O blogue em parceria com a Editorial Presença tem para oferecer, em passatempo, um exemplar do livro E As Montanhas Ecoaram de Khaled Hosseini.
Para participar e tentar ganhar, terá de responder acertadamente a todas as questões do formulário e respeitar as regras.


Regras do passatempo:
-O passatempo começa hoje, dia 25 de Maio de 2013 e termina às 23.59h do dia 2 de Junho de 2013
-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;
-O vencedor será contactado via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
-Para participar tem de ser seguidor do blogue
-O blogue não se responsabiliza pelo extravio de livros.

Respostas ao passatempo aqui

Boa sorte aos participantes :)

Mais informações aqui no site da Editorial Presença

Recentemente o nosso amigo Manuel Cardoso do blogue Dos Meus Livros (blogue que muito aprecio, pois a qualidade das opiniões são excelentes) embarcou numa Maratona José Saramago
Achei este "desafio" magnífico. Confesso que me custa ler o autor, porém depois das opiniões do Manuel fiquei novamente tentada a voltar a Saramago.




Aqui fica o link para visitarem e lerem as opiniões.
O balanço aqui
As opiniões aqui

Parabéns Manuel por teres embarcado nesta maratona e pelas opiniões partilhadas connosco!

Então, depois de ter sorteado os livros entre os participantes da rubrica do mês de Março, os livros vão para...
(rufar de tambores)

Kassie e o livro oferecido é
Nua e Crua, Marta Gautier


e
 Patrícia Xará, que vai receber dois livros de bolso 
(são dois porque os livros são de bolso)

O Crocodilo, Fiodor Dostoievski
Vinte e seis e mais uma, Máximo Gorki


Kassie e Patrícia, preciso que me enviem as vossas moradas para 
viajarpelaleitura@gmail.com

E As Montanhas Ecoaram
Khaled Hosseini
Título Original: And the Montains Echoed
Tradução: Manuel Alberto Vieira e Alberto Gomes
Páginas: 392
Coleção: Grandes Narrativas Nº 550
Editorial Presença
ISBN: 978-972-23-5058-7
Código de Barras: 9789722350587




Data de Publicação
 23 de Maio 2013

1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos... Neste seu terceiro romance, Khaled Hosseini traz-nos uma belíssima e comovente saga familiar que reflete sobre como os laços que nos unem sobrevivem aos obstáculos que a vida nos impõe.

Khaled Hosseini nasceu em 1965 em Cabul, no Afeganistão. A sua família encontrava-se em Paris quando em 1980 se deu a invasão soviética, tendo pedido asilo político aos EUA, onde o autor vive atualmente. Formado em Biologia e Medicina, publicou em 2003 o seu primeiro livro, O Menino de Cabul, que rapidamente se tornou um enorme sucesso a nível internacional. Em 2006, Hosseini foi nomeado Embaixador da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Em 2007 lançou Mil Sóis Resplandecentes, que a Presença publicou nesta coleção. As duas obras juntas venderam mais de 10 milhões de exemplares nos EUA e mais de 38 milhões no resto do mundo. Este seu mais recente romance será inicialmente publicado em cerca de 20 países.

FUNDAÇÃO KHALED HOSSEINI:
Hosseini é ainda fundador da The Khaled Hosseini Foundation, uma instituição sem fins lucrativos que providencia assistência humanitária ao povo Afegão. A Fundação apoia projetos que abrigam famílias refugiadas e proporciona condições económicas e educativas para o bem-estar de mulheres e crianças. 

PÚBLICO-ALVO: Leitores em geral.

«Extraordinário.» - People  

«Excecional.» - Time

«Comovente.» - New York Times Book Review

«Espetacular.» - USA Today

Para mais informações consulte o site


O Primeiro Homem de Roma
Colleen McCullough
Género: Romance Histórico
Tradutor: Maria Teixeira Pinto
N.º de páginas: 976

«Uma obra verdadeiramente espantosa. A ficção no seu melhor.» Time

Gaio Mário e Lúcio Cornélio Sula são ambiciosos o bastante para querem ser o Primeiro Homem de Roma, apesar das suas circunstâncias pouco favoráveis. Colleen explora a política, rivalidades familiares e cenas bélicas numa história rica em pormenores da vida de Roma Antiga.

«Fruto de uma investigação impecável e de um nível de pormenor meticuloso, este livro evoca o tecido social e político da Roma no final da república. McCullough demonstra um profundo entendimento de uma era em que o nascimento e a linhagem determinam o destino de uma pessoa.» Publishers Weekly

«A autora entrelaça com mestria política, rivalidades familiares e cenas de batalha numa história cativante, repleta de pormenores fascinantes sobre o quotidiano na Roma Antiga.» Library Journal

Colleen McCullough nasceu na Austrália. Neuropatologista de formação, foi a fundadora do departamento de Neuropatologia do hospital Royal North Shore, em Sydney, antes de começar a trabalhar como investigadora e professora em Yale, onde permaneceu durante dez anos. A sua carreira como escritora teve início com a publicação de Tim, a que se seguiu o best-seller internacional Pássaros Feridos. Vive em Norfolk, no Pacífico, com o marido, Ric Robinson.

Datas que lembram livros

Nasceu a 22 de Maio de 1859 Sir Arthur Conan Doyle, o homem que acreditava que Houdini tinha poderes sobrenaturais, que se candidatou sem sucesso ao Parlamento inglês por duas ocasiões e que nunca chegou a ser bem-sucedido enquanto médico.
 
Ainda bem que não foi, caso contrário talvez nunca tivesse escrito um dos mais marcantes personagens escritos na história da literatura mundial...
 
"As Aventuras de Sherlock Holmes" alberga 12 contos do famoso detective, sempre auxiliado pelo doutor Watson, que nos levam ao mundo do crime e do mistério. Todos nós já ouvimos falar do carácter e da forma de agir de Sherlock Holmes. Porque não conhecê-lo no dia  da celebração do 154º aniversário do seu nascimento?
 
 
 

Inferno, Dan Brown (Divulgação)


Inferno
Dan Brown
Género: ficção
Autores: Dan Brown
Formato: 15 x 23,5 cm
Data de lançamento: 10 de julho

No dia do lançamento internacional a 14 de maio, a Bertrand Editora disponibilizou toda a obra anterior do autor em eBook.

