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Sinopse:
Pedro Alecrim é um jovem que, como tantos outros da sua aldeia, passa os dias entre a escola, os amigos e o trabalho na lavoura para ajudar a família. Não se queixa da vida que leva e descreve-a com ternura e com verdade. Mas tudo muda um dia e o Pedro Alecrim passa de jovem a homem.


Opinião:
Esta obra foi uma das leituras da aula de Português do meu filho. Quando lhe perguntei o que tinha achado, ele respondeu-me que não gostou, porque era muito chato. Curiosa com tanta chatice, também o li.
A minha opinião é contrária ao do meu filho, achei-o bastante interessante, porque mostra uma realidade diferente da maioria dos meninos de hoje (e diferente da minha realidade em menina, pois vivi durante essa idade numa pequena cidade), e não o achei nada chato.
Ainda conversei com ele sobre as personagens e acontecimentos do livro, mas o meu pré-adolescente não cedeu um milímetro da opinião que tinha… tentei mostrar como era engraçado, estes meninos nas férias comunicarem-se por cartas, em vez das mensagens do WhatsApp, mas ele também não achou piada.

É uma obra de fácil leitura mesmo para crianças mais novas, com parágrafos curtos e dividido em pequenos capítulos. Embora a personagem principal seja o Pedro Alecrim, também mostra a realidade de alguns dos seus amigos, como o Nicolau e o Lucas, e descreve algumas das suas aventuras.

A família de Pedro vive da lavoura e tem poucas posses, para que ele possa estudar e para lhe comprarem os livros precisaram de vender um bezerro. Todos os dias quando chega da escola tem de ajudar os pais a tratar dos animais e da horta. Mas um dia a vida dele muda radicalmente, tem de deixar a escola e de criança, passa a um pequeno homem a aprender uma profissão.

Nicolau também deixa a escola e vai viver para uma grande cidade onde tudo é tão diferente da sua aldeia.

Lucas que não sabe como é a vida na lavoura e nem passa por dificuldades económicas, vai atravessar uma má fase. Numa altura em que os casais mesmo que vivessem infelizes continuavam juntos, os pais dele divorciam-se. De início ele não sabe lidar com a situação, aos poucos e poucos vai-se adaptando a esta mudança na sua vida.

E para quem quer saber mais, é ler o “Pedro Alecrim”… aos molhos… Não se vão arrepender…


Sinopse:
Plano Nacional de Leitura
Leitura recomendada para o 6.º ano de escolaridade.

Naquela manhã, como em todas as manhãs que lhe foram dadas por Alá, Ali Babá andava a cortar lenha na montanha. De súbito, aparece no horizonte uma nuvem de poeira, aproxima-se uma caravana de quarenta ladrões e o pobre lenhador esconde-se numa árvore. Como podia ele ter imaginado que esse gesto simples de prudência iria mudar a sua vida, fazer com que o sangue e a violência entrassem na sua casa? É que do seu esconderijo, Ali Babá descobre um segredo fabuloso: as palavras mágicas que dão acesso ao tesouro dos bandidos...

Opinião:
Este ano na disciplina de Português do meu filhote, uma das leituras obrigatórias é esta obra.
Depois de ele a ler avidamente e dizer que gostou bastante, resolvi ler também já que só me lembrava dela muito vagamente.
“Ali Babá e os Quarenta Ladrões” é um dos contos Árabes que faz parte da obra “As Mil e um Noites”.
Quanto terminei a leitura deste pequeno conto, eu e o meu filho resolvemos “discutir” o que pensavamos sobre a obra. Concluímos que os heróis da obra (Ali Babá e a sua criada Morjana) são ambos personagens inteligentes e astutas, mas que afinal eram tão boas como os quarenta ladrões. Primeiro começamos por ter um Ali Babá que rouba moedas de ouro aos ladrões (o meu filho aqui, como a desculpá-lo, usou o provérbio “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, não me parece que seja uma boa justificação), depois temos uma criada que além de muito astuta não tem os menores escrúpulos em matar os ladrões e se ver livre deles, para além de que no século que foi escrito este conto, não era muito usual uma mulher ter tanto protagonismo, ainda para mais sendo Árabe. No final tivemos de concordar que apesar de tudo Ali Babá valorizava mais a riqueza do saber do que a riqueza material e que era uma pessoa que gostava de ajudar o próximo.
Como curiosidade, procurei o que se dizia sobre este conto, e descobri outra versão, a versão da qual eu me recordava. Nessa versão a criada Morjana não fazia parte do conto e o protagonista era Ali Bába, era ele que tratava da saúde aos quarenta ladrões com a sua astúcia, para além de se casar com a filha do sultão.
O principal nesta obra, é que conseguiu despertar o interesse ao meu filho e aos coleguinhas, o que ultimamente com os youtubers e playstations não tem sido muito comum, nem fácil.



