Sinopse
Em Histórias Possíveis, David Machado apresenta dezasseis contos onde tudo se passa no limiar da realidade. Há o caso do maestro que escuta sinfonias inteiras no andamento do metropolitano de Lisboa, a desventura do noctívago esfaqueado que recorre aos serviços de uma costureira para lhe fechar a ferida na barriga, o idílio fatal de uma octogenária penitente ao provar sem querer uma barra de chocolate, a angústia de um brasileiro perdido durante uma semana nos corredores intermináveis do hospital para onde vai curar uma dor de dentes, ou o relato da vida de um vagabundo que subitamente salta para a ribalta do mundo por causa dos seus dotes de violinista. Transversal a todas as histórias deste livro é a voz que os conta. Cada conto tem o seu próprio narrador, mas em todos este não é mais do que mera testemunha que nunca chega a participar na acção.



Opinião
Conheço o autor desde que li o seu "Deixem Falar as Pedras" (2011), mas deu-se em mim um clique brutal  - como o impacto de um grande pedregulho na testa - em "Índice Médio de Felicidade" (2013).
Após a leitura desses dois livros, havia muito tempo que eu desejava colocar estes dois olhitos em cima de "Histórias Possíveis", publicado em 2008, pela Editorial Presença. Entretanto o autor publicou alguma literatura infantil, mas o que eu queria mesmo era espreitar este livro que foi, afinal, a génese das obras destinadas ao público adulto.
Nesta série de contos bastante curtos vê-se muito daquela que julgo ser a essência de David Machado, um autor moderno, de possíveis e impossíveis, de histórias transversais, sem tempo nem memórias nem remorsos. É um autor de mundos solitários, de raízes soltas em terrenos desconhecidos.
Em "Histórias Possíveis" não se vê, nem se podia ver, o escritor maduro, feito e confiante de "Índice Médio de Felicidade", mas podemos constatar o seu nascimento, aquilo em que ele se baseia para poder ser, na minha opinião, um dos melhores autores portugueses contemporâneos.
Na Foz de Arelho (vista à direita!)...

Na Foz do Arelho (vista à esquerda)...

No Palácio da Pena...

No Estádio do Dragão a espreitar...

Sinopse
Quando Tim Ellison encontra um quarto barato para alugar num dos melhores locais de Sydney, parece um golpe de sorte: estará perto do restaurante onde trabalha e ainda mais perto do seu lugar preferido para praticar surf. Mas há uma condição para que possa arrendar um quarto: Tim terá de fazer todos os recados à misteriosa dona do quarto, uma mulher muito reservada e pouco amistosa, que nunca abandona a casa.
Tim esforça-se cada vez mais por conhecer melhor a figura inquietante de Anna. A princípio pouco reservada, ela começa a revelar-se aos poucos: a sua história, a sua tristeza, os seus medos paralisantes.
É então que começam a acontecer coisas estranhas na casa: golpes a meio da noite, figuras inexplicáveis nas sombras, mensagens sinistras nas paredes. Tim assusta-se porque, ao mesmo tempo que o seu desconforto em relação àquela casa vai aumentando, crescem também os seus sentimentos pela bela e misteriosa dona da casa.
Que tipo de pessoa será Anna London: alguém que merece compaixão, alguém para amar ou alguém para temer?