A edição portuguesa de Inferno, de Dan Brown, chega às livrarias em 10 de julho. 
Segundo o jornal britânico The Guardian, um pouco por todo o mundo, os livreiros acreditam que este pode ser o livro que mais venderá este ano. 

Inferno marca o regresso de Robert Langdon, o famoso simbologista de Harvard, que protagonizou O Código Da Vinci, Anjos e Demónios e O Símbolo Perdido. Este novo romance é passado em Itália e é sobre o clássico da literatura, A Divina Comédia, de Dante Alighieri, a que vai buscar o título de uma das partes, o Inferno. 
O autor disse este fim-desemana em entrevista ao Sunday Times que considerava este livro o seu romance mais negro. No dia 14 de maio, dia em que foi conhecida a edição internacional de Inferno, a Bertrand Editora disponibilizou também as versões eBook de O Código Da Vinci, Anjos e Demónios A Conspiração, Fortaleza Digital e O Símbolo Perdido. Neste momento, é já possível fazer a pré compra de uma edição especial da versão portuguesa de Inferno, com capa dura, em várias cadeias livreiras.

Imprensa internacional, sobre Inferno:

«O Inferno está repleto de truques (…) O senhor Brown acaba não só por nos deixar um trilho de migalhas acerca de Dante (afinal de contas, isto é o Inferno), mas também por brincar com os conceitos de tempo, género, identidade, célebres atrações turísticas e medicina futurista.» The New York Times

«A grande ênfase está na prodigiosa pesquisa e na paixão por factoides que enformam as histórias do senhor Brown, a facilidade com que os põe em ação, os truques engenhosos e os grandes clímaces.» The New York Times


Esta semana inicio a leitura de 
A Casa dos Espíritos
de 
Isabel Allende


E vocês o que estão a ler?

A minha estante :)

Quem tem acompanhado aqui o blogue, sabe que estive de mudanças. Não foi fácil transportar tantos livros, ainda assim tive muita ajuda dos amigos aos quais agradeço. Mas mais complicado ainda foi colocá-los no lugar de forma correcta (ou como eu gosto), porque por mais que eu tentasse transportar tudo de forma minimamente organizada foi impossível, os livros acabaram por ficar todos misturados - colecções, autores, temas...
Depois de perder umas longas horas à volta da estante, finalmente ficou pronta e aqui está ela!! Descobri entretanto que tenho obras repetidas, que tenho edições de alguns anos que estão a ser lançadas agora pelas editoras...
Bem, agora para ficar uma verdadeira biblioteca teria de catalogar tudo, mas isto está fora de questão (por enquanto).



Quando concebi a estante pensei sinceramente que me ia restar mais espaço para livros futuros... mas já vi que não. Portanto, dentro de dois anos (se tanto) terei de arranjar uma solução que é como quem diz, mais um espaço cá em casa para mais uma estante :P

Datas que lembram livros

Celebra-se a 15 de Maio o Dia Internacional da Família. Esta comemoração foi sugerida pelas Nações Unidas, na perspectiva de destacar a sua importância no seio da sociedade, e consta no calendário desde 1994.
Muitas são as opiniões de como as famílias devem ser e por que princípios se devem reger. E nessas geralmente sobressaem valores como a união, o amor e a ajuda mútua e permanente.

Contudo nem todas as famílias são assim...
 
Em "A Bofetada", de Christos Tsiolkas, tudo aquilo que uma família não deve ser está representado nas várias famílias descritas no livro e que acabam por fazer parte da sociedade australiana. Numa comunidade onde várias culturas coabitam, o pior de cada uma delas emerge, mostrando ao leitor os resultados de famílias cujos membros pecam na edução dos filhos, no amor que não sentem pelos outros mas unicamente por eles próprios e na ausência de solidariedade que lhes assiste.
É brilhante este livro, mesmo falando das coisas como elas verdadeiramente são.

Esta semana termino
"O Milagre de S. Francisco"
de
John Steinbeck


E vocês, o que estão a ler??

Hei-de Amar-te Mais
de Tiago Salazar
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 136
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789897410550

Sinopse
Hei-de amar-te mais é o diário íntimo de um escritor em viagem. Os destinatários são a sua mulher e os seus filhos e todos os que acreditam no amor como uma forma de atravessar a vida e o mundo. É também um livro de fragmentos, memórias, pensamentos, confissões, a par de diálogos com gente comum e grandes autores universais, como Pablo Neruda, Rabindranath Tagore ou Clarice Lispector, que lhe falam do amor em que se revê. Uma escrita sensível e delicada onde se impõem emoções intensas e contraditórias na vida de um viajante tantas vezes solitário.

Tiago Salazar nasceu em 1972. Eterno finalista de Relações Internacionais, debutou no Semanário como jornalista, em 1991. Escreveu sobre artes plásticas, livros, cinema, pessoas célebres (e menos célebres), política, economia, sociedade, desporto e obituários. Mantém-se no activo como promitente escritor e andarilho profissional, ofício a que ninguém reconhece seriedade.
No Paleolítico Superior publicou contos no «DN Jovem» e no «DNa», do Diário de Notícias, no Expresso e na revista Ficções. Fez guiões para televisão, foi assessor do gabinete de imprensa do Instituto Camões e co-comissário de um salão internacional de artes plásticas. Colaborou ainda (orgulhosamente) com o Jornal de Monchique, onde assinou a coluna «Pirilampo Trágico», fez parte da equipa fundadora da revista Blue Travel e assinou a rubrica «Escapadas» do jornal Correio da Manhã. Tem ainda colaboração eclética e dispersa por outras revistas e jornais, da elegante defunta Grande Reportagem ao eterno Borda d'Água.
É autor de dois livros de viagens, Viagens Sentimentais (2007) e A Casa do Mundo (2008).

O Redentor
Jo Nesbo
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 520
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722052009

Um criminoso da ex-jugoslávia.
Os labirintos de uma organização religiosa.
A perspicácia do inspetor Harry Hole.