Sinopse:
Fulano de Tal e Grilo era um pobre carvoeiro que carregava o seu burro com carvão para o vender pelas aldeias, aproveitando para contar as suas histórias, inventadas ou realizadas. O que é certo é que este Grilo chegou a Doutor e nem ele sabe bem ao certo como o conseguiu.
No imaginário dos Contos Tradicionais Portugueses temos histórias de encantar que soubemos preservar e assinalam a imaginação de um povo cheio de vivências e ensinamentos. Este reconto vem reformulado com ideias novas, mas não deixa de registar a verdadeira história do Grilo que se fez Doutor. 

Opinião:
Cada página é uma surpresa agradável e engraçada com as ilustrações de Vasco Gargalo, que fazem com que os pequenos leitores soltem algumas gargalhadas com as aventuras, pequenas mentiras, enganos e trapalhadas do Sr. Grilo. Um conto maravilhoso.

Curioso que já estava há algum tempo para ler este livro, e finalmente quando o li com o meu filhote, descobri que parte do conto está transcrito no livro de exercícios de Português do quarto ano. Foi uma surpresa bem agradável. Com contos tão engraçados, é bem mais fácil captar a atenção dos mais novos para a leitura e para o estudo na disciplina de Português.

 Sinopse:
Quem concebeu a nova biblioteca municipal foi Luigi Lemoncello, o maior criador de jogos do mundo. Ao saber disto, Kyle faz tudo para ir à Grande Gala de Inauguração. Mas o mais difícil não é entrar na biblioteca - o verdadeiro desafio está em sair de lá! Kyle terá de ser muito astuto, porque fiar-se nos dados ou na sorte não é suficiente para resolver os enigmas do Sr. Lemoncello…

Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello é uma aventura envolvente, vencedora de vários prémios internacionais e repleta de personagens encantadoras. Agora em filme no canal Nickelodeon!

Citações:
«Muitos enigmas para desvendar, trocadilhos e referências a conhecidos livros infantis, esta é a história ideal para quem gosta de ler e de jogar.» | Kirkus

«Um livro envolvente e muito criativo. Um hino às bibliotecas e à literatura, sucessor digno de Willy Wonka, de Charlie e a Fábrica de Chocolate.» | Booklist

«Os apaixonados por livros vão apreciar as várias referências a títulos bem conhecidos, e quem gosta de jogos vai deliciar-se a tentar decifrar todas as pistas. Um livro que enaltece o trabalho de equipa, a perseverança e a perspicácia.» | Publishers Weekly

«Descobre a biblioteca mais fixe do mundo!» | James Patterson, escritor

Opinião:
Kyle Keeley é um fã incondicional dos jogos de tabuleiro do Sr. Lemoncello. E como ele diz: “Tudo o que saía da fábrica da imaginação do Sr. Lemoncello é incrivelmente espectacular”.
Luige L. Lemoncello é um bilionário excêntrico, que resolveu construir uma nova biblioteca em Alexandriaville, já que a antiga foi demolida há doze anos. Levou cinco anos a sua construção, e as obras foram feitas dentro do mais absoluto segredo, e sujeitas a rigorosas condições de segurança.

Mas antes da grande abertura ao público, doze alunos de doze anos, podem passar a noite na nova maravilhosa biblioteca, isto se escreverem a melhor redacção com o título “Estou entusiasmadíssimo com a nova biblioteca”.
Depois de algumas peripécias na escrita e entrega da redacção, Kyle Keeley, consegue ser um dos doze vencedores.

