A Acácia Vermelha - Manuel Poppe


Opinião:

Quando penso em África, vêm-me 3 ideias à mente: quem lá está quer sair em busca de sonhos perdidos, quem está do lado de cá, quer lá ir fazer riqueza e usar aquelas gentes em seu benefício ou ainda empreender uma viagem a África somente para desfrutar da sua beleza, cheiros, iguarias e participar dos usos e costumes dos seus habitantes e trazer memórias inesquecíveis...

. “A Acácia Vermelha” é uma peça do dramaturgo Manuel Poppe, que retrata as duas primeiras situações que referi.

. Ednilza é uma mulher bonita, jovem, sedenta de novos mundos, novos conhecimentos, assim como de liberdades renovadas. Ailton, é seu amigo e apaixonado, amor este não correspondido por parte de Ednilza. Ailton é conservador, adora a terra onde vive, reconhece os seus poderes, as suas riquezas e a ganância dos outros…No entanto, abandonaria tudo desde que partisse com Ednilza, porém Ailton não faz parte dos seus planos, o seu voo é solitário ou fazendo par com alguém estrangeiro. Quando conhece o Sr. Engenheiro que chega a terras de África (a negócios) Ednilza não tem dúvidas que o seu futuro reside em tamanha excelência! Os sonhos voam altos e incertos, num futuro que deseja ardentemente: jóias, casas…

. Ailton, é a voz de África quando refere que os estrangeiros “não trazem nada, levam tudo!” O Engenheiro aprecia a paisagem, a paz, as iguarias, as riquezas… Até aprecia as formas de Ednilza, mas na sua mente o lugar dela é em África e não há lugar para discussões ou reflexões sobre o assunto! Assim, é em África que Ednilza fica: imóvel e fria sob o pranto de todos e até da inquietação momentânea do Sr. Engenheiro…

. Esta é mais uma excelente obra de Manuel Poppe que nos relembra a África de ontem e a África de Hoje!

. Recomendo!

Classificação: 6/7 Excelente

A Luz dos Livros


Opinião:

Nesta magnífica obra, Cristina Torrão narra a vida de um grande rei que, desde logo, nos faz lembrar o seu neto, bem mais conhecido de todos nós, o rei D. Pedro, o justiceiro de Inês de Castro.

D. Dinis, como Pedro, foi um rei justo e corajoso. Mas a sua vida ficaria marcada também pela imensa luz que irradia dessa magnífica figura histórica que é Isabel, a Rainha Santa. Logo na infância, Dinis convive com Afonso X de Castela, seu avô. Trata-se de um rei que ficou na história pela sua cultura, influenciando profundamente D. Dinis que ficaria conhecido como o rei trovador, amante das letras e do conhecimento.

Tal como acontecia com quase todos os reis e nobres do seu tempo, Dinis apreciava a caça e o manejo das armas; mas a sua maior diversão era a poesia e as cantigas de amor, de amigo e de escárnio. Dotado de um enorme talento literário, Dinis compôs alguns dos mais brilhantes versos da literatura medieval portuguesa, o que se adequava às suas tendências algo devassas, nas inúmeras paixões que teve e que deram origem a vários filhos ilegítimos. No entanto, a grande paixão de D. Dinis foi a sua rainha, D. Isabel.

A tradição, principalmente baseada no famoso milagre das rosas, foi algo injusta para como grande Rei, fazendo dele o “mau da fita”, perante a santidade de Isabel. Cristina Torrão esforça-se por repor a verdadeira imagem de Dinis, um homem apaixonado mas que nunca conseguiu adequar o seu carácter à santidade da esposa. Para Dinis era apenas impossível adaptar-se a uma vida de santidade: ele era um homem que gostava dos prazeres mundanos. Mas isso não o impediu de nutrir, até à hora da morte uma enorme paixão pela sua rainha, que ele admirava acima de tudo.

A rainha D. Isabel é apresentada neste livro de forma encantadora: é enternecedor o amor que ela sentia pelo povo, desde o momento em que chegou a Portugal, com apenas 12 anos. Tratava-se de uma donzela perfeita, verdadeira encarnação de todas as virtudes, admiradora e seguidora de S. Francisco, no desapego aos bens materiais.