Opinião
Excepcional. Visual. Intenso.
O que dizer sobre este livro de Rebecca James? Bem, há muito que dizer, na verdade. Para começar, posso assumir que desconhecia a autora. Que vergonha, não é? Pois, por mais incrível que possa parecer-vos, eu também tenho as minhas falhas. Residuais, é certo, mas ainda assim existentes.
Mas vamos lá parar de falar de mim e das minhas qualidades para nos debruçarmos sobre a Rebecca, ok?
Esta autora enquadra-se, a meu ver, naquele registo de novos escritores que têm vindo a surgir aos poucos. Daqueles que não pretendem ser "furacões literários", mas que, tendo consciência daquilo que fazem e daquilo que querem transmitir, acabam por ser brilhantes por se manterem fiéis a si mesmos e, principalmente, por escreverem com a alma. Sim, como se de dentro das suas cabeças saíssem uns deditos bem compridos, sempre prontos para teclar no computador. E para se escrever com a alma nem sempre é necessário cuspir um turbilhão de sentimentos para o interior das folhas de papel. É possível fazer o mesmo contando uma história. Uma história aparentemente vulgar que relata a vida de personagens invulgares. Ou melhor, reportando-se a personagens vulgares, possuidoras elas de uma história invulgar. Confuso? Nem por isso. Para perceberem onde quero chegar basta lerem o livro.
Como sabem, eu não costumo resumir o conteúdo das obras. Nem vou fazê-lo neste caso. Mas posso aguçar-vos o apetite. "Doce Tortura" é, para mim, um dos livros do ano. Tem tudo aquilo que admiro numa obra literária e (vou repetir-me com a opinião que dei quando li "A Rapariga do Comboio") acaba por ser um não-thriller disfarçado de thriller. Na verdade, adorei-o. Porque eu sempre adorei livros que saem de dentro dos autores, em detrimento daqueles que tentam atingir o interior dos leitores. A segunda questão é, pelo menos neste caso, consequência da primeira, embora se note que tal situação não seja a prioridade de Rebecca. Pelo menos essa é a minha forma romântica de ver as coisas.
Além disso, a autora revela-se mestre na descrição, principalmente nos momentos mais tensos e emotivos. Cheguei mesmo a temer ler a frase seguinte, o instante seguinte, a um momento que parecia não poder ser pior do que aquele que o antecedia.
Rebecca James é australiana e a sua escrita parece ter aquilo que a Austrália tem em força: uma mistura de culturas cheias de vitalidade, personalidade e saúde. E ela parece colher o melhor de cada uma delas. Já tinha sentido isso com o genial Christos Tsiolkas e voltei a sentir o mesmo com a não menos brilhante Rebecca James.
Fiquei encantado por conhecer este romance e não vou descansar enquanto não tiver o outro livro publicado pela autora em português, também ele sob a chancela Suma de Letras.



Como sabem, em Agosto, e com o apoio da Editorial Presença, temos para sortear entre os participantes da rubrica um exemplar do livro "És tudo o que eu quero" de Giovanna Fletcher!



Relembrando as regras para a atribuição do livro:
A cada participante é atribuído um ou vários números dependendo do nº de segundas que participam. Por exemplo, se um participante comentar nas 4 segundas, é atribuído a este participante 4 números, se participar apenas numa segunda, só será atribuído um nº.
São os números que vão a sorteio.
O vencedor, será anunciado sempre na segunda-feira do mês seguinte. 
Os participantes têm de estar atentos, para que depois possam enviar a sua morada para o mail do viajar. Se não o fizerem no prazo máximo de um mês, deixam de ter direito ao livro ganho.
A partir de 2015, o envio dos livros é feito apenas para Portugal Continental e Ilhas.

Por aqui estamos a ler...

  


E vocês?

Descobre as diferenças

Hum...


Hum...

Ah, já vi. Uma, no máximo duas...

Bolaño

Não gostei muito de ler 2666 de Bolaño. Mas houve ideias e trechos que nunca me abandonaram. Este é um deles:


Afinal, não será esse o verdadeiro sonho de qualquer autor? O sonho de viver permanentemente na cabeça do leitor.

Vida e surf

"Pensei que tinhas ido para a Indonésia para pensares na vida (...) Pensei que voltarias com alguma ideia do que queres fazer"
"Eu fui para a Indonésia fazer surf, não para me encontrar"

em Doce Tortura, Rebecca James


Por que é que o pianista tem cara de tarado?

É assim mesmo! Quem precisa de dois rins? E, já que está na moda, quem precisa da mãe e do pai? Tal como o rim, basta um!

Alf, Alf, Alf... Que foste tu fazer à foca...

Claro! Treino. Muito treino.

Hum.... Ok.... Muitos sonham com ele, ou com ela...

Keep on going, girl!

Novidade Lua de Papel

A editor pergunta "alguém ansioso"?


Eu posso responder por mim: não.

Citações

A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar

Sun Tzu, A Arte da Guerra

Sabem quem liderava a lista dos livros mais vendidos segundo The New York Times...

... há 30 anos em finais de Agosto?

Este senhor:

Stephen King

... E há 20 anos...?

Esta senhora:

Patricia Cornwell

... E há 10 anos...?

Dan Brown

Sei quem lidera agora. Mas não digo.

Livros vs Paris

São inúmeras as obras que estão intimamente ligadas à cidade luz.

Estas são algumas delas:

O Código Da Vinci, de Dan Brown

O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo

A Lebre de Olhos de Âmbar, de Edmund de Waal




Apartamento novo

Hei, malta, parece que o Cristiano Ronaldo comprou um novo apartamento em Nova Iorque.

É assim:


e assim:


Sabes uma coisa, Mundo (permite-me, mundo, tratar-te por tu, já que, de alguma forma, sou teu descendente)?
Quero que o Ronaldo e a sua nova casa de mais de 16.000.000 € se lixem.

