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Sinopse:
Um dia quente de outono começa como qualquer outro no Centro - uma clínica que presta cuidados de saúde reprodutiva a mulheres. Como habitualmente, os seus funcionários acolhem as pacientes que ali se encontram para aconselhamento e tratamentos. de repente, pelo final da manhã, um homem armado entra nas instalações e começa a disparar, causando feridos e fazendo reféns.

O agente de polícia Hugh McElroy, especialista em negociar a libertação de reféns, estabelece um perímetro de segurança e traça um plano para comunicar com o atirador. ao olhar sub-repticiamente para as mensagens recebidas no seu telemóvel, apercebe-se, horrorizado, de que Wren, a sua filha de apenas quinze anos, se encontra no interior da clínica.

Wren não está só. Ela vai partilhar as horas seguintes, sob um clima de grande tensão, com outras pessoas : uma enfermeira em pânico, que tem de se autocontrolar para salvar a vida de uma mulher ferida; um médico que põe a sua fé à prova como nunca antes acontecera; uma ativista pró-vida, que se tinha feito passar por paciente e é agora vítima da mesma raiva que ela própria sentia; uma jovem que quer abortar, e o próprio atirador, completamente transtornado, a querer ser ouvido.

Uma narrativa que equaciona a complexa temática dos direitos das mulheres grávidas e dos direitos dos seres que elas estão a gerar, além de refletir sobre o significado de ser boa mãe e bom pai.

Um romance desafiador, absorvente e apaixonante.


Críticas:
«Jodi Picoult na sua obra literária mais audaciosa de sempre... Oportuna, equilibrada e inspiradora de debate.»
The Washington Post

«O poder da escrita de Jodi Picoult é tal que nunca exageramos ao elogiá-la.»
Financial Times

«Jodi Picoult no seu melhor nesta abordagem crítica e muito pessoal a uma questão altamente sensível, complexa e polémica.»
People

«Romances como este são necessários.»
Kirkus Reviews

«Uma escritora cujas obras o mundo precisa de ler já.»
The Independent

«Os seus romances inteligentes, fruto de uma pesquisa rigorosa, exploram dilemas éticos através de situações comoventes e de grande impacto social.»
The Sunday Times


Opinião:
Mais uma vez Jodi Picoult tocou num assunto polémico e muito sensível, nos direitos das mulheres grávidas e dos seres que elas estão a gerar, e conseguiu com as diversas personagens que criou, descrever-nos o porquê de cada uma delas defender uma determinada opinião. A narrativa é construída do presente para o passado, e dessa forma vamos conhecendo as personagens e o porquê de estarem naquele local e fatídico dia.
Jodi tem o dom (para mim é um dom) de conseguir nos colocar na “pele” de cada uma das personagens (não só nesta obra como em todas as que escreve), consegue fazer-nos compreender o porquê das suas acções, e por incrível que pareça, mesmo nas mais degradantes e “reles”. Reles é uma palavra forte, mas a verdade é que ela consegue com que se sinta e compreenda o porquê de certas ações dessas personagens. Ela é simplesmente fantástica.
Para além disso aprendemos sempre algo de novo, não é como um romance histórico em que aprendemos algo do passado, mas com as pesquisas que exploram o tema por ela bordado, com situações da nossa sociedade.