Oslo. Noite gelada. Quem se deslocou ao centro para as últimas compras de Natal faz uma pausa numa movimentada praça para ouvir o concerto de rua do Exército de Salvação, mas um súbito estrépito cala a música e um homem cai no chão atingido por um tiro à queima-roupa.  O inspetor Harry Hole e a sua equipa têm pouco a que se agarrar para iniciar a investigação: não têm qualquer suspeito, não encontraram a arma do crime e desconhecem as motivações do criminoso. Mas é quando o assassino percebe que atingiu o homem errado que Harry Hole se começa a deparar com enigmas perturbadores. Depois de um perspicaz trabalho de investigação a equipa concentra-se num suspeito. Ferido, sem dinheiro, com seis balas apenas no carregador e sem sítio para dormir numa gelada cidade nórdica, o assassino desespera, mas nada o demove do seu único propósito: eliminar o seu alvo.

Jo Nesbo nasceu na Noruega em 1960. É músico, compositor, e um dos escritores de policiais mais elogiados e bem-sucedidos. Com os livros da série protagonizada pelo inspetor Harry Hole conseguiu um sucesso invejável quer no seu país de origem quer a nível internacional, recebendo elogios da crítica e do público. Está traduzido em mais de 40 línguas, recebeu vários prémios literários e muitos dos seus livros atingiram os tops de vendas. Em Fevereiro de 2013 o Parlamento norueguês atribuiu-lhe o Peer Gynt Prize, que premeia uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido na sociedade e tenha contribuído para valorizar a reputação da Noruega a nível internacional.


Tieta do Agreste
Jorge Amado
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 656
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722051941

Depois de Gabriela, Tieta é outra das grandes personagens femininas de Jorge Amado.



Sinopse
Tieta, mulher de carácter forte forjado pela vivência sofrida, volta à terra natal, a cidadezinha de Sant’Ana do Agreste, no interior da Baía, depois de ter passado 25 anos no Sul do país como meretriz. Tendo feito fortuna em São Paulo, gerenciando moças para políticos e empresários, retorna agora em busca de um paraíso que vê perder-se. No seu regresso, está cercada de riqueza e poder, em contraste com a sua partida, quando foi expulsa pelo próprio pai.
A presença de Tieta em Sant’Ana do Agreste deixa marcas profundas: enquanto a cidade se transforma pela chegada do progresso, trazido pela ex-pastora de cabras e ex-prostituta, as relações entre os habitantes também mudam a um ritmo vertiginoso.

Relações de poder e corrupção, religiosidade, liberdade sexual, moda e consumo, conflito entre progresso e preservação ambiental são assuntos que, incorporados no enredo do livro, ganham tratamento crítico bem-humorado. Esta combinação faz de Tieta do Agreste uma narrativa experimental e inovadora – uma obra maior, que alcançou imenso sucesso na televisão, tanto no Brasil como em Portugal.

Jorge Amado (1912-2001), baiano de Itabuna, é um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX e um dos mais difundidos em todo o mundo. Os seus romances estão traduzido em dezenas de línguas e foram adaptados para cinema, teatro e televisão. entre eles destacam-se Mar Morto, Capitães da Areia, Tenda dos Milagres, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tereza Batista, Cansada de Guerra, Tieta do Agreste e Gabriela, Cravo e Canela.
Exímio contador de histórias e senhor de uma escrita de grande força dramática e lírica, as personagens dos seus romances são hoje figuras inesquecíveis.


A IMENSA BOCA DESSA ANGÚSTIA E OUTRAS HISTÓRIAS
Urbano Tavares Rodrigues

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 208
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722052061

O novo livro de um dos mais carismáticos escritores portugueses



Sinopse:
Em A Imensa Boca dessa Angústia plasma-se a trágica e convulsa crise que abala o mundo em que vivemos.
Na sua escrita inimitável, ora lírica, ora irónica, ora cáustica, Urbano Tavares Rodrigues analisa a situação, por vezes com dureza, mas sempre com o humanismo compassivo que caracteriza a sua escrita e com o halo mágico e fantástico dos seus melhores livros de ficção.

Um livro que ficará seguramente na memória dos seus leitores.

Urbano Tavares Rodrigues é um dos grandes escritores da língua portuguesa, não apenas o grande escritor do Alentejo, das suas gentes e das suas paisagens, mas também o romancista e contista de Lisboa e de outras atmosferas cosmopolitas que, como jornalista e professor universitário, bem conheceu, viajando por todo o mundo. Catedrático jubilado da Faculdade de Letras de Lisboa, membro da Academia das Ciências (Secção de Letras), tem uma vasta obra literária e ensaística traduzida em inúmeros idiomas. Obteve diversos e prestigiados prémios, entre eles o de Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Fernando Namora e o Ricardo Malheiros da Academia das Ciências. É autor de uma vasta e muito elogiada obra literária. A Imensa Boca dessa Angústia  e outras histórias é o seu mais recente livro.


Tudo É E Não É
Manuel Alegre
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 200
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722052023

Numa escrita muito pessoal Manuel Alegre regressa ao romance com uma história inquietante e surpreendente.


Sinopse

«Estarei acordado, estarei a sonhar? Nunca mais conseguirei saber. Shakespeare sabia: “Somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos.”»

António Valadares, escritor, vive submerso num sonho obsessivo e recorrente, de onde não há fuga possível. Numa derradeira tentativa de encontrar um sentido naquilo que não o tem, aventura-se a escrever sobre a sua vida onírica. Tem assim início uma viagem a um mundo repleto de situações ilógicas e incontroláveis, de intrigas e contradições; um mundo onde personagens reais e fictícias convivem e se fundem.
O que  ele não prevê é que o seu empenho em narrar o inenarrável o aprisionará num caleidoscópio de sonhos e obsessões onde realidade e sonho, sonho e ficção já não se distinguem e o próprio espaço e tempo são subvertidos, desde a discussão com Lenine e Trotsky em plena revolução russa até às manifestações em Lisboa e à Mão Invisível que invade a vida e o sonho.

Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.
Em Outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e é membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio Dom Dinis.
Tudo é e não é (2013) é o seu mais recente romance.