Bem... o Ronaldo comprou algo ao Donald Trump. Trump.... Trampa... estarei a sentir aqui alguma analogia? Sim, porque o D(R?)onald americano não tem outra coisa na cabeça que não trampa, isto a julgar pelo seu discurso a-tender-para-o-presidencial.

Já agora, será que o novo apartamento terá direito a uma biblioteca? Yeah right...
Estou farto de esperar pelo anúncio do lançamento do último livro do Christos Tsiolkas, autor de "A Bofetada".


Será que se eu disser que os editores são um bocado chatos eles ficarão chateados?
Que se lixe.
Chatos. Mas não muito. Só um bocadinho. Um bocadinho quase insignificante.
Pronto. Já disse.
Adeus.

Novidade Chiado

Ora aqui está uma novidade da Chiado Editora


Hum...
Onde é que eu já vi algo do género...
Hum...
Uma capa tão má nunca vi, de facto...
Hum...
Bem, espero que a mulher tenha as pernas depiladas, com tanto homem a espreitar...
Hum...
Ah! Já sei!


Um dos últimos filmes da Brigitte! 
Bem me parecia que havia alguma semelhança!
Bem, uma coisa é certa! Se as pernas forem da Brigitte Bardot no seu melhor vou já mandar vir um exemplar!

(Na verdade, o livro parece ser uma reedição de uma obra lançada em 2007 pela Campo das Letras - que publicava literatura com qualidade. A autora é docente na Universidade do Minho e perita em cultura e literatura francesa. Ainda bem que eu não tenciono tirar um curso em Línguas, caso contrário duvido que passasse nas suas cadeiras)

E mais capas


Caro designer gráfico: estas cores fortes presentes nos pequenos rectângulos numa capa com estes tons de cinza ficam uma merda.
Fora isso, é um autor que há muito que quero conhecer.


OK. 
Este livro interessa-me!


Como sabem, em Agosto, e com o apoio da Editorial Presença, temos para sortear entre os participantes da rubrica um exemplar do livro "És tudo o que eu quero" de Giovanna Fletcher!


Relembrando as regras para a atribuição do livro:
A cada participante é atribuído um ou vários números dependendo do nº de segundas que participam. Por exemplo, se um participante comentar nas 4 segundas, é atribuído a este participante 4 números, se participar apenas numa segunda, só será atribuído um nº.
São os números que vão a sorteio.
O vencedor, será anunciado sempre na segunda-feira do mês seguinte. 
Os participantes têm de estar atentos, para que depois possam enviar a sua morada para o mail do viajar. Se não o fizerem no prazo máximo de um mês, deixam de ter direito ao livro ganho.
A partir de 2015, o envio dos livros é feito apenas para Portugal Continental e Ilhas.

Por estas bandas (continente e ilhas :D) lê-se:


E por aí?

Escritores envergonhados

Existem escritores que apenas conseguem demonstrar o que sentem através da escrita. E, em grande parte dos casos, ainda bem. Mas há outros que exageram. Essa minoria é mesmo "tímida", ou quer sê-lo! Estes são alguns deles:

Cormac McCarthy, um extraordinário escritor - recusa aparecer, salvo raras excepções, de tal forma que a ex-mulher assumiu certa vez, numa altura em que se falava da sua falta de vontade para dar entrevistas, que tudo o que ele tinha para dizer estava nas páginas dos seus livros, e assim teriam de comer feijão durante a semana toda novamente.

Elfriede Jelinek, autora que recentemente tem preenchido os nossos posts - venceu o Prémio Nobel em 2004 e faltou à cerimónia de entrega do galardão, declarando que, com muita pena sua, não poderia estar presente devido ao facto de sofrer de fobia social, estando certa de não ser capaz de lidar com o público.

Harper Lee, uma autora que a Paula gosta - reservada, prefere viver na sombra do que nas luzes da ribalta, tornando-se conhecida por ter rejeitado falar para os mais famosos jornais, revistas e programas televisivos.
Que Dostoievksi era viciado no jogo...


... e Hemingway no álcool...


... pode não ser grande novidade.

Mas outros autores possuíam vícios bem mais estranhos...

Como é o caso de Charles Dickens... que se sentia atraído por morgues...


... ou de Honoré de Balzac, que chegava a tomar 50 chávenas de café por dia...


... ou de Lord Byron, viciado em sexo, dizendo-se que guardava pêlos púbicos de cada pessoa com quem se deitava...


... ou de James Joyce, viciado em... flatulência... (não vale a pena tentar reproduzir este vício através de uma imagem)

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