A interpretação do amor entre Dinis e Isabel é conseguida de forma brilhante por Cristina Torrão; o próprio milagre das rosas é descrito com grande sensibilidade e qualidade literária. Quanto a D. Dinis sobressai a sua enorme força de carácter, a grande habilidade política para lidar com os enormes problemas de política externa, com os reinos de Aragão e Castela. Além disso, sendo um rei com grande sentido de justiça, deixou o seu reinado marcado por uma luta constante para atenuar as injustiças sociais, combatendo o poder exagerado da nobreza e até da Igreja.

Também os aspectos políticos são narrados de forma emocionante: as guerras entre os vários reis ibéricos, unidos por casamentos mas separados por ambições territoriais constantes, Aragão e Castela exigiam de D. Dinis uma capacidade imensa para gerir rivalidades e amizades, evitando os conflitos mas sem abdicar da firmeza que a independência de Portugal exigia.

Na parte final do seu reinado, D. Dinis confronta-se com o limite precário entre a autoridade e a arrogância. Exagerando no seu papel de justiceiro, o Rei vê-se confrontado com a oposição do próprio herdeiro do trono, dando ao livro um final verdadeiramente emocionante.

Em conclusão, trata-se de um livro que faz justiça a um grande rei, além de constituir um romance histórico de excelente qualidade literária, a merecer maior divulgação.

Esta é uma leitura que aconselho ;)

Classificação: 6/7 Excelente
Opinião de alguém pequenino, mas que já opina nestes assuntos das leituras...

Foto do caderno de apontamentos
da minha filhota de 7 anos :D
O blogue e as Publicações Europa América agradecem os 245 participantes do passatempo "A Paixão de Jane Eyre" de Charlotte Brontë.
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O vencedor de passatempo é
Fátima Botelho
“A Borys e a todos os outros que como ele atravessaram na juventude o limiar da sombra da sua geração”

Opinião:
O limiar da sombra…
A sombra como o símbolo da maturidade e consequentemente do assumir as responsabilidades e o peso que estas acarretam para o jovem adulto…
Conrad, nesta narrativa faz-nos reflectir sobre esta fase da vida um tanto “sombria” e pela qual todos nós passamos sem excepção. Lembra-nos, logo nos primeiros parágrafos (que li e reli) o sonho que é ser criança e a aventura desmedida e inconsequente que é ser jovem.

A narrativa, fala-nos de um jovem que estando a trabalhar num navio como primeiro-imediato despede-se de um momento para o outro. Porém, no trabalho que desempenhava era muito competente e admirado por todos os colegas. No entanto, resolve abandonar tudo e sem planos para o futuro decide voltar para casa. O Capitão do navio em que trabalhava reage a tudo com muita naturalidade e quase que lhe adivinha os planos, mesmo sem estes existirem. Afinal é um homem experiente que já havia passado, há muito, pelo limiar da sombra…
Aquando da sua estadia no Lar dos Oficiais e Marinheiros, o ex primeiro-imediato, fica a saber que fora requisitado para o comando de um navio cujo capitão falecera. Assim, apesar de já ter decidido regressar a casa, aceita o novo desafio sem muito pensar e mais uma vez as decisões são tomadas de forma precipitada, ou não…
Nesta fase da narrativa podemos constatar que a sombra da maturidade já se faz sentir sobre o nosso personagem principal…as dúvidas surgem, as questões sobre determinados assuntos surgem do nada….
Quando finalmente encontra-se ao comando do seu navio, o peso da responsabilidade vai caindo sobre os seus ombros, há que olhar pelo navio e mais importante ainda pelos seus homens!

Na primeira viagem que realiza, o nosso personagem vai enfrentar tempestades, doenças e até assombrações que não fazem mais do que o tornar um homem mais maturo, cuja juventude “irresponsável” fica definitivamente para trás e a sombra (maturidade) é finalmente assumida e sentida.

Eu diria que esta é uma leitura obrigatória.