Opinião:
Este livro faz parte de uma saga sobre a Europa Pré-Histórica, no entanto esta é a última obra da colecção. Não li os volumes anteriores e estava reticente quando iniciei esta leitura, pois pensei que possivelmente ia necessitar da informação das narrativas anteriores. Porém, esta falta não se fez sentir!
Entrar nesta obra e na época que ela retrata foi uma aventura. Olhar a natureza no seu estado puro, ingénuo até, em que humanos e animais aceitam-se quase como iguais foi muito interessante!
Ayla, é a personagem que mais se destaca, não só pela sua sabedoria, mas principalmente pela sua forma de agir com os outros e com a natureza.
Jean M. Auel conseguiu transpor para o papel a pureza dos gestos humanos, os medos primários, atitudes esquecidas de outrora pela civilização de agora. Atitudes estas vitais para a boa formação do ser humano...
Durante toda a leitura deste livro o que mais me encantou foi precisamente os gestos dos personagens e os lugares referidos e descritos.
Gostei!

Sinopse:
Para se tornar na líder espiritual do seu povo, Ayla empreende uma emocionante viagem na qual descobrirá o fascínio e o misticismo das cavernas sagradas e das suas pinturas rupestres.
Caçadas, cerimónias sagradas e ritos matrimoniais são apenas alguns dos episódios que Jean Auel retrata com mestria. A autora reconstrói o modo de vida na Pré-História e faz deste livro uma criação histórica cativante, rigorosa e inesquecível.
Opinião:
Este é o primeiro livro que leio de Arnaldur Indridason. Posso dizer que sendo um thriller (não sendo o meu género favorito) gostei de o ler. E porquê? porque há nesta obra uma grande componente histórica. Senti até que em certos momentos a acção principal era deixada para segundo plano em benefício do contexto histórico. A importância deste para o autor é evidente!
Arnaldur é historiador, jornalista e critico literário e de cinema, portanto sente-se que nesta narrativa, tudo o que nela está referido foi alvo de bastante investigação e a forma como os diferentes tempos encaixam estão estudados ao pormenor para que nada falhe.
A linha de escrita e pensamento é coerente e precisa, levando o leitor a ponderar as acções do passado em contraste com as do presente.
O que mais me dificultou esta leitura, foi realmente o nome dos personagens, sendo todos muito parecidos e difíceis de pronunciar, tive de elaborar uma lista para me auxiliar... 
Esta foi uma leitura que fiz com curiosidade e interesse, é um thriller que todos os amantes do género devem ler.

Sinopse:
Um lago que se esvazia, um mistério que se adensa.

O nível das águas do lago Kleifarvatn tem vindo a descer lentamente na sequência de um terramoto.
Uma hidróloga local está a estudar o estranho fenómeno quando descobre uma ossada humana com um buraco no crânio e, ao lado, um velho aparelho de rádio com inscrições em cirílico quase ilegíveis. A Polícia é enviada ao local e o inspetor Erlendur e a sua equipa ficam a cargo da investigação, que os levará a pesquisar desaparecimentos ocorridos na Islândia na década de sessenta. As pesquisas conduzem-nos inevitavelmente às embaixadas do ex-bloco soviético e a antigos estudantes islandeses das juventudes socialistas, bolsistas na Alemanha de Leste em plena Guerra Fria.

Um romance carregado de mistério que confirma Arnaldur Indri-ason como um dos grandes nomes do policial nórdico.



Título: Luz Antiga
Autor: John Banville
Tradução: José Vieira de Lima

Luz Antiga é um livro sobre memórias, paixões e perdas

John Banville é provavelmente um dos escritores britânicos mais importantes da atualidade, com uma obra vasta e premiada. O seu novo romance, Luz Antiga, será publicado pela Porto Editora no dia 13 de maio. As lembranças de um homem que, em adolescente, se apaixona pela mãe do melhor amigo são o ponto de partida desta narrativa, em que o amor e a fragilidade das nossas memórias (não serão antes invenções?) ocupam um papel de destaque.
John Banville é um autor premiado com o Man Booker Prize e aclamado pela crítica, que reconhece na sua escrita ecos de James Joyce, Samuel Beckett, Marcel Proust, Vladimir Nabokov e, ainda, José Saramago.

O LIVRO
Existe alguma diferença entre a memória e a invenção?
É essa pergunta que alimenta Luz Antiga, um romance fascinante, escrito com a profundidade, o lirismo e o humor que caracterizam a obra de John Banville.
É também a pergunta que persegue Alexander Cleave, um ator no crepúsculo da vida e da carreira, que recorda com pesar o seu primeiro – e talvez único – amor, assim como a morte da filha às mãos de uma depressão amorosa que Cleave não consegue aceitar ou entender.
Luz Antiga é uma meditação sobre o amor e a perda, sobre o imediatismo inescrutável do passado nas nossas vidas presentes, sobre a forma como a imaginação inventa memórias e as memórias inventam o próprio homem.

O AUTOR
John Banville nasceu em Wexford, na Irlanda, em 1945. Na sua já vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico (James Tait Black Memorial Prize 1976), Kepler (The Guardian Fiction Prize 1981), Fantasmas, O Intocável e O Livro da Confissão (finalista do Booker Prize 1989). Em 2005, foi vencedor do Man Booker Prize com O Mar. Vive atualmente em Dublin.

IMPRENSA
O brilhantismo de Banville reside na sua prosa límpida, trabalhada frase a frase com a perícia de um ourives. Babelia

Banville escreve com mestria sobre a verdadeira textura do erotismo. Sunday Express

Tal como José Saramago, Banville oferece-nos um mundo aleatório, onírico, mas ao mesmo tempo arraigado na experiência. Sunday Times

Banville é um mestre e a sua prosa um prazer infindo. Martin Amis

Em Luz Antiga encontramos ecos de Yeats e Joyce, de Beckett, de Proust e de Nabokov. Um bálsamo extraordinário. The Irish Independent

Banville capta perfeitamente o espírito da adolescência, o desejo e a ânsia de sexo, o erotismo e as emoções que nos desfocam o pensamento. Independent on Sunday


Viver depois de ti,  Jojo Moyes
FICÇÃO 10/05/2013
Título: Viver depois de ti
Autor: Jojo Moyes
Tradução: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro
Págs.: 424

Quinto romance da autora no catálogo da Porto Editora nas livrarias a 20 de maio

Depois de Silver bay – A baía do desejo, Um violino na noite, Retrato de família e A última carta de amor, a Porto Editora publica, a 20 de maio, o mais recente romance de Jojo Moyes, Viver depois de ti.
E este não é apenas mais um romance de uma autora de sucesso. Viver depois de ti tem merecido os melhores elogios. Na recensão feita pelo prestigiado The New York Times pode ler-se: «quando terminei a leitura deste romance, quis voltar a lê-lo».

