar Wilde e o Sorriso do Morto" de Gyles Brandreth.


Título: Oscar Wilde and The Dead Man’s Smile
Tradução: Catarina Fonseca e Maria do Rosário Heitor
Colecção: Crime Perfeito
Pp.: 288
Formato: 15,5 cm x 23 cm
ISBN: 978-972-1-06059-3
Data de edição: Dezembro de 2009



Paris, 1883. Oscar Wilde visita a cidade decadente para descobrir os seus encantos, reatar a amizade com a divina Sarah Bernhardt e colaborar com o mais famoso homem do mundo do espectáculo, Edmond la Grange.
Oscar descobre os negros segredos que envolvem a companhia teatral de La Grange e é confrontado com crimes bizarros. Para deslindar o mistério e descobrir o assassino, Oscar arrisca a sua vida — e a sua reputação — embarcando numa perigosa aventura que o leva dos boémios clubes nocturnos a um asilo de loucos, de um duelo nos Buttes de Chamont aos portões da prisão de Reading.

Gyles Brandreth é escritor, locutor de rádio, antigo membro do Parlamento e líder do grupo parlamentar.

Para participar no passatempo terão de responder às seguintes questões:

PASSATEMPO ENCERRADO

Regras do passatempo:
-O passatempo começa hoje dia 13 de Janeiro de 2010 e termina às 23.59h do dia 17 de Janeiro de 2010;
-As respostas deverão ser enviadas para o e-mail viajarpelaleitura@gmail.com;

-Nas respostas deverá constar nome, morada e telefone
-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;
-O vencedor será contactado via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

Boa sorte aos participantes :)

Sentimento

( Discourse into the night )

"Sentir é criar. Sentir é pensar sem idéias e, por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem idéias.
.
Sentir é estar distraído.
.
O sentimento abre as portas da prisão com que o pensamento fecha a alma."
.
Fernando Pessoa - O Eu Profundo
*imagem retirada daqui
Agradeço os 129 participantes do passatempo "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoiévski proporcionado pelo blogue e pela Editorial Presença .
O meu muito obrigado à editora por ter tornado possível o referido passatempo.
"Crime e Castigo" já foi comentado aqui no blogue e foi atribuído a classificação 7/7 - Obra Prima

As respostas às questões colocadas são:
.
1-Dostoiévski cria um estranho e doloroso mundo em torno de que figura?
R - Do estudante Raskólnikov.
.
2-Fiódor Dostoiévski tornou-se uma referência universal na literatura, sem perda de continuidade até aos nossos dias. Porquê?
R - Devido ao inexcedível alcance e profundidade psicológica, sobretudo no que implica a exploração das motivações não conscientes e a aparente irracionalidade nos comportamentos das personagens.
.
3-Esta nova versão em língua portuguesa das obras de Dostoiévski, cuja qualidade permite ao leitor usufruir plenamente da extraordinária riqueza dos textos originais, é da responsabilidade de quem?
R – É da responsabilidade de Nina e Filipe Guerra.
.
O vencedor do passatempo é:
.
58- Maria Inês Varela Raimundo (Lisboa)
.
Parabéns e boa leitura :)
Sinopse:
Edimburgo, 1874. Jack nasce no dia mais frio do mundo, com o coração… congelado. A Dr.ª Madeleine, a parteira (segundo alguns, uma bruxa) que o trouxe ao mundo, consegue salvar-lhe a vida instalando um mecanismo - um relógio de madeira - no seu peito, para ajudar a que o coração funcione. A prótese funciona e Jack sobrevive, mas com uma condição: terá sempre de se proteger das sobrecargas emocionais. Nada de raiva e, sobretudo, nada de amor. A Dr.ª Madeleine, que o adopta e vela pelo seu mecanismo, avisa: «o amor é perigoso para o teu coraçãozinho.» Mas não há mecânica capaz de fazer frente à vida e, um dia, uma pequena cantora de rua arrebata o coração - o mecânico e o verdadeiro - de Jack. Disposto a tudo para a conquistar, Jack parte numa peregrinação sentimental até à Andaluzia, a terra natal da sua amada, onde encontrará as delícias do amor… e a sua crueldade.
.
O que eu achei:
A mecânica do coração fala-nos, no fundo, do funcionamento do coração de todos nós.
Jack, nasceu no dia mais frio do mundo, devido ao tempo que fazia, o seu coração estava gelado e Jack encontrava-se em perigo de vida.
Madeleine, a parteira e posteriormente sua mãe adoptiva, coloca-lhe no peito um coração “relógio de cucos” que ajudará o coração gelado a funcionar.
Jack sobrevive e passa a ter dois corações. Assim, o nosso personagem principal cresce sob os olhares preconceituosos dos habitantes da aldeia e dos colegas de escola. Mas a sua mãe adoptiva avisa-o todas as noites, enquanto o embala, que o amor é perigoso para o seu coraçãozinho, pois um desgosto amoroso poderia ser-lhe fatal.
Contudo e inevitavelmente Jack apaixona-se por miss Acácia, uma cantora pequenina de aspecto frágil.
Como todas as pessoas apaixonadas que entregam a “chave do seu coração” à pessoa amada, Jack entrega a chave física do seu coração de cucos para que Acácia veja e explore.
Mas nesta relação nem tudo corre bem, pois Jack omite factos importantes da sua vida passada à sua amada e quando esta descobre, Jack sofre por amor, colocando a sua própria vida em risco para lhe provar o quanto a ama. O coração dói-lhe, mas dói-lhe somente o coração verdadeiro, contudo Jack é incapaz de dissociar os seus dois corações acreditando que depende dos dois para viver.