Mas as surpresas não terminam aqui. No dia seguinte ao acordarem na biblioteca, descobrem que para além de estarem lá presos, podem participar no mais maravilhoso jogo de sempre, a “Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello”. Mas o tabuleiro deste jogo é a biblioteca e as peças são as crianças, o grande vencedor vai ser mundialmente famoso, porque vai ser a estrela dos próximos anúncios dos produtos Lemoncello. A cara dessa criança vai estar em todo o lado, pois vai aparecer na televisão, na rádio, na imprensa, em cartazes, em anúncios e nas lojas de brinquedos.

Durante este desafio algumas equipas/alianças se vão formar. Algumas são verdadeiras alianças, outras apenas muita falta de lealdade, muita batota e muito pouco trabalho em equipa.
Temos crianças que acham que o fim justifica os meios, mas vão aprender que o “crime” não compensa e as atitudes boas e leais, são sempre as vencedoras.

Um livro excecional, de leitura rápida e fluida, que tem todos os “ingredientes” para nos deixar super empolgados e “agarrados” até ao fim. É uma obra que faz com que o leitor também participe e tente resolver os quebra-cabeças, que vão envolver várias obras de escritores antigos e outros mais atuais, para que o, ou os, vencedores, possam descobrir nesta “caça ao tesouro” a saída super secreta da biblioteca.

Uma mensagem muito importante, de verdadeira amizade que este livro transmite.

Muitas das pistas, são perguntas que estão relacionadas com conhecimentos que temos da nossa cultura:
"Como se chamava o comandante português que em 1961 tomou o navio Santa Maria em alto-mar?"

"De quem era a famosa frase
Ó Evaristo, tens cá disto?
-Hum, era daquele ator do Pátio das Cantigas.
-Tens de ser mais específico.
-Ah, o gordo. Vasco Santana!
..."

Por aqui, se vê que na tradução, tiveram um particular cuidado. Quando os doze vencedores da redacção, para além de passarem a noite na biblioteca, ganham um cartão presente de 500 dólares, poderiam ter escrito 500 Euros.

Adorei a mensagem de incentivo ao trabalho de equipa do Sr. Lemoncello:
“O conhecimento que não é partilhado é como se não existisse” - Luige L. Lemoncello

E não podia estar mais de acordo com o que o Kyle escreveu na sua redacção:
"Frequentar uma biblioteca faz com que aprender seja uma atividade divertida", escreveu ele. Quando uma pessoa está numa biblioteca a investigar qualquer coisa, é como se andasse numa caça ao tesouro, só que anda à procura das pistas e dos objetos nos livros em vez de os procurar no sótão ou no quintal de casa."

Uma belíssima prenda de Natal para o sapatinho dos mais novos.

Para mais informações procurar aqui.





Sinopse:
Tom Gates é mestre em arranjar desculpas para não fazer os trabalhos de casa. Atacado por cães, água derramada nos cadernos ou ter sido atingido por raios, são apenas alguns dos argumentos bem divertidos que Tom arranja para tentar enganar os pais. Sem contar com o tempo gasto a chatear a irmã Adelia. Os livros escolares de Tom estão sempre cheios de rabiscos, balões com desenhos e pensamentos. Depois de conseguir a nota máxima pelo trabalho escrito nas férias “Acampar é uma seca”, as notas de Tom começam a piorar de dia para dia. É uma pena, pois Tom está desesperado para impressionar Amy Porter, a rapariga inteligente que se senta ao lado dele na sala de aula.
Prémios:
■ Waterstones Children's Book Prize 2012
■ Red House Book Awards 2012


Opinião:
O Mundo Fantástico de Tom Gates, é o diário de um rapazinho (o Tom), muito malandreco que frequenta o 4ºano.
Aqui, ele vai contando e ilustrando o seu dia à dia, com os pais e a irmã mais velha (Adélia), e na escola, com os seus professores e colegas de turma. Tom tem uma bela “veia” artística e aproveita todos os bocadinhos (principalmente na sala de aula) para desenhar o que lhe vem no imaginário. Sem precisar de qualquer ajuda, está sempre metido em várias peripécias super engraçadas, em que por vezes o fazem ficar de castigos, e outras vezes “safa-se”, porque tem uma imaginação super fértil para inventar algumas desculpas credíveis, mas algumas bem disparatas.
Após esta leitura, compreende-se perfeitamente, que os prémios alcançados por Liz Pichon foram bem merecidos. Tem todos os “condimentos” para agarrar e divertir o pequeno leitor do início ao fim. Recomendo…