Sinopse:
Quando um lobo sabe que o seu tempo está a terminar e que já não é útil à sua alcateia, muitas vezes escolhe afastar-se. Morre assim afastado da sua família, do seu grupo, mantendo até ao fim todo o orgulho que lhe é próprio e mantendo-se fiel à sua natureza. Luke Warren passou a vida inteira a estudar lobos. Chegou inclusivamente a viver com lobos durante longos períodos. Em muitos sentidos, Luke compreende melhor as dinâmicas da alcateia do que as da sua própria família. A mulher, Georgie, desistiu finalmente da solidão em que viviam e deixou-o. O filho, Edward, de vinte e quatro anos, fugiu há seis, deixando para trás uma relação destroçada com o pai. Recebe então um telefonema alarmante: Luke ficou gravemente ferido num acidente de automóvel com Cara, a irmã mais nova de Edward. De repente, tudo muda: Edward tem de regressar a casa e enfrentar o pai que deixou aos dezoito anos. Ele e Cara têm de decidir junto o destino do pai. Não há respostas fáceis, e as perguntas são muitas: que segredos esconderam Edward e Cara um do outro? Haverá razões ocultas para deixarem o pai morrer… ou viver? Qual seria a vontade de Luke? Como podem os filhos tomar uma decisão destas num contexto de culpa, sofrimento, ou ambos? E, sobretudo, terão esquecido aquilo que todo e qualquer lobo sabe e nunca esquece: cada membro da alcateia precisa dos outros, e às vezes a sobrevivência implica sacrifício. Lobo Solitário descreve de forma brilhante a dinâmica familiar: o amor, a proteção, a força que podem dar, mas também o preço a pagar por ela.

Opinião:
Um dos motivos, porque tanto gosto das obras de Jodi Picoult, é que ela aborda temas algo sensíveis e que provocam o leitor. Por vezes pensamos que temos uma opinião formada sobre determinado assunto, e “achamos” que venha o que vier nunca se vai alterar, a autora ao aborda esses temas, dá-nos que pensar e a nossa (a minha opinião) vem a se alterar. Já dizia o ditado, “Nunca digas dessa água não beberei”. A autora nos assuntos mais controversos, vê todas as perspectivas e tenta fazer-nos sentir e compreender todas as personagens que participam, é como se nós nos tornássemos cada uma delas, e perante isso faz-nos entender certas coisas que nos passava ao lado “ou simplesmente ignorávamos, só porque sim, só porque é mais fácil.
Desta vez temos dois irmãos que têm opiniões diferentes quando ao deixar viver ou morrer o seu pai. Luke (o pai) tem um acidente que o deixa em estado vegetativo. Cara a filha mais nova apesar do que os médicos dizem (o pai nunca sobreviverá sem a ajuda de máquinas) acha que o devem deixar viver dessa forma, acha que o pai pode acordar, ou que um dia a ciência estará mais avançada e o poderá salvar. Edward tem a opinião contrária, o pai era uma pessoa enérgica e amava viver e então pensa que ele não gostaria de viver assim. Esta obra vai desenrolar-se à volta destas duas questões desligar as máquinas e doar os órgão de Luke, ou deixá-lo toda uma vida, ligado a máquinas que só assim o manterão vivo. Ao longo da obra vai-se saltando de personagem em personagem e vamos descobrindo um pouco mais de cada uma delas, inclusive de Luke. Através de Luke vamos descobrindo cada vez mais sobre os lobos e as suas alcateias, já que ele chegou mesmo a viver em estado selvagem com uma alcateia.
Vamos conhecendo toda esta família, que apesar de tudo e de início não ser unida, no fim acabam por se tornar unidos, apoiar e compreender a opinião uns dos outros.
Um tema polémico muito bem abordado por esta autora, que nos faz pensar se estivéssemos numa situação destas qual a atitude que tomaríamos.



Sinopse:
Delilah não consegue parar de ler o seu conto de fadas preferido. As outras raparigas da sua idade já começaram a namorar e são populares, mas ela prefere o conforto de um final feliz e de saber que não vai ter surpresas. Até que lhe acontece a maior surpresa de todas… Oliver é o príncipe encantado do conto de fadas de que Delilah tanto gosta. Um dia, ele olha para ela da sua página e começa a falar. É um milagre que a princípio parece perfeito… mas depois fica tudo virado do avesso. Agora Delilah vai ter de decidir: vai ajudar o príncipe Oliver a sair das páginas do livro? Ou será a sua oportunidade para mergulhar nas páginas de um final feliz?

Opinião:
“E se as personagens de um livro tivessem vida própria depois de virada a última página? E se o ato de ler não fosse mais do que essas personagens a participarem numa peça, uma e outra vez… mas essas personagens não deixassem de ter sonhos, esperanças, desejos, e aspirações para lá dos papéis que desempenhavam, diariamente, para o leitor? E se uma dessas personagens desejasse desesperadamente sair do livro?
Melhor ainda: e se um dos leitores se apaixonasse pela personagem e decidisse ajuda-la?”