Esta pequena/grande história faz-nos reflectir sobre a nossa própria mecânica do coração, porque no fundo todos nós temos uma, muito própria, muito nossa.
.
Uma leitura que aconselho numa tarde de frio para aquecer o coração.
.

Classificação 4/7 Bom

O homem é um animal irracional

"O homem é um animal irracional, exactamente como os outros. A única diferença é que os outros são animais irracionais simples, o homem é um animal irracional complexo. É esta a conclusão que nos leva a psicologia científica, no seu estado actual de desenvolvimento. O subconsciente, inconsciente é que dirige e impera, no homem como animal. A consciência, a razão, o raciocínio são meros espelhos. O homem tem apenas um espelho mais polido que os animais que lhe são inferiores.
(...)
O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos.
Eles sabem o que precisam saber. Nós não."

Fernando Pessoa - Reflexões sobre o Homem - Textos de 1926-1928

O Tempo do Anjo - Anne Rice

.
Sinopse: Toby O’Dare é um assassino a soldo com fama no submundo do crime. Numa teia de pesadelo e de missões letais, é um homem sem alma e sem nome, às ordens de um misterioso mandante.
Quando um dia se cruza com um estranho ser, um serafim, Toby O’Dare terá de escolher entre salvar ou destruir vidas. E ele, que sonhara em tempos ser padre, viaja no tempo até ao século XIII, em Inglaterra, época de inquietação e trevas onde judeus são acusados de assassinatos rituais e crianças desaparecem em circunstâncias misteriosas.
O Tempo do Anjo, um thriller metafísico sobre anjos e assassinos, marca o regresso de Anne Rice como mestra na criação de histórias que cativaram leitores de várias gerações.
.
Anne Rice é uma autora consagrada de best-sellers, na área da literatura de fantasia e gótica. Alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, entre outros êxitos.
O Tempo do Anjo é o primeiro volume da trilogia Os Cânticos do Serafim e mais uma prova do seu talento multifacetado.
.
A minha opinião:
Esta é uma história que nos faz viajar até à Inglaterra do séc. XIII e aos seus Castelos normandos.
Sortudo (Toby O'Dare), o personagem principal é apresentado como um assassino frio e implacável. É culto, gosta de arte, história e música e acima de tudo de manter sua privacidade. É um ser sofrido, pela vida que teve, perto daqueles que mais amou.
Como assassino nega ser um homem que vai tirar a vida a alguém, vê-se apenas como a “encarnação de um objectivo”.
No entanto e apesar da sua frieza, Toby confronta-se constantemente com a existência de Deus, sentido a necessidade inata de rezar, pedir perdão e ajuda. Reza ao Deus que sabe não existir. Mas depressa toma consciência de que está fortemente enganado, pois aparece-lhe um anjo com uma proposta: salvar vidas em vez de as tirar.
Deus necessitará da sua coragem, da sua astúcia para salvar vidas e amenizar confrontos.
Através do tempo que não interessa se é presente, passado ou futuro, pois a Deus só conta as súplicas e as preces, Sortudo irá cumprir o seu novo destino de salvar e não matar.
Com esta narrativa, Anne Rice, leva-nos a conhecer Inglaterra do séc. XIII, assim como a cultura e os seus costumes.
Uma leitura que recomendo a quem gosta do género.
Classificação 4/7 Bom
Um romance, um amor na sua forma mais pura e até ingénua, como todo o amor verdadeiro é.
Kincaid é um homem da cidade, repórter fotográfico, escritor, “selvagem”, romântico, ágil, sensível e divorciado.
Francesca, de origem italiana é mulher de fazendeiro, tem 2 filhos, está subjugada por opção à vida de dona de casa e aos trabalhos do campo. Oculta do seu dia a dia os seus sonhos, a sua sensibilidade e principalmente a sua sensualidade. Esta faceta escondida de Francesca é delicadamente desperta e descoberta por Kincaid.