Um à parte…
Conforme vou acompanhando o meu filhote, no mundo da leitura, penso que neste momento, com a variedade de livros que existe para os pequenos leitores, que o difícil , será arranjar um livro que não gostem. Mas isso sou eu que digo, e provavelmente estou enganada... Provavelmente muitos dos adultos de hoje teriam a “paixão” da leitura, se em crianças tivessem tanta variedade de obras para escolher, como as de hoje têm. ;)


Idade Recomendada: +10 anos


Sinopse:
George e o Harold são dois rapazinhos espertalhões que, mais do pregar partidas, gostam de produzir os seus próprios livros de banda desenhada. Em conjunto, criaram o maior super herói de banda desenhada da história da sua escola primária – o Capitão Cuecas. As coisas complicam-se quando o director da escola, o Sr. Krupp, tenta acabar com a brincadeira, mas o Capitão Cuecas salta das páginas para resolver as coisas... Os jovens leitores irão divertir-se imenso com este livro cheio de acção e fácil de ler. E também com a FLIP-O-RAMA, uma técnica de ilustração que convida os leitores a animarem a acção.


Opinião:
George e Harold são dois meninos muito traquinas, e por esse motivo passam muito tempo de castigo. Para além das traquinices, adoram pintar e contar histórias e foi assim que criaram a sua própria banda desenhada, com um super-herói que a sua imaginação inventou “Capitão Cuecas”.
Um dia a partida que prepararam envolveu toda a escola, como não sabiam que todo o recinto da escola tinha máquinas de filmar foram apanhados pelo director. Para que a equipa de futebol da escola não ficasse a saber, passaram a fazer todos os dias os trabalhos domésticos na casa do director, na escola, para além dos trabalhos de casa extra. Num recorte antigo de um jornal veem um anel de hipnose 3D, que resolvem comprar, e é aqui que toda a história dá uma reviravolta bem engraçada e o nosso Capitão Cueca passa do papel para a vida real.

Uma aventura muito engraçada e empolgante, que os mais pequenos quando começarem a ler, não a vão querer “largar” até saber o final. “Contém” a banda desenhada do "Capitão Cuecas", bem engraçada criada pelos dois traquinas. As ilustrações, de uma forma bem divertida mostram as patetices dos dois pequenos “artistas”, o que faz com que o leitor se sinta ainda mais envolvido.
Sem dúvida que é uma bela aventura, para que o pequeno leitor ganhe o “gosto” pela leitura.


Idade Recomendada: +9 anos




SINOSPE:
Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa é uma das obras mais lidas por jovens de todo o mundo. Considerada um clássico da literatura juvenil, e inspirada na vida da própria autora, fala-nos da Segunda Guerra Mundial numa nova perspetiva e até com algum humor. Vive-se o ano de 1933. Anna tem apenas nove anos e anda demasiado ocupada com a escola e com os amigos para reparar nos cartazes políticos espalhados pela cidade de Berlim com a suástica nazi e a fotografia de Adolf Hitler, o homem que muito em breve mudaria a face da Europa. Ser judeu, pensa ela, é apenas algo que somos porque os nossos pais e avós são judeus. Mas um dia o pai dela desaparece inexplicavelmente. E, pouco tempo depois, ela e o irmão, Max, são levados pela mãe com todo o sigilo para fora da Alemanha, deixando para trás a sua casa, os amigos e os amados brinquedos. Reunida na Suíça, a família de Anna embarca numa aventura que vai durar anos.


AUTORA:
Judith Kerr nasceu em Berlim, em 1923. O seu pai, um famoso escritor alemão e feroz crítico do regime nazi, temia sofrer represálias caso Hitler subisse ao poder. Por isso, fugiram da Alemanha quando Judith tinha apenas nove anos. Judith, os pais e o irmão atravessaram a Suíça e a França e, em 1936, chegaram a Inglaterra. Foi aí que a autora escreveu esta história semi-autobiográfica, Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa, publicada pela primeira vez em 1971, e considerada um clássico da literatura infanto-juvenil.
Em 1945, Judith ganhou uma bolsa para a Central SchoolofArts, e, desde então, tem trabalhado como artista, guionista de televisão e, ao longo dos últimos trinta anos, como autora e ilustradora de livros infanto-juvenis.