Jojo Moyes é uma ex-jornalista, que trabalhou no The Independent, até se ter tornado escritora a tempo inteiro. Foi jornalista especializada na área da cultura e correspondente em Hong Kong. Publicou, até hoje, onze romances.

SINOPSE
Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.
Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres. Estudou Jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Retrato de Família, e resolveu dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Foi uma das poucas autoras a ganhar por duas vezes o prémio Romantic Novel of the Year, primeiro com Foreign Fruit (2003) e com A Última Carta de Amor (2010).

IMPRENSA
Jojo Moyes oferece-nos um livro majestoso com um conjunto de personagens carismáticas, credíveis e profundamente envolventes. Lou e Will ficarão com os leitores durante muito tempo. The Independent on Sunday

O romance de Jojo Moyes provoca-nos lágrimas redentoras, lágrimas que são tudo menos gratuitas. Em algumas situações são mesmo necessárias. The New York Times

Uma história de amor poderosa. Um enredo narrado com mestria e percorrido por personagens atraentes e afáveis. Uma extraordinária leitura. Daily Mail

A Confissão da Parteira
Coleção: Grandes Narrativas
Data 1ª Edição: 07/05/2013
Nº de Edição: 1ª
ISBN: 978-972-23-5053-2
Nº de Páginas: 392

Sinopse: 
Quando Noelle, uma mulher dedicada, vibrante e querida por todos, decide pôr termo à vida, a pequena cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, fica em estado de choque. A única pista para o sucedido é uma estranha carta que Tara e Emerson, duas das suas melhores amigas, encontram um dia em sua casa. À medida que um segredo de contornos dramáticos começa a ser desvendado, tudo o que sabem sobre Noelle terá de ser reavaliado à luz de uma nova perspetiva – de traição e engano, mas também de amor, compaixão e esperança.
Uma mentira salvará uma família. A verdade destruirá outra. Qual das duas escolheria?

Diane Chamberlain é autora de vinte e um romances de sucesso, publicada atualmente em mais de uma dezena de línguas. A sua escrita centra-se sobretudo nas complexas relações entre homens e mulheres, pais e filhos, irmãos e amigos, por vezes com um toque de mistério e suspense. O resultado são livros emocionantes que nos levam numa montanha-russa de conflitos, encontros, desencontros, surpresas e expectativas, que prendem os leitores e se leem de um fôlego.


Citações
«Os fãs de Jodi Picoult vão adorar a escrita de Diane Chamberlain.» | Amazon.com

«... cada cena é tão direta e forte, que este livro tem tudo para agarrar o leitor desde as primeiras páginas até ao inesperado clímax.» | Booklist

«Um enredo que esconde um segredo pungente... Uma narrativa agridoce sobre arrependimento e esperança.» | Publishers Weekly

«Leia este romance, se aprecia um livro bem escrito sobre a natureza humana e sentimento de perda, mas prepare-se para as emoções que pode despertar em si.» | LuxuryReading.com

«A Confissão da Parteira apela aos seus sentimentos mais profundos e permanecerá em si por muito tempo depois de ter lido esta história extraordinariamente comovente sobre a amizade.» | TheReadersRoundtable.com


"As orquídeas interessam-me mais do que qualquer outra coisa na minha vida"
Charlos Darwin 
in "A Paixão Pelas Orquídeas - Manual do Orquidófilo, José M. M. Santos

Opinião:
Nutro um gosto especial por orquídeas. São plantas elegantes, com variadíssimas cores, delicadas e que exigem alguns cuidados para que continuem viçosas e saudáveis. Sempre soube que elas exigiam cuidados, mas não sabia quais detalhadamente.  A recente obra de José M. M. Santos A Paixão Pelas Orquídeas - Manual do Orquidófilo é um excelente livro a ter em casa para obtermos informação e esclarecer dúvidas neste sentido.
Para além de vermos as nossas dúvidas esclarecidas, possibilita-nos ainda alargar o nosso conhecimento sobre estas belas plantas e conhecer a sua história na sociedade.
A qualidade deste livro é magnífica, não só a nível da informação que comporta e como esta está cuidadosamente organizada, mas também a nível físico - a sua excelente qualidade das fotos e do papel! Dá gosto ler e ter este livro!

Obrigatório para qualquer amante de orquídeas!
José M. M. Santos, os meus parabéns por esta edição!

Datas que lembram livros...

9 de Maio é conhecido como o Dia da Europa. Em 1985, em Milão, os membros dos governos pertencentes à Comunidade Europeia decidiram que este dia seria dedicado à união dos países do velho continente. Isto quando em 1950, a 9 de Maio como é óbvio, Robert Schuman, político luxemburguês e radicado em França, apelava à criação de um grupo de nações, defendendo invariavelmente os interesses humanitários e sociais. Tudo em prol do bem-estar dos europeus, incluindo os alemães destroçados pela Segunda Guerra Mundial.
 
A Comunidade foi criada, de facto, mas os interesses em nada coincidem com o objectivo com que foi concebida: a defesa dos direitos do homem...
 
"Direitos do Homem" foi escrito em 1791 por Thomas Paine e trata-se de um livro que tem sido esquecido em muitas partes do globo ao longo dos tempos. Hoje em dia, com a crise económica e social que assola a nossa comunidade, talvez os dirigentes portugueses e europeus pudessem lê-lo e reformular aquilo que defendem.
Este livro é, neste momento, mais importante do que qualquer romance que possa ser sugerido, pois este 9 de Maio não é o Dia da Europa, é antes um símbolo de uma época em que os governantes europeus se esqueceram dos seus cidadãos.
Pode ser, sim, o Dia da Europa, mas, neste moldes, nunca será o Dia do Europeu.