Tendo por cenário Madison County - Iowa, Kincaid e Francesca apaixonam-se. Assim, deixam-se levar pelos seus sentimentos e durante quatro dias vivem experiências de toda uma vida e que recordarão sem cessar até à morte.
Através de uma linguagem simples e carregada de sentimentos, Robert Waller consegue transmitir um conjunto de imagens onde a solidão, o amor, o sofrimento e os valores estão presentes.
Esta, como eu já referi, é uma bela história de amor, mas está longe de ser comparada a um romance de cordel. Não é, de maneira nenhuma! Aqui, os sentimentos e os valores são elevados ao nível mais profundo que se possa imaginar.
“Falar” mais sobre esse romance só estragará o que ele realmente passa ao leitor, no entanto quem já leu sabe ao que me refiro.
.
Uma leitura que recomendo!

Classificação: 5/7 - Muito Bom

Pode ainda ver outros trabalhos de Brian Dettmer aqui
O blgue em conjunto com a Editorial Presença tem para oferecer um exemplar do grande Clássico "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoiévski.


Fiódor Dostoiévski
Título Original: Prestuplénie i Nakazánie
Tradução: Nina Guerra e Filipe Guerra
Páginas: 512
Colecção: Obras de Fiódor Dostoiévski Nº 1
PVP: 22,50€
ISBN: 978-972-23-2722-0
Código de Barras: 9789722327220











TRADUZIDO
DIRACTAMENTE DO RUSSO
.
Com «Crime e Castigo», a Editorial Presença inaugura a publicação da obra de um dos maiores escritores de sempre, numa nova e criteriosa tradução, feita directamente a partir do russo. Datado de 1866, este é o primeiro dos grandes romances que Dostoiévski escreveu já em plena maturidade literária, sendo, provavelmente, a mais bem conhecida de todas as suas obras. Recriando um estranho e doloroso mundo em torno da figura do estudante Raskólnikov, perturbado pelas privações e duras condições de vida, é uma das obras por excelência fundadoras da modernidade. Pelo inexcedível alcance e profundidade psicológica, sobretudo no que implica a exploração das motivações não conscientes e a aparente irracionalidade nos comportamentos das personagens, este autor russo tornou-se uma referência universal na literatura, sem perda de continuidade até aos nossos dias. Esta nova versão em língua portuguesa das obras de Dostoiévski, cuja qualidade permite ao leitor usufruir plenamente da extraordinária riqueza dos textos originais, é da responsabilidade de Nina e Filipe Guerra.
.
Fiódor Dostoiévski (Moscovo, 30/10/1821 – S. Petersburgo, 28/01/1881) foi um dos grandes percursores da mais moderna forma de romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virginia Woolf, entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia de S. Petersburgo. Aí, desperta-lhe a vocação literária ao entrar em contacto com escritores russos e com a obra de Byron, Victor Hugo e Shakespeare. Foi condenado à morte em 1849. A pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Amnistiado em 1855, reassumiu a actividade literária e em 1866, com Crime e Castigo, marca a ruptura com os liberais e radicais a que tinha sido conotado.
.
Para participar no passatempo terão de responder às seguintes questões:
.
PASSATEMPO ENCERRADO
.
Regras do passatempo:
-O passatempo começa hoje dia 6 de Janeiro de 2010 e termina às 23.59h do dia 11 de Janeiro de 2010;
-As respostas deverão ser enviadas para o e-mail viajarpelaleitura@gmail.com;
-Nas respostas deverá constar nome, morada e telefone
-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;
-O vencedor será contactado via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
.
Boa sorte aos participantes :)