OPINIÃO:
Esta obra tem um prefácio muito interessante, escrito pela tradutora desta obra, a jornalista e escritora, Carla Maia de Almeida. De uma forma sucinta e clara faz uma comparação entre a vaga de refugiados que a Europa tem tido nos últimos anos, com a da Segunda Guerra Mundial. Para dar a conhecer e a entender ao leitor como Anna e as crianças refugiadas, se sentem muito sozinhas, pede para nos imaginarmos sozinhos sem a nossa família, sem a nossa casa e amigos, e percebermos o quanto terrível isso é. Pede para tentarmos estar na pele dessas pessoas, e sentirmos o sofrimento pelo qual estão a passar.

Esta história é uma semi-autobiográfia da autora, ela é a pequena Anna. Desde o início a autora consegue transmitir os sentimentos de Anna. Os medos e dúvidas de uma criança de 9 anos. Uma criança que tinha tudo, e que não consegue entender como outras pessoas lhe pode vir a fazer mal e à sua família, sem qualquer motivo aparente. E que se vê de um dia para o outro obrigada a largar tudo o que tem desde que nasceu, como os seus brinquedos (o tal coelho cor-de-rosa que teve de deixar para trás e se perdeu para sempre), bem como a escola, os amigos e a sua casa.
Primeiro passou pela angústia de ficar durante bastante tempo sem o seu pai. Sem perceber, que a grande mudança que iria acontecer em Berlim (as eleições que fizeram Hitler subir ao poder), faria dela, da sua família e de milhares de judeus, pessoas que não seriam mais bem vindas no país em que nasceram e que era a sua casa. Se para um adulto é difícil entender, imaginem para uma criança.
Entretanto ela, o irmão e a mãe foram ao encontro do pai num novo país, na Suíça. E tiveram de começar uma nova vida, com novos amigos e uma nova escola.
Como o pai deixou de ter trabalho, e já que ele era escritor e era conhecido por ser contra o regime, acabou por ter de ir para França. Desta vez foi a mãe e o pai, mais tarde foi Anna e o irmão. Aqui para além de tudo ter mudado e de terem um novo recomeço, também mudou a língua. Vamo-nos apercebendo das dificuldades que Anna e o irmão vão passando para se adaptar, mas conseguem construir uma vida num país que vai se tornando a sua nova casa. Vamo-nos inteirando da pobreza desta família, nas dificuldades para se vestirem quando as roupa estão pequenas e mais que gastas, vamos nos apercebendo do desespero da mãe e do pai para terem dinheiro para se alimentarem e pagarem uma renda. Até ao dia que têm de fazer novas mudanças, vão para Inglaterra, para um novo recomeço e um futuro melhor. O pai e a mãe de Anna pensão ir à frente, e só mais tarde levarem consigo Anna e o Irmão, enquanto isso ficavam em França com a avó. É ao ver-se nessa angústia, que Anna faz os pais entenderem que o mais importante de tudo é estarem sempre juntos, aconteça o que acontecer, quaisquer que sejam as dificuldades, têm de se manter sempre unidos.

Um livro muito bom, em que fala no que mais importante há na vida, uma família unida e bons amigos, e também o que de mais cruel pode existir na natureza humana.
Uma obra comovente, de uma forma por vezes séria, outras engraçada e com humor, nos transporta pelos olhos e sentimentos de uma criança, até ao dia à dia e às dificuldades de uma família judia, durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma obra que nos faz entender que em alguns aspectos estamos a cair nos mesmos erros que caímos no passado.



IDADE RECOMENDADA: +7 anos


Sinopse:
Se uma história do Phineas & Ferb incomoda muita gente, imagina 6 histórias juntas!!!! Neste único livro vais encontrar seis maravilhosas e engenhosas histórias destes dois meios-irmãos mais divertidos das redondezas. Já sabes que a Candace – a irmã – está sempre presente e com os nervos à flor da pele e o Perry, Ornitorrinco, está a encontrar uma maneira de se escapulir para o seu esconderijo secreto. E não nos podemos esquecer do malvado Dr. Doofenshmirtz e das suas invenções maléficas. Vive com emoção estas histórias dos teus amigos mais cool deste universo.