Classificação: 6/7 Excelente

Santuário - William Faulkner

Opinião:

Faulkner nasceu alguns anos após a guerra de Secessão em que os Estados Unidos haviam sido derrotados, assim como todo o sistema em que a população branca e negra vivia. Assim, assiste-se ao desmoronamento de toda uma tradição, usos e costumes da sociedade sulista.
É neste ambiente de “pós-Secessão” que Faulkner nos envolve na obra “Santuário”
A história passa-se em Yoknapatawpha (condado fictício) no Mississípi.
Os elementos primeiros que integram a história e tornam esta de início viciante e expectante são: a natureza associada a uma casa em ruínas, uma varanda onde se discutem os assuntos importantes, uma mulher constantemente ao fogão com roupas também elas em ruínas, um bebé dentro de um caixote atrás do fogão para não ser comido pelos ratos, o fabrico e a venda de bebidas alcoólicas nesta mesma casa. O número três nesta narrativa adquire bastante expressão (embora eu tivesse pesquisado não cheguei a conclusão nenhuma): três homens, três cantares, três tábuas toscas, três faróis…o número não está lá por acaso reconheço, algum significado terá!!
Vários personagens “dançam” por entre esta narrativa, todos eles fortemente caracterizados: Temple Drake é na minha opinião a personagem mais forte de toda a narrativa, é aquela que marca de forma significativa o leitor.
Temple é uma jovem estudante que por mero acaso vai parar à casa em ruínas. A partir daí a sua vida nunca mais será a mesma. Este é um personagem que entra em desequilíbrio. As suas acções e a escrita de William Faulkner estão tão bem descritas; o leitor consegue visualizar o terror e o desespero pelo qual este personagem passa ao longo de toda a história. A decadência deste personagem representa (na minha opinião) a própria decadência da sociedade sulista dos EUA.
Popeye, representa a força e talvez o equilíbrio da casa em ruínas. Horace Benhow, é o homem justo, que tenta ajudar o outro sem segundas intenções.
Há uma frase de André Malraux, na contra capa deste livro que o descreve na perfeição “A união do romance policial com a tragédia grega”

Confesso, que este não foi um livro fácil de ler, a linguagem apesar de bastante clara, exige um certo esforço de interpretação, pela forma que o discurso é apresentado.
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Classificação: 5/7 Muito Bom
Opinião:
Este é um livro muito engraçado para os mais pequeninos.
A forma como está apresentado é bastante atractiva, a linguagem simples e as frases curtas incentivam a leitura e não cansam. Pois este é um aspecto a ter em atenção nesta idade. O período de atenção das crianças desta faixa etária (7 anos) por determinado assunto é limitado e rapidamente o desinteresse surge. Assim, há que incentivar prendendo os jovens leitores com aspectos que para além de serem divertidos são reais e fazem parte do seu dia a dia. É também importante a identificação leitor versus livro/personagens…
Henriqueta é uma menina feliz e muito traquina. É uma apaixonada pelos seus animais e pelo seu irmão Alberto. Dos seus animais: duas ratinhas brancas (Flora e Dora), fala com muito carinho e de uma forma bastante simples consegue passar aos mais novos mensagens muito importantes, como o valor da amizade e a tristeza da solidão…
Em relação ao seu irmão, fala como irmã que é…ou seja, não está com rodeios, gosta dele obviamente, mas não se coíbe de tecer as suas críticas…enaltecendo-lhe as tontices do bebé que ele é.
A minha filha (7 anos) já anda a ler o livro e a gostar muito.
Este é um livro capaz de satisfazer o público alvo.
.Aconselho este livrinho a todas as meninas a partir dos 7 anos.
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O livro aqui na editora
(Comentário também publicado no "Letras Miúdas")

Origami Estante

Na sequência deste post que colocou alguns de nós a fazer livrinhos (nada fáceis de fazer confesso) deixo agora aqui o origami da estante para colocar estes mesmos livros :D.
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Parece que ainda dá um bocado de trabalho ;)
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NB: Guerreiro e Isabel, espero que consigam, também vou tentar :P

Meme Literário

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Resposta à questão nº1
Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach
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Resposta à questão nº 2
O Monte dos Vendavais de Emily Brontë
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Resposta à questão nº3
Firmin de Sam Savage
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Era suposto passar este "desafio" a 10 blogues, mas deixo em aberto a todos os que quiserem entrar na "brincadeira" :)
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O blogue que me indicou foi o blogue da Cris O tempo entre os meus livros .
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Obrigada Cris, gostei de responder ao Meme