Novidades ASA (Janeiro)

Título: Desaparecida
Autora: Katy Gardner
Págs.: 352
Romance
Preço: 15,50

Tudo começou com uma brincadeira de crianças… Quem é que nunca jogou às escondidas? Quem nunca sentiu o entusiasmo de encontrar alguém no seu esconderijo perfeito? Poppy está a brincar com a mãe, Mel. Poppy tem sete anos e a sua vida acabou de mudar radicalmente: tem um novo padrasto, um novo irmão, uma nova casa…
A menina esconde-se e a mãe procura-a. Mas o tempo passa e ela não aparece. A polícia é chamada. À hora do desaparecimento, testemunhas viram um carro a afastar-se do local. Um carro familiar. Ao volante ia Si, o homem com quem Mel está casada há apenas um ano. Para a polícia é uma luta contra o tempo. Para Mel, cujo mundo foi virado do avesso, é uma questão de vida ou morte
.

Título: A Mulher do Sari Cor-de-Rosa
Autora: Sampat Pal
Págs.: 208
Documentos
Preço: 14,00



Numa das regiões mais miseráveis da Índia, alastra o rumor: uma mulher ergueu-se, sozinha, contra a lei do mais forte. Chama-se Sampat Pal, e luta em prol das mulheres maltratadas, dos pobres espoliados dos seus bens, de todos aqueles a quem a esperança abandonou. Como é que uma criança, oriunda de uma família modesta, se tornou numa destemida justiceira? Sampat era apenas uma menina quando decidiu ir contra todas as convenções e aprender a ler. Sozinha, escondida na escola que não podia frequentar, não desistiu até conseguir. Contra a sua vontade, casou com doze anos. Mas a sua personalidade destemida levou-a a lutar contra as injustiças de que era vítima às mãos da família do marido. Mais tarde defendeu um vizinho, depois, a amiga de uma amiga...
.
Título: Plexus
Autor: Henry Miller
Págs.: 592Vintage
Preço: 19,90


PLEXUS é o romance central da trilogia “Rosa-Crucificação”, iniciada com SEXUS. Relato ficcionado da frenética e extraordinária vida de Henry Miller com a sua sensual segunda mulher, Mona, em Nova Iorque, é um testemunho da caótica metamorfose do autor e do seu absoluto amor pela vida.
Encorajado por Mona e ansioso por se dedicar à escrita, Henry Miller abandona o seu emprego estável na Companhia Telegráfica Cosmodemónica. O quotidiano transforma-se então numa inglória mas sempre criativa luta pela sobrevivência, em que ambos são desesperadamente pobres e absurdamente felizes. Nos seus relatos de uma vida simultaneamente sublime e miserável, PLEXUS é, acima de tudo, uma história de amor – o amor incondicional e obsessivo que Miller sente por Mona, apesar dos seus defeitos; pela vida, apesar dos seus muitos reveses; e pela língua inglesa.