Opinião:
Qual é a criança que não adora as aventuras do Phineas, do Ferb, da Candace, do Perry Ornitorrinco e do malvado Dr. Doofenshmirtz, que o canal Disney passava constantemente??
Eu, uma criança em ponto grande, adorava ver com o meu filhote, e quando vi este livro não resisti comprar.
As 6 histórias, são exactamente as aventuras que vimos no canal Disney. A fórmula é sempre mesma e resulta sempre em divertimento. A Candace sempre a tentar que a mãe apanhe os irmãos a desenvolver uma das suas engenhocas, os irmãos a divertirem-se com os amigos à sua maneira, e o Perry Ornitorrinco a salvar o mundo das maldades do Dr. Doofenshmirtz.
Cada uma das páginas tem algum desenho das personagens, e algumas das palavras do texto vão mudando de cor, de forma e tamanho (parece que usaram todo o tipo de letras que o word tem), o que por vezes não resultou muito bem. Durante as leituras que fui fazendo com o meu filho, fui-me apercebendo que alguns tipos de letras que usaram, não são muito fáceis de ler, quer para uma criança quer para um adulto, e ao longo das 328 páginas que o livro tem, isso acontece constantemente Tirando isso, tudo no livro é atrativo para a sua leitura e é divertimento garantido para o pequeno leitor.



Idade Recomendada: +7 anos


SINOPSE
Esta é a história de uma menina, a Eva, que descobriu como afastar as nuvens cinzentas e pesadas que teimavam em acompanhá-la para todo o lado. Com pistas e atividades no final, este livro pode ser uma ferramenta útil para, em conjunto com as crianças, trabalhar sentimentos do dia-a-dia.


PREFÁCIO
Fátima Lopes (apresentadora de televisão)
Ler este livro foi para mim uma experiência intensa e muito rica. Não nos é fácil aceitar que as crianças em geral e os nossos filhos em particular, possam ter "nuvens na cabeça". Achamos que isso é coisa de gente grande, marcada pelas vivências do seu trajeto. A verdade é que as nuvens aparecem cedo e simplesmente vão-se transformando ao longo da vida. Mas também é verdade que quanto mais cedo soubermos lidar com elas e afastá-las do nosso horizonte, mais capazes seremos de valorizar todas as coisas bonitas da vida, pondo o foco na construção da nossa felicidade. Este livro não é só uma ferramenta valiosa para educadores, pais, avós e todos aqueles que lidam com crianças. É também para todos os que ainda não descobriram a forma de afastar as nuvens escuras que pairam nas suas vidas. Atreva-se a soprá-las e deixe o sol brilhar no seu Universo. 


OPINIÃO
A Eva anda triste sem saber porquê, só sabe que tem umas nuvens muito negras à volta da sua cabeça. Nem o que mais lhe costuma agradar fazer consegue. Um amigo apercebe-se disso, e vai ajudá-la e ensina-la a afastar essas nuvens do seu caminho. E para isso, ela só vai precisar de usar a imaginação. 
No fim, o livro tem algumas actividades para os adultos fazerem com os mais pequeninos e também alguns pequenos conselhos.

Quem já esteve de mau humor e “murcho” sem saber porquê, ponha o dedo no ar?
Enaaa tantos dedos no ar... J
É verdade, tal como os adultos muitas vezes estão assim, também as crianças por vezes carregam esse sentimento sem saberem porquê, e o que fazer, para se afastarem dele, e voltar a ter a energia e a alegria de sempre.
Com as “dicas” que a Eva e o seu amigo nos vão dar, temos “ferramentas” preciosas, que nos vão (a adultos e crianças) ajudar a dar “a volta por cima”. 
E o principal é usar a nossa imaginação, é termos um sentimento sempre positivo, porque à nossa volta tudo é fantástico, basta nós querermos. 
Vai também ajudar a valorizar tudo o que temos de bom na vida, mesmo as "coisa" mais pequeninas.

Não resisti e transcrevi o prefácio da Fátima Lopes, que é lindíssimo, super positivo e nos ensina muito.

Um pequeno livro de muito valor.