Foi assim que a autora Samantha Van Leer, filha de Jodi Picoult, expôs à sua mãe a ideia para a escrita desta obra, e foi no seguimento da descrição desta ideia, que ela lhe  propôs escreverem este livro juntas.
A proposta como se vê foi aceite.

“Entre as Linhas” vai alternando entre a personagem Oliver (o príncipe do livro de conto de fadas), a adolescente de 15 anos Delilah (a leitora do livro) e a história do livro do conto de fadas. Alternando entre estas 2 personagem e os capítulos do conto de fadas onde “vive” Oliver, vai-se desenrolando esta aventura mágica de uma escrita simples, fluída e envolvente.
A “ideia” é muita imaginativa e encantadora, durante a leitura fui ficando cada vez mais “agarrada” e curiosa em saber o que vinha a seguir. As peripécias de Oliver para passar a ser um rapaz de carne e osso, são muito engraçadas.
Os capítulos da história do conto de fadas, em que se têm as personagens do príncipe, a princesa, o dragão, as fadas, o feiticeiro e muitas outras, fez-me recordar o quanto adorava, os muitos contos de fadas que li em criança e em que se tinha sempre um final “e viveram felizes para sempre”. E a amizade entre as personagens Oliver e Delilah que resultou num amor inocente, também me fez recordar os sonhos de muitas das meninas, em encontrar um dia o seu príncipe encantado.
No meu ponto de vista, quando Oliver se tornou um rapaz de verdade, para então se ter o tal final “e viveram felizes para sempre”, foi um pouco forçado.


Embora o “público alvo” para esta obra, seja “Jovens Adultos”, é adequado para qualquer idade, mas sinceramente não me parece que algum rapaz se sinta muito atraído em o ler e “viajar” pelo mundo dos contos de fadas.


Idade Recomendada: Jovens Adultos



As opiniões de outras obras da autora Jodi Picoult:
O Poder das Pequenas Coisas
Em Troca de um Coração


SINOPSE
Sage Singer é padeira de profissão. Trabalha de noite, a preparar o pão e os bolos para o dia seguinte, tentando fugir a uma realidade de solidão, a más memórias e à sombra da morte da mãe. Quando Josef Weber, um velhote que faz parte do grupo de apoio de Sage, começa a passar pela padaria, os dois forjam uma amizade improvável. Apesar das diferenças, veem um no outro as cicatrizes que mais ninguém consegue ver. Tudo muda no dia em que Josef confessa um segredo vergonhoso há muito escondido e pede a Sage um favor extraordinário. Se ela disser que sim, irá enfrentar não só as repercussões morais do seu ato, como também potenciais repercussões legais. Agora que a integridade do amigo mais chegado que alguma vez teve está envolta numa névoa, Sage começa a questionar os seus pressupostos e as expectativas em torno da sua vida e da sua família. Um romance profundamente honesto, em que Jodi Picoult explora graciosamente até onde podemos ir para impedir que o passado dite o nosso futuro. 


OPINIÃO
Sage Singer, depois de um acidente de viação (era ela a condutora), em que faleceu a sua mãe, e deixou em si uma enorme cicatriz no rosto (do qual ela tem enormes complexos), do nada tornou-se padeira como o seu bisavô. Trabalhando à noite, vive uma vida de solidão, para tentar fugir da realidade e das más memórias. Num grupo de apoio conhece o velhote Josef Weber que frequenta também a padaria onde Sage trabalha. Entre eles estabelece-se uma amizade, e é assim que um dia Josef pede um enorme favor a Sage e lhe conta um segredo vergonhoso. Josef confessa que foi um antigo SS Nazi, por isso quer o seu perdão (Sage vem de uma família judia) e que o ajude a morrer.