Publicado originalmente em Paris em 1953 e proibido nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha durante quase quinze anos, PLEXUS é uma erótica celebração de uma vida dissoluta
.
Título: Jogo de Espelhos
Autora: Agatha Christie
Págs.: 176
Preço: 10,00


Miss Marple reencontra Ruth Van Rydock, uma amiga de longa data. A amizade entre ambas começou durante uma viagem a Florença, em que participava também a irmã de Ruth, Carrie Louise. Ao porem a conversa em dia, Miss Marple apercebe-se de que algo de estranho se passa na mansão de Carrie Louise. Algo que deixa Ruth terrivelmente preocupada. Um assassinato vai provar que ela tinha toda a razão em estar apreensiva. Miss Marple terá de usar todo o seu conhecimento da natureza humana para impedir que a enorme mansão se transforme na última morada da sua grande amiga…
Jogo de Espelhos (They Do It With Mirrors) foi originalmente publicado nos Estados Unidos em 1952 com o título Murder With Mirrors, tendo sido editado no mesmo ano na Grã-Bretanha com o título original. Foi adaptado para a televisão em 1985, 1991 e 2009
Nesta grande obra, Fiódor aborda essencialmente um tema: “A mente humana”. O próprio título do livro acaba por dar uma pista “Crime e Castigo”. Há um crime, mas como será o castigo? Este será principalmente a nível psicológico! E haverá castigo pior do que a auto-punição? Este é o ponto fulcral desta obra: “A mente humana: a auto-punição”

Ródion, estudante universitário, é pobre, vive num quarto onde só cabe um sofá onde dorme; uma pequena mesa e umas cadeiras. O quarto é tão pequeno que estando lá quatro pessoas, estas mal se podem mexer. Este cubículo onde vive, aprisiona-o a nível físico e psicológico. No entanto, a sua mente vagueia à procura das mais complexas respostas que têm a ver com a sua própria existência.
Ródion divide as pessoas em dois grupos: o grupo dos inferiores e o grupo dos homens propriamente ditos (os que no seu meio têm talento para dizer uma “palavra nova”).
Tentando provar a si mesmo que faz parte deste último grupo, Ródion comete um crime e posteriormente apecebe-se que faz parte dos inferiores. Caso contrário não se auto puniria com a finalidade de encontrar a paz.
Todas as interrogações e reflexões pelas quais o personagem principal passa estão directamente relacionadas com Dostoievski. Pois este esteve preso e foi condenado à morte por conspirar contra Nicolau I da Rússia. Assim, conviveu de forma próxima com os presos e os seus fantasmas. Ele próprio teve oportunidade de dar valor à sua própria vida, uma vez que esteve vendado num campo de fuzilamento para levar um tiro e no último minuto foi-lhe concedido o perdão. Este aspecto também está bem realçado na sua obra, quando refere na voz de Ródion que não quer apenas existir, mas viver (esta passagem fez-me lembrar a frase de Óscar Wilde)!
Em Crime e Castigo os personagens assumem um papel representativo da diversidade humana: Ródion (existencialismo e auto-punição); Ludjin (personificação da maldade); Sónia (é a bondade, é aquela que se sacrifica em prol dos outros sem limites); Katarina Ivánovna (loucura, é aquela que quebra o limite da razão) Dúnia e Razumíkin (são o equilíbrio entre todos estes personagens...
Todos os personagens, nas suas acções acabam ,muitas vezes, por estar entre a razão e a loucura, têm em comum a pobreza com excepção de Ludjin e note-se que essa loucura é indissociável do sofrimento.

(Quem não leu e pretende ler a obra aconselho a não ler a partir daqui pois contém spoilers, desculpem não consegui evitar)

Por fim e por influência da mulher que o ama, Ródion confessa o seu crime e passa oito anos na cadeia da Sibéria (local onde o próprio Fiódor esteve detido).
Durante todo o romance, Ródion é um personagem frio, sofredor, gosta de estar só e não admite ajuda de ninguém para com ele. No entanto, o amor de Sónia traz a redenção a Ródion, fazendo-o renascer para a vida como um novo homem!

Este foi dos melhores livros que li até hoje, não só pela estória em si, mas pela grandeza dos personagens, pelo que nos transmitem, pela dualidade dos pensamentos e principalmente por me fazer reflectir sobre a complexidade da mente!

Sem dúvida uma obra prima da literatura!

Classificação 7/7 Obra Prima

1º Dia do Ano - reflexão...


"Assumir uma atitude responsável perante o futuro sem uma compreensão do passado é ter um objetivo sem conhecimento.
Compreender o passado sem um comprometimento com o futuro é conhecimento sem objetivo."
.
Ronald T. Laconte
.
Imagem retirada da net

Blogger Templates by Blog Forum