 IDADE RECOMENDADA: +4 anos


Sinopse:
Delilah não consegue parar de ler o seu conto de fadas preferido. As outras raparigas da sua idade já começaram a namorar e são populares, mas ela prefere o conforto de um final feliz e de saber que não vai ter surpresas. Até que lhe acontece a maior surpresa de todas… Oliver é o príncipe encantado do conto de fadas de que Delilah tanto gosta. Um dia, ele olha para ela da sua página e começa a falar. É um milagre que a princípio parece perfeito… mas depois fica tudo virado do avesso. Agora Delilah vai ter de decidir: vai ajudar o príncipe Oliver a sair das páginas do livro? Ou será a sua oportunidade para mergulhar nas páginas de um final feliz?

Opinião:
“E se as personagens de um livro tivessem vida própria depois de virada a última página? E se o ato de ler não fosse mais do que essas personagens a participarem numa peça, uma e outra vez… mas essas personagens não deixassem de ter sonhos, esperanças, desejos, e aspirações para lá dos papéis que desempenhavam, diariamente, para o leitor? E se uma dessas personagens desejasse desesperadamente sair do livro?
Melhor ainda: e se um dos leitores se apaixonasse pela personagem e decidisse ajuda-la?”

Foi assim que a autora Samantha Van Leer, filha de Jodi Picoult, expôs à sua mãe a ideia para a escrita desta obra, e foi no seguimento da descrição desta ideia, que ela lhe  propôs escreverem este livro juntas.
A proposta como se vê foi aceite.

“Entre as Linhas” vai alternando entre a personagem Oliver (o príncipe do livro de conto de fadas), a adolescente de 15 anos Delilah (a leitora do livro) e a história do livro do conto de fadas. Alternando entre estas 2 personagem e os capítulos do conto de fadas onde “vive” Oliver, vai-se desenrolando esta aventura mágica de uma escrita simples, fluída e envolvente.
A “ideia” é muita imaginativa e encantadora, durante a leitura fui ficando cada vez mais “agarrada” e curiosa em saber o que vinha a seguir. As peripécias de Oliver para passar a ser um rapaz de carne e osso, são muito engraçadas.
Os capítulos da história do conto de fadas, em que se têm as personagens do príncipe, a princesa, o dragão, as fadas, o feiticeiro e muitas outras, fez-me recordar o quanto adorava, os muitos contos de fadas que li em criança e em que se tinha sempre um final “e viveram felizes para sempre”. E a amizade entre as personagens Oliver e Delilah que resultou num amor inocente, também me fez recordar os sonhos de muitas das meninas, em encontrar um dia o seu príncipe encantado.
No meu ponto de vista, quando Oliver se tornou um rapaz de verdade, para então se ter o tal final “e viveram felizes para sempre”, foi um pouco forçado.


Embora o “público alvo” para esta obra, seja “Jovens Adultos”, é adequado para qualquer idade, mas sinceramente não me parece que algum rapaz se sinta muito atraído em o ler e “viajar” pelo mundo dos contos de fadas.


Idade Recomendada: Jovens Adultos



As opiniões de outras obras da autora Jodi Picoult:
O Poder das Pequenas Coisas
Em Troca de um Coração

 SINOPSE
Quando usar este livro:
Sempre que não tenhas feito os trabalhos de casa.

É impossível fazer os trabalhos de casa quando um avião de macacos aterra à nossa porta.
Além disso, os elfos esconderam todos os lápis.
E houve também um problema com plantas carnívoras!

As desculpas absurdas seguem-se umas às outras, num crescendo hilariante, ilustrado.
Divertimento garantido para miúdos e graúdos e para todos os que gostam de procrastinar com muita imaginação.
Davide Cali é escritor, ilustrador e cartoonista. É já um autor conhecido pelos leitores portugueses com os livros "Um Dia, um Guarda-Chuva", "A Rainha das Rãs Não Pode Molhar os Pés", entre outros.
Benjamin Chaud, premiado autor/ilustrador, é internacionalmente reconhecido pelo detalhe das suas bem-humoradas ilustrações. Na colecção Orfeu Mini, tem publicados os livros "A Cantiga do Urso" e "As Férias do Pequeno Urso".


OPINIÃO
A SINOPSE diz tudo… aqui encontramos as desculpas mais “esfarrapas” e hilariantes, como motivo, para não se ter feito os trabalhos de casa. Cada desculpa é pior e mais “esfarrapada” que a anterior, e cada desculpa é acompanhada por uma ilustração super engraçada. É divertimento garantido.
Sem dúvida que este livro é um incentivo à leitura, para as crianças desta faixa etária, e é uma forma de os pais mostrarem que ler é bem divertido.