É aqui que entra Leo, um agente federal do Gabinete de Investigações Especiais e Minka sua avó, que passou a sua juventude na Polónia e sendo judia, esteve em vários campos de concentração, entre eles o de Auschwitz. Durante todo o livro vamos a conhecendo o dia a dia de Sage, e a juventude dramática de Minka. Sage desconhecia a história e as “cicatrizes“ que a avó traz da sua juventude. Passado esse que a avó tentou sempre esquecer,  e tentou construir um futuro melhor para si e os seus, sem os fantasmas do passado. Mas como Minka diz a Sage "...o mundo não aprendeu nada. Continua a haver limpeza étnica. Há discriminação... Pensava que, sem dúvida, a razão para ter sobrevivido fora para me assegurar de que uma coisa como aquela nunca mais voltaria a acontecer mas, sabes, devo estar enganada. Porque, Sage, continua a acontecer. Todos os dias."

Durante este regresso ao passado e presente, entra uma terceira história. Uma história muito rica e inventada por Minka na sua adolescência, história essa que a fez cruzar-se com Josef em Auschwitz e que a ajudou por vezes a afastar-se da realidade que vivia...

Jodi Picoult como sempre, consegue agarrar o leitor por completo. Faz-nos viver o passado de Minka como se também estivéssemos presentes, envolve-nos de tal forma, que nos deixa ainda a pensar depois de terminarmos o livro (como acontece com todos os livros desta autora, na minha opinião).

Será que estas pessoas, que trataram outros seres humanos pior que bichos, se conseguem perdoar a eles próprios? Será que ao quererem ser perdoados pelos judeus, no fundo querem se sentir apenas melhor e assim julgam-se capazes de se perdoar pelo mal que fizeram? Porque foi tão mau aquele que atacou, como aquele que deixou atacar e não fez nada para proteger o agredido.
Uma das personagens a quem Sage pediu um conselho chegou a dizer:
“Não sei o que essa pessoa te fez, e não tenho a certeza se o quero saber. Mas perdoar não é algo que se faz por alguém. É algo que fazemos por nós próprios. É dizer: Não és suficientemente importante para teres poder sobre mim. É dizer: Não me vais deixar presa ao passado. Eu mereço um futuro. “
Sem dúvida que dá que pensar.

Vou terminar usando vários adjetivos para descrever este livro: emotivo, real, sensível, original, honesto e arrebatador.

As opiniões da Paula de outras obras da autora:
O Poder das Pequenas Coisas
 


Opinião: Esta é mais uma excelente obra de Jodi Picoult. Uma obra que tem por tema o racismo.
Ruth Jefferson é uma obstetra afro-americana que na sequência do atendimento a um recém-nascido é acusada de crime. No decorrer da história vemos como todas as personagens (que facilmente associamos a pessoas que também estão ao nosso redor) lidam e tratam das questões do racismo. Nomeadamente o racismo explícito, em que se admite que se é racista e o racismo "escondido" (como lhe chamo) que é no fundo sermos racistas de forma inconsciente, mas como não pensamos nisto no nosso dia a dia, achamos, no nosso íntimo, que não existe. Porém quando refletimos sobre algumas atitudes, vemos claramente que o racismo está lá. E este é o objectivo primeiro deste livro: provocar a reflexão no leitor sobre essa grande questão que tem passado de geração em geração: o racismo!

"A escravidão não é a história negra - assinalo - É a história de todos" pág 313

E é sobre essa história de todos que a autora nos atinge e nos faz refletir!

EXCELENTE! Recomendo sem reservas!!

O livro aqui na editora




As minhas opiniões a outras obras da autora:

Tempo de Partir, Jodi Picoult

Opinião:
Eis uma escritora que não me desilude!
Confesso que esta, foi a obra de Jodi Picoult que mais me surpreendeu com o seu final. No entanto, considero ser esta também, uma das mais simples se assim poderei chamar. Picoult tem como grande característica a crítica e a chamada de atenção para os problemas sociais, mostrando-nos sempre os dois lados de uma questão! Jodi consegue por sempre os nossos valores em Xeque e aqui isto não se dá. Se não soubesse quem tinha escrito "Tempo de Partir" dificilmente associaria a obra a Jodi Picoult. Por outro lado, se o seu intuito foi chamar a atenção dos leitores para a vida dos elefantes, Jodi conseguiu.

Este livro aborda algumas questões, como o relacionamento entre pais e filhos e a importância do passado e do presente na vida de uma pessoa e sobretudo a importância das nossas raízes!
O passado é necessário para saber de onde viemos e para onde caminhámos. 

É uma obra de leitura leve, que se lê num ápice, sempre com muita curiosidade. A vida dos elefantes é aqui dissecada de forma a mostrar-nos não só estes seres são magníficos, mas também para nos mostrar o seu modo de vida e os perigos que correm!

Adorei e recomendo sem reservas!

Chegou hoje :)

Ganhei este livro num passatempo da Civilização.


Sinopse:
Uma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali.
É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood.
Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer.

Críticas de imprensa
“Picoult tornou-se uma mestre, quase uma visionária, na arte de descobrir temas polémicos e escreve romances extremamente cativantes acerca deles… É impossível não ficar enfeitiçado pela forma como Picoult nos força a pensar no que está correcto e no que está errado.”
The Washington Post

“Picoult tem um talento invulgar para criar dilemas morais que não podemos ignorar: temos de saber a conclusão.”
Sunday Express

“Muitas vezes, os romances de Jodi Picoult centram-se em vidas viradas do avesso por um qualquer acontecimento terrível e é a atenção dada aos pequenos pormenores emocionais que os tornam tão recompensadores.”
Marie Claire

Jodi Picoult é uma das minhas escritoras preferidas da actualidade.
Aqui no blogue pode ler opiniões sobre os livros:

O Pacto - Jodi Picoult

"Os Harte e os Gold vivem lado a lado há dezoito anos, partilhando tudo, desde a comida chinesa e a varicela até à boleia dos filhos para a escola. Pais e filhos são os melhores amigos, por isso o namoro entre Chris e Emily no liceu não foi nenhuma surpresa. São almas gémeas desde que nasceram.
Quando recebem o telefonema do hospital, ninguém está preparado para a chocante verdade: Emily, de apenas dezassete anos, morreu com um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. Chris diz à polícia que a bala que resta na arma lhe era destinada, mas uma detective local tem dúvidas.
Num único momento aterrador, os Harte e os Gold enfrentam o maior medo de um pai: será que conhecemos verdadeiramente os nossos filhos?"
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De uma leitura fácil e fluída, a história baseia-se na infância e juventude entre dois jovens namorados que cresceram juntos e que se sentem unidos como irmãos.
Emily é uma jovem que aparenta ser feliz, tem tudo para ser feliz, mas não o é. Essa infelicidade provém de algo que lhe aconteceu na sua infância e que a marcou para sempre. Se tivesse falado com os seus pais, talvez tivesse ultrapassado esse episódio aterrador. Mas não o fez porque pensou que era merecedora de tal acontecimento. Pois tinha, de certo modo, "quebrado" as regras da sua própria segurança. Mas há algo mais que lhe causa muita infelicidade: a sua relação amorosa com Chris. Como cresceram juntos, Emily vê nele um irmão, no seu pensamento paira o sentimento de uma relação incestuosa. Contudo, nada lhe diz para não o magoar.
Tentando não causar desgosto a ninguém, por não ser a filha que pensavam ou a namorada ideal, Emily só vê uma solução para a sua dor: o suicídio. Mas este suicídio é encarado como um pacto e depois como um assassinato, o final é surpreendente!
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Picoult aborda de forma ímpar os sentimentos dos personagens, fazendo uma análise psicológica detalhada dos mesmos. Assim como as atitudes e reacções numa relação; numa prisão e, mesmo dentro de um tribunal.
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Gosto dos livros de Jodi Picoult, porque abordam temas da actualidade relacionados com a juventude, temas problemáticos. Picoult, mostra-nos “o outro lado da moeda” destes mesmos problemas. O que pode estar na sua origem! O Pacto, é daqueles livros que quando acabamos de ler, pensámos: Como podemos fazer com que os nossos filhos confiem em nós para nos contarem seja o que for?
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Mais uma vez, a escritora fez-me reflectir sobre o meu papel de mãe. Por mais que queiramos transmitir aos nossos filhos confiança e amizade tendo por base a abertura, poderá haver sempre um certo “abismo” nesta relação. Tentemos a todo o custo ultrapassá-lo!
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Classificação: 5/6 - Muito Bom

DEZANOVE MINUTOS - Jodi Picoult

“Em Sterling, New Hampshire, Peter Houghton, um estudante de liceu com dezassete anos, suportou anos de abuso verbal e físico por parte dos colegas. A sua amiga, Josie Cormier, sucumbiu à pressão dos colegas e agora dá-se com os grupos mais populares que muitas vezes instigam o assédio. Um incidente de perseguição é a gota de água para Peter, levando-o a cometer um acto de violência que mudará para sempre a vida dos residentes de Sterling.”

O que eu achei:

Este é mais um dos romances de Picoult que vale a pena ler!
Trata de situações presentes no nosso dia a dia e de como lidámos com elas ou de como agimos perante a sociedade.
Como cidadãos, muitas vezes, agimos de acordo com as “regras” da sociedade para sermos aceites ou bem vistos perante esta !!
Picoult dá-nos exemplos expondo várias personagens:
A mãe de Josie, a Juíza Cormier que praticamente perdeu a oportunidade de partilhar a juventude da sua filha, a qual mal conhecia os seus sentimentos e acções. Tudo porque importava apenas ser bem vista pela sociedade, importava ter sucesso na carreira e, realmente, consegue conquistar tudo isso, mas a sua filha passa para segundo plano!
Josie, é outra das personagens que age em função do que os outros esperam, nomeadamente os colegas e o próprio namorado. Mas Josie tem consciência que estas acções estão erradas e no final consegue mudar a sua atitude mesmo não sendo da melhor forma;
Peter, o personagem principal, é um aluno que foi agredido verbalmente durante anos. Desde o jardim de infância em que os colegas faziam troça dele. Não tinha amigos e a sua única amiga abandona-o para se juntar ao grupo dos “populares”…
As agressões consistiam em atirar o almoço ao chão, baixarem-lhe as calças na cantina, chamarem-lhe nomes, darem-lhe socos…
Peter, todos os dias a caminho da escola rezava para que ninguém reparasse nele!
Uma história triste e que infelizmente existe nas nossas escolas.
Mais uma vez Jodi põe-nos a pensar com este romance!

Deixo um excerto de que gostei particularmente:

“Quando era pequeno costumava por sal em cima das lesmas. Gostava de vê-las dissolverem-se diante dos meus olhos. A crueldade é sempre um pouco divertida até nos apercebermos de que estamos a magoar alguém.
Uma coisa é sermos um totó quando ninguém nos presta atenção, mas na escola isto significa que nos procuram intensivamente. Somos a lesma e eles têm o sal na mão. E não possuem consciência.
Há uma palavra que aprendemos em estudos sociais: Sadismo. É quando gostamos de ver alguém sofrer. No entanto, a verdadeira questão é porquê?
Acho que em parte se trata apenas de instinto de sobrevivência. E em parte porque um grupo fica mais coeso quando se junta contra um inimigo. Não importa que esse inimigo nunca tenha feito nada para nos prejudicar – Temos apenas que fingir que detestamos alguém ainda mais do que nos detestamos a nós próprios (…)”
Classificação: 4/6 - Bom
“A aclamada autora apresenta a cativante narrativa de como uma mãe encara a trágica perda de um filho e a última oportunidade de um homem para alcançar a salvação da sua alma.”ª Contudo, e no desenrolar do romance, Picoult aborda temas sensíveis e que tocam os nossos valores.
Seríamos capazes de aceitar o coração do assassino do nosso filho para salvar um segundo filho? Será que a justiça reparadora é justa? Quem somos nós (humanos) para julgar alguém? Quem somos nós para decidir a favor ou contra a pena de morte?
E se a pessoa que está no corredor da morte for inocente, mesmo que não consiga provar o contrário?
A dada altura todas estas questões impõem-se.
De 1 a 10 dou 7

a) in Em troca de um Coração, Jodi Picoult

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