Quem é quem? XII

Alguém saberá dizer quem é este repórter que também é escritor??

(Para que não tenham dúvidas, refiro-me ao sr. com a mala a tiracolo)



Palpites??

(depois menciono de onde retirei a foto)
Segunda feira passada eu sugeri fazermos, aqui no blogue, uma leitura conjunta - nós e os visitantes que quiserem participar.
Então foi "lançado" o nome de cinco livros (A Casa dos Espíritos de Isabel Allente; O Alçapão de João Leal; A Lucidez do amor de Tânia Ganho; Tudo por Amor de Jodi Picoult e O Ano do Dilúvio de Margaret Atwood)  que foram a votação durante a semana que se passou. 

No total tivemos 45 votos:
A Lucidez do Amor, Tânia Ganho com 4 votos
O Ano do Dilúvio, Margaret Atwood - 4 votos
O Alçapão, João Leal com 9 votos
Tudo por Amor, Jodi Picoult com 10 votos
A Casas dos Espíritos, Isabel Allende com 18 votos

O livro mais votado, como podem verificar, foi A CASA DOS ESPÍRITOS de Isabel Allende
Vamos ler a obra durante o mês de Maio e publicamos os comentários a 8 de Junho. Eu e o Vasco faremos um post com as nossas opiniões e vocês colocam as vossas na caixa de comentários (do referido post) para podermos trocar impressões. 

A edição que eu tenho é esta que saiu na Biblioteca Sábado, mas há muitas outras edições. Penso também que será um livro fácil de encontrar na biblioteca.


Espero que vocês participem e que seja uma experiência a repetir!
Tal como na última Segunda, antes de falarmos da rubrica It´s Monday! What Are You Reading? vamos falar do desafio que vos lancei - Uma leitura conjunta.
Depois da votação apurada, o livro que vamos ler é A Casa dos Espíritos de Isabel Allende.
Quanto a datas, lemos o livro durante o mês de Maio e colocamos os comentários a 8 de Junho. Coloco um post com a minha opinião e a do Vasco e os visitantes colocam as suas no mesmo post, na caixa dos comentários. O que vos parece?
Depois faço um post a falar da leitura conjunta.

Agora, passemos então à nossa rubrica


Continuo com

A Mãe Terra
de
Jean M. Auel


Entretanto não resisti
e também estou a ler

O Milagre de São Francisco
de 
John Steinbeck


E vocês, o que estão a ler?

Tigres sob um Céu Vermelho
Liza Klaussmann

Contado a partir de cinco perspetivas, Tigres Sob Um Céu Vermelho é um romance latente de violência, traição, paixão e segredos por detrás de uma fachada pura e delicada.

Nick e a prima, Helena, cresceram a partilhar os verões quentes na Casa do Tigre, propriedade da família. Como a Segunda Guerra Mundial entretanto termina e elas estão à chegar à idade adulta, preparam-se para partir à conquista do mundo. Nenhuma delas encontra a vida que tinha imaginado e, com o passar dos anos, as viagens até à Casa do Tigre assumem uma nova complexidade. É então que, à beira da década de 1960, a filha de Nick e o filho de Helena fazem uma descoberta sinistra que mergulha numa sombra profunda a luminosidade daquela ilha outrora brilhante.

Liza Klaussmann
Trabalhou durante mais de uma década como jornalista do New York Times. Tem uma licenciatura em Escrita Criativa da Universidade de Columbia, Nova Iorque, e um mestrado também em Escrita Criativa da Royal Holloway, em Londres, cidade onde vive. Viveu também em Paris durante dez anos. Liza Klaussman é tetraneta do escritor americano Herman Melville, autor de Moby Dick.


«Os verões foram feitos para romances como este.» Sunday Telegraph

«Inteligente e inquietante.» Kirkus Reviews

«Uma obra de estreia arrebatadora.» Literary Review

«A leitura inteligente para a praia este verão» Sunday Times

«Uma história cativante e tão bem contada» Guardian

«Envolvente» O, The Oprah Magazine

«Que leitura inesperadamente brilhante.» Independent on Sunday

«O romance que deveria levar este ano debaixo do braço para a praia.» Metro

«De uma inteligência extraordinária.» The Washington Post

«Escrito meticulosamente, mistura com arte mistério e melodrama, mantendo o leitor a tentar adivinhar o que de facto terá acontecido até ao final.» Publishers Weekly



Retorno a Onde Nunca Estive

Regresso devagar ao teu sorriso,
como quem volta a casa com vontade.
Faço de conta que nao é comigo,
mas depois penso melhor:
Sou tolo por pensar que não o preciso,
e distraído, percorro um caminho que já é só saudade.
Pequeninos olhares que negados são mero castigo,
e que inflamam a paixão até ao osso da dor.
(…)
In Quem Alguém Saiba que és um Homem, Casimiro Teixeira pág 37

Poemas que são sentimentos – amor, revolta, saudades, indiferença… palavras que nos cativam, que nos puxam, nos empurram, que espelham o nosso ser e, por conseguinte, o nosso interior.

Mais uma vez, Casimiro Teixeira brinda-nos com poemas com os quais nos identificamos. A alegria, a tristeza, a saudade fazem-se sentir nestas páginas repletas de emoção.

Parabéns Casimiro por mais esta bela obra!

Aconselho a todos os amantes de poesia.

Patrícia Reis nasceu em 1970 e estudou História e História de Arte e Comunicação Empresarial. O seu trajecto no jornalismo iniciou-se em 1988 no semanário O Independente. Esteve depois na revista Sábado e realizou um estágio na revista norte-americana Time, em Nova Iorque. Foi jornalista do semanário Expresso, fez a produção do programa de televisão Sexualidades, trabalhou na revista Marie Claire, na Elle e nos projectos especiais do diário Público.
Publicou a novela Cruz das Almas (2004) e os romances Amor em Segunda Mão (2006) e Morder-te o Coração (2007), que integrou a lista de 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, No Silêncio de Deus (2008) e a novela Antes de Ser Feliz (2009). É ainda autora da biografia de Vasco Santana (2004) e do romance fotográfico Beija-me (2006, em co-autoria com João Vilhena). Editora da revista Egoísta, Patrícia Reis é sócia do atelier de design e texto 004, participando em projectos de natureza muito variada, nomeadamente na concepção e conteúdos de livros institucionais. É ainda autora da colecção infanto-juvenil Diário do Micas e de dois livros infantis, todos com o selo do Plano Nacional de Leitura. Em 2011 escreveu por Este Mundo Acima. Contracorpo (2012) é o seu mais recente romance.