IDADE RECOMENDADA: +7 anos 


SINOPSE
FICÇÃO JUVENIL RECOMENDADA POR MARKUS ZUSAK
Escolha do Editor da New York Times Book Review
Seleção da People Magazine

Ben é órfão, tem doze anos e nunca foi bom a fazer amigos. Depois de ter conhecido sucessivas famílias de acolhimento, está consciente de que as pessoas se podem afastar de um dia para o outro. Ben gosta de passar o seu tempo a ler livros de ficção científica. Porém, tudo muda na sua vida quando resgata um rafeiro que encontrou nas traseiras da biblioteca de Coney Island. Flip, o cãozito, leva-o a travar amizade com uma rapariga
chamada Halley - sim, o mesmo nome do cometa. Halley também devora livros e convence Ben a escrever um romance com ela. À medida que a escrita do livro avança, Ben vê-se confrontado com uma série de peripécias e com o significado da amizade e da família. Uma história adorável que emociona e encanta qualquer leitor.


opinião
Ben é órfão, nunca chegou a conhecer os seus pais, foi deixado numa esquadra de polícia tinha poucos dias de vida. Viveu sempre em casas de acolhimento, até ao dia que conhece Tess, uma terapeuta da fala. Foi aí que a sua vida começou a mudar, e Tess passou a ser a sua mãe e a ama-lo como um filho.
Ben nunca fez amizades, como estava sempre a mudar de casa, achava que era mais fácil assim, pois sofreria menos essa perda.
Até ao dia que Ben  ao fugir de um colega que o maltrata, e ao esconder-se na biblioteca, acaba por ter de afugentar um gato que estava a dar uma tremenda tareia a um cão pequenino. O cão estava em muito mau estado, Ben tentou fazer-lhe uma festinha, mas ele fugiu assustado. Mais tarde apercebe-se que o cão o está a seguir, acabando por o levar para casa, e para sua surpresa, a sua mãe aceitou tudo muito bem.
O cão era muito meigo, e foi assim que o novo dono para além da amizade do cachorrinho, foi travando boas amizades, com o Chucky e a sua família, e a rapariga arco-íris (filha da bibliotecária também sua amiga) que se chamava Halley como o cometa.
Tanto Halley como Ben adoram ler (embora temas diferentes), e os dois iniciam uma novela muito curiosa.

Halley chega a dizer:
“Há livros que mudam a maneira de vermos o mundo. E depois há aqueles que mudam a maneira como respiramos.”
“Achei” uma forma engraçada de explicar o que os livros fazem por nós, e a meu ver é bem verdade.

É Halley quem acaba por dar o nome de Flip ao cachorrinho, e é ela que dá a ideia a Ben de o inscrever  no ”Lê para o Piloto”. (Na semana passada fiz uma publicação com a explicação do que é este projeto “Lê para o piloto”, podem ver aqui.)
Mais tarde Ben que não acredita em magia, conhece o grande Mercurioso, o mágico que é pai de Halley. Tornam-se grandes amigos, e um dia, será o seu assistente nos espetáculos. E surpresa das surpresas, Ben irá acreditar um pouquinho em magia.

 Como a mãe dele lhe dizia, de uma forma super positiva:
“- A vida é uma viagem. A melhor parte é quando é a subir. As coisas aparecem todas ao mesmo tempo, o mau traz o bem, se uma porta se fecha, há duas que se abrem, e passamos pelas duas ao mesmo tempo”

Esta obra faz-nos sentir por vezes como Ben se sentia, perdido e só, mas ao mesmo tempo ensina-nos como ensinou também a Ben, que o mais importante que temos, aconteça o que acontecer, é o amor e a amizade que sentimos uns pelos outros. Ensina-nos que por pior que sejam as adversidades da vida, temos sempre alguém ao nosso lado que nos vai ajudar a vencer, até quando nos sentimos sós.
Desde o cachorrinho, a Chucky, a Halley e outras personagens que vão aparecendo ao longo da obra, à sua maneira e com amor se entreajudam.
Este livro é simplesmente mágico e adorável. Aconselho a crianças e também a adultos. Por vezes, os adultos mais que as crianças, precisam de sentir e de relembrar, o valor do poder do amor e da amizade.


idade recomendada: +10anos

O livro aqui na editora.


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