Pele - Mo Hayder

Sinopse:
Quando, numa manhã quente de Maio, o corpo de uma jovem é encontrado em estado de decomposição perto da linha férrea às portas de Bristol, tudo apontava para um suicídio. Pelo menos era o que a Polícia queria; tudo perfeitamente arrumado e despachado.
Mas o inspector Jack Caffery não tem tanta certeza. Está no encalço de um predador, alguém que se esconde nas sombras e se esgueira pelas casas sem ser visto.
A mergulhadora da Polícia Flea Marley trabalha ao lado de Caffery. Tendo lidado com a perda dos pais e com os traumas do passado, começa a ponderar se a relação de ambos poderá ir além da profissional.
É então que descobre algo que altera tudo. Não só lhe é demasiado próximo como é tão horrível que tem noção de que nada voltará a ser igual. E, desta vez, ninguém a poderá ajudar… nem sequer Caffery.
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opinião:
Na sequencia do sucesso anterior da autora (Ritual), este é um verdadeiro livro de suspense. Embora em alguns aspectos a narrativa tenha algumas ligações com essa obra, Pele apresenta-nos um enredo independente mas com a mesma intensidade dramática do antecessor. A forma como a autora explora a incerteza da narrativa transmite ao leitor uma vontade de prosseguir a leitura como acontece nos melhores romances policiais.
No entanto, este livro é algo mais que um romance policial. Mo Hayder mergulha de forma intensa no espírito das personagens, criando ligações fortes entre a mente do leitor e o espírito dessas personagens. Por outras palavras, trata-se de um livro muito envolvente, constituindo uma certa transição entre o romance policial e o thriller psicológico.
Mau grado os assuntos, por vezes verdadeiramente dramáticos, permanece sempre uma dimensão humanista na forma como a autora nos apresenta determinados dilemas. Tais assuntos são, muitas vezes, verdadeiramente revoltantes para a sensibilidade do leitor, expressando toda a maldade que pode envolver o comportamento humano.
O ritmo narrativo chega a ser impressionante. No entanto, nunca deixa de haver margem para a reflexão. O crime não é um acontecimento isolado de todo um contexto psicológico e social em que as personagens estão inseridas. Todo esse contexto é explorado pela autora de forma muito eficaz, fazendo deste livro uma leitura intensa e envolvente, se bem que alguns episódios possam ferir a sensibilidade do leitor.
Em suma, sem ser uma obra-prima, é um livro que vale a pena ser lido por quem gosta do género.
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Classificação 5/7 Muito Bom
O ...Viajar pela leitura... em parceria com a Europa América tem um exemplar do clássico "A Paixão de Jane Eyre" de Charlotte Brontë para oferecer em passatempo.
Para participar e tentar ganhar este livro terá de responder acertadamente a todas as questões do formulário ;)

Regras do passatempo:
-O passatempo começa hoje dia 14 de Março de 2011 e termina às 23.59h do dia 22 de Março de 2011;
-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;
-O vencedor será contactado via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
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As respostas às questões do formulário aqui
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PASSATEMPO ENCERRADO
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Boa sorte aos participantes ;)
O blogue e a Europa América agradecem os 289 participantes do passatempo "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury.
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As respostas às questões colocadas são:
1- Como se chama o bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos?
R- Guy Montag
2- Que idade tem a jovem que fala de um passado em que as pessoas não tinham medo?
R- 17 anos
3- Como se chama o autor da obra Fahrenheit 451?
R- Ray Bradbury
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O vencedor do passatempo é
Elsa Maria Silva Moreira
Caros visitantes e amigos bloggers que leituras vão fazer este fim de semana?
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De momento, estou a ler "O Limiar da Sombra" de Joseph Conrad.
imagem retirada daqui

Manuel Poppe no Destante


Leia a entrevista ao autor Manuel Poppe
aqui no Destante
A pergunta desta semana é:

"Do you multi-task when you read? Do other things like stirring things on the stove, brushing your teeth, watching television, knitting, walking, et cetera?
Or is it just me, and you sit and do nothing but focus on what you’re reading?
(Or, if you do both, why, when, and which do you prefer?)"

Consigo ler com muito barulho à minha volta, mas esta foi uma situação a que tive de me habituar, pois tenho duas meninas que estão constantemente pertinho de mim (e adoro que assim seja) e quando estou na sala a ler, elas estão a ver os seus programas na TV ou a brincar.
Assim, se eu necessitasse constantemente de silêncio para apreciar os livros acabava por não ler nada. Desta forma, consigo ler em qualquer sítio, porque nada nem ninguém me incomoda :) Quando estou em casa sozinha e aproveito para ler até estranho o silêncio.
Não leio quando cozinho ou quando lavo os dentes porque simplesmente não dá jeito nenhum! :P

A Luz dos Livros - Origami Book

A minha opinião:
Este foi um livro que realmente não me convenceu. Até pode ter dado um excelente filme, mas como livro, na minha opinião, não vale muito.
Uma comédia, com personagens não muito “trabalhadas”e os factos são todos abordados superficialmente. Não desisti da leitura, devido à leitura conjunta no Destante.
A narrativa aborda o tema do desemprego e de como as pessoas lidam com isso. No centro da história está Becky que se vê desempregada no dia que pensa que obterá uma promoção no emprego. Após ficar desempregada por um período de tempo, Becky consegue um lugar no DayBreak, um programa destinado a publicitar futilidades do dia-a-dia cujas audiências são quase nulas.
Assim, a personagem principal, desafia tudo e todos e consegue realmente obter sucesso no programa.
O final é precisamente aquilo que se espera que seja, sem surpresas, sem dilemas, totalmente previsível e sem interesse!
Não gostei!
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Classificação 2/7 Li, mas não me cativou
Sinopse:
Notícia de última hora: a ambiciosa produtora televisiva Becky Fuller é despedida de um programa matinal de Nova Jérsia e a sua carreira começa a parecer tão deprimente como a sua vida amorosa. Desesperadamente necessitada de um emprego, mas ainda assim cheia de um optimismo sem limites, Becky promete assentar bem os pés na terra e depara-se com uma oportunidade no Daybreak, um programa matinal que é gravado em Nova Iorque.Os péssimos níveis de audiência são apenas a ponta do icebergue: os produtores executivos raramente sobrevivem ao intervalo publicitário seguinte e as câmaras antiquadas deviam estar num museu. Prometendo ao director da cadeia televisiva que é capaz de reverter a espiral descendente, Becky faz ao lendário apresentador Mike Pomeroy uma oferta que, por contrato, ele não pode recusar. Acrescente Pomeroy com êxito à equipa, mas ele recusa-se a participar nas reportagens mais lamechas de Daybreak e em rubricas sobre celebridades, meteorologia, moda e artesanato. Além do mais, antipatiza imediatamente com a sua igualmente difícil co-apresentadora, Colleen Peck, e tempos vencedora de um concurso de beleza.A única alegria na carreira de Becky é Adam Bennett, um colega produtor maravilhoso, mas a alucinação de Daybreak vem dificultar o seu incipiente romance. À medida que a química entre Mike e Colleen no ar se torna mais explosiva a cada dia, Becky é forçada a lutar para salvar a sua vida amorosa, a sua reputação, o seu trabalho, e, finalmente o próprio Daybreak.

Passatempo - FAHRENHEIT 451

O blogue em parceria com a Europa América tem para oferecer um exemplar do livro "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury.
Uma obra que esteve esgotadíssima e que agora volta às livrarias pela editora Europa américa.
Para tentar ganhar este livro, terá de responder acertadamente a todas as questões do formulário.
Regras do passatempo:
-O passatempo começa hoje dia 5 de Março de 2011 e termina às 23.59h do dia 12 de Março de 2011;
-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;
-O vencedor será contactado via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
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Para responder às questões do formulário poderá consultar aqui
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PASSATEMPO ENCERRADO

Boa sorte aos participantes ;)

A minha opinião:
O “Diário de uma Totó”, fala-nos de uma menina chamada Nikki que tem de se adaptar à nova escola. Ora, nós sabemos que pesadelos isto traz, pois também já passámos pelo mesmo - primária, Preparatória, Secundária…

Este livro trata precisamente de todos os fantasmas pelos quais os adolescentes passam ao integrar um ciclo novo da sua vida, desde as amizades, professores e até o amor. Pequenas/ Grandes coisas que, como já referi, todos nós adultos já passámos, mas que por vezes nos esquecemos quando temos filhos adolescentes. Pois... esta é uma “amnésia” comum aos pais e adultos em geral (claro que há excepções, mas a regra parece-me mesmo ser esta :P)

O livro e a história estão muito bem conseguidos e atractivos, digo isto porquê? Porque a história é contada em forma de diário, tem imagens muito engraçadas e a narradora é a nossa “Totó” que vai escrevendo no seu pequeno diário comprado pela sua mãe (compra esta feita com as melhores intenções, mas que não foi bem aceite pela Nikki, pois preferia um telemóvel).
No referido diário constam as peripécias e aventuras da nossa personagem principal e digo-vos é muito divertido e