*informação retirada da editora D. Quixote
Foto de Alfredo Cunha


Caríssimo Senhor Henry James

Escrevo-lhe ao chegar da tarde do primeiro dia de Primavera. O sol mostrou-se em Lisboa com alguma timidez, mas apesar disso, rejubilamos. A casa está em silêncio e é oportuno deixar-lhe estas linhas agora antes que os afazeres diários me atropelem e perca esta possibilidade. 

Tenho o seu livro na minha mesa de cabeceira há mais de vinte anos. Não sei quantos exemplares já ofereci,
na verdade poucos, não conheço muitas pessoas capazes de chegarem a esta elevação. Chamo-lhe elevação porque, de certa forma, a “Fera”, como carinhosamente é conhecida aqui em casa, só ataca alguns e, quando o faz, é de forma quase letal. Fica connosco. Podia ter na mesa de cabeceira outros – e tenho – porém o seu livro, este livro, é diferente. Serve-me como memória e espelha um exemplo. Todos os dias o encaro com desânimo ou entusiasmo. Depende do que me acontece.

Quererá saber porquê. Sei que gosta de uma boa história e que é um ouvinte treinado para as miudezas do mundo, essas que, porventura, utilizou para a ficção e para a dramaturgia. Esqueçamos a dramaturgia? Certo, o fracasso nunca é de louvar. Posso garantir-lhe que o desapontamento que sofreu nos palcos de Londres e arredores, no seu tempo, não são verdades de hoje. Os seus livros tornaram-se filmes, as suas peças encenam-se amiúde. Quer saber se o mesmo se passa com Oscar Wilde? Vejo que o trauma permanece. Oscar Wilde, como quase todas as figuras capazes de fugir ao padrão da época, era irresistível ao grande público. Para si não o seria. Compreendo. Deixemos isso, então. Voltemos à “Fera” e à razão que me leva a escrever-lhe.

Convivi estes anos todos com o seu John Marcher e a sua amiga, a senhora May Bartram. Por vezes regresso à história deste desencontro e aprendo sempre alguma coisa. Marcher serve-me de modelo: um homem que viveu a vida pela metade, convicto de que estava destinado a algo maior, incapaz de amar e reconhecer esse amor. “A solução teria sido amá-la; então, e só então, ele teria vivido”, conclui quase no fim da “Fera”. A pequena lombada que vislumbro da minha cama recorda-me que tenho de estar atenta às coisas do mundo, à “expressão dos afectos” à minha volta, aos que se aproximam e ficam. Se calha a sofrer do síndrome de Marcher, como lhe chamo, penalizo-me de forma brutal. É fácil ser-se egocêntrico, viver na permanente admiração do nosso umbigo. Perdoe-me, não será uma expressão do seu tempo. Seja como for, vejo a “Fera” e tento redimir-me. Em vez de me encolher na minha convicção de justiça e grandeza, procuro desfazer-me e estar disponível. Não como May Bartram, repare, porque o excesso de amor não me convêm. Ou melhor, não convêm a este século XXI. Nunca senti qualquer espécie de piedade por May Bartram, sempre a considerei altruísta e magnânime nos seus sentimentos, contudo demasiado contida para o meu gosto. Se fosse eu, teria gritado o meu amor por Marcher, teria sofrido mais e a amizade terminaria, estou certa. Quando li a sua história pela primeira vez, Senhor James, chorei e continuo a chorar.

É-me incompreensível  a ideia de paixão e a sua conjugação com a frieza e a distância: como é que podem conviver no mesmo tempo e espaço? Como é que gestos delicados e despojamento não são entendidos como entrega total? O amor está em desuso. As relações entre as pessoas não são, em nada, similares às do seu tempo. Há uma liberdade que nos é agradável e uma quebra de regras de cavalheirismo que, decerto, teria dificuldade em aprovar. Pouco importa, porque a sua “Fera” quando ataca um leitor dos dias de hoje permanece com a mesma força de sempre. Espero que isso lhe traga algum contentamento.

Passei a entender John e May de outra forma depois de ler “Autor, autor” de David Lodge, um inglês, como o senhor. Sim, peço desculpa, o senhor pediu a nacionalidade depois da Primeira Guerra Mundial como forma de solidariedade para com os Aliados. Ao mesmo tempo, acredito que ser norte-americano não estivesse de acordo com a sua natureza. Não sei porque lhe escrevo isto, se me engano, peço desculpa. O livro de Lodge é-lhe dedicado. O senhor, tão discreto e sedento da sua privacidade, não gostaria da biografia ficcionada que este escritor imaginou, partindo apenas do pouco que se sabe. O livro começa com duas epígrafes, uma delas sua, retirada do livro “Middle Years” e reza assim: “Trabalhamos no escuro – fazemos o que podemos – damos o que temos. A nossa dúvida é a nossa paixão e a nossa paixão é o nosso trabalho. O resto é a loucura da arte”. Fui à procura deste livro e, como aconteceu com os restantes, devorei-o palavra por palavra.  É um texto que podia, de certa forma, ter sido escrito ontem. Leio qualquer obra assinada por si como se tivesse sido escrito para mim, lamento a ousadia. Ao mesmo tempo, percebi que a sua devoção à Literatura e o seu temor pelas questões financeiras - sempre difíceis, sempre actuais - o afastou de uma vida em pleno.

Com o livro de David Lodge aprendi muito e comecei a vê-lo, a si, caro James, como outra personagem, se quiser mais próximo de John Marcher. Não fiquei desapontada, não se preocupe. Apenas entendi melhor a sua forma de estar. O alheamento face às coisas da vida, as coisas comuns. Descobri May Bartram em Constance Fenimore Woolson. Não se ofenda. Não o culpabilizo pela morte de Constance, mas julgo que só a sua amizade o poderia ter levado a escrever a “Fera”. É um símbolo, uma metáfora da sua relação com Constance, não é? Escusa de responder. Não sou a primeira a especular sobre a vossa amizade, não serei a última.

Ao contrário do que antevia, o senhor é estudado e lido à exaustão. O que não sucedeu então, vive-se agora.

Jorge Luís Borges, um escritor que não teve ocasião de ler, compilou uma colecção de literatura fantástica e dedicou um volume inteiro à sua obra. Chamou-lhe, como um dos seus contos, “Os Amigos dos Amigos”. No prefácio desse volume, Borges considera-o, caro James, tão grande quanto Kafka, Kipling ou Tolstoi. Diria que, no mínimo, há um conforto neste sucesso póstumo porque a forma única de observação da sociedade, os enredos que congeminou e toda a sua arte, a sua paixão, deixam eco na história da Literatura.

Na minha primeira viagem a Veneza procurei a casa que Constance alugou, os cafés que frequentaram, visitei a Academia e os Ticianos. Pensei muito em si. Sei como gostava de Itália. Compreendo agora como fugiu a uma viagem para não se confrontar com a sua amiga. Tenho procurado as obras dela, especialmente “Anne” de 1880, mas sem qualquer sucesso. Talvez não tenha pesquisado com o afinco devido. Confesso-lhe a minha imensa curiosidade. Não o acuso de inveja, já que ela teve algum êxito e vendas significativas numa época em que o senhor sofreu diferentes golpes terríveis. Não lhe escrevo para defender Constance. Contudo, depois de entender a relação que mantiveram ao longo dos anos, o facto de nenhum dos dois ter casado, e do senhor ter queimado a correspondência que trocou com ela, obrigando-a ao mesmo gesto, acredito que a “Fera” possa ter outro significado. Quer isto dizer que o senhor foi incapaz de amar? A paixão que o tomou foi a da Literatura e por ela abdicou de tudo o mais. Estou certa? Mais uma vez, não precisa de me responder.

Aguça a minha curiosidade o facto de saber que se encarregou a tempo de fazer desaparecer provas e pistas sobre a sua vida, a sua intimidade. Receava o quê? O escrutínio público e a devassa que tanto afectaram o seu contemporâneo e suposto rival, Oscar Wilde? Duvido. Estou convicta de que a sua personalidade assentava numa ideia de representação ou, se preferir, de efabulação da realidade, sem se confundir com as suas personagens, resguardando-se numa imagem discreta, elegante, sem ser sinuosa. Faz-me lembrar uma lição de outros tempos em que era pequenina: disse-me, então, o meu tio-avô, seu devoto, que nunca temos a percepção do que somos porque só nos vemos ao espelho. Só os outros é que nos vêem como somos, vêem as nossas acções, os nossos gestos, percebem a nossa linguagem corporal antes de nós.  São os nossos olhos. A esta luz, pergunto-me se o senhor não quereria o sucesso literário, o reconhecimento público, o respectivo encaixe financeiro e ainda, e sempre, uma imagem de algum mistério. Ficaram famosas as suas queimadas, milhares de documentos que hoje fariam com que o fio da sua história fosse possível de percorrer. Estamos no fio de arame, sem rede, no domínio da especulação, até certo ponto. É pena, garanto-lhe.

Não se preocupou com a efemeridade da sua obra e - deixe-me dizer-lhe - fez mal. Restam-nos os vinte romances que escreveu, cento e doze contos, doze peças de teatro e, ainda, alguns artigos de crítica literária. É pouco, terá de concordar.  Por outro lado, a sua aposta alta na Literatura rendeu. Antes de morrer, sem condições de tal cerimónia, foi-lhe entregue a Medalha de Ordem de Mérito de Sua Majestade. Estou certa de que se a lucidez permitisse, o gesto seria uma espécie de conclusão e conquista final. O senhor, caro James, não passou impune neste mundo. Quem sabe se passará nesse onde agora está. Como me disse uma vez Agustina Bessa-Luís, uma escritora portuguesa que acredita ser mais conhecida do que lida, daqui lhe mando um aceno de cabeça e lhe agradeço a gentileza de ter escrito para mim. Egoisticamente é o que me ocorre. Espero que não me leve a mal.
Cumprimentos


Patrícia Reis
21 de Março de 2010

Eis um livro a não perder!!!!


Título: História de um gato e de um rato que se tornaram amigos
Autor: Luis Sepúlveda
Tradutor: Helena Pitta
Págs: 64
    
A 6 de maio, a Porto Editora publica História de um gato e de um rato que se tornaram amigos, de Luis Sepúlveda, um livro sobre o verdadeiro valor da amizade, com preciosas ilustrações de Paulo Galindro

Baseado num episódio da vida de um dos filhos do autor, História de um gato e de um rato que se tornaram amigos é uma fábula que promete agradar a crianças e adultos, à semelhança de História de uma gaivota edo gato que a ensinou a voar, o seu livro mais conhecido em Portugal.

Luis Sepúlveda vai estar em Portugal nos dias 1 e 2 de junho para participar na Feira do Livro do Lisboa e para contactos com a comunicação social.

SINOPSE
Max vive em Munique com os seus pais e irmãos - e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Amigos desde a infância, quando Max cresce e decide mudar de casa, leva Mix consigo. Mix adora viver no novo apartamento. Mas quando Max começa a trabalhar e não pode estar tanto tempo em casa, Mix, que está a envelhecer e a perder a visão, sente-se cada vez mais sozinho.
Um dia, Mix ouve uns passinhos suaves vindos da despensa e descobre que há um ladrão a comer os cereais crocantes do dono. Esperto, Mix deixa-se ficar quieto e, de repente, com a rapidez de outros tempos, estica a pata e sente o corpo trémulo de um minúsculo ratinho. Mex, como é batizado, é um ratinho mexicano, muito medroso e charlatão. Mas os verdadeiros amigos apoiam-se um ao outro e juntos aprendem a partilhar o que de melhor têm dentro de si.

Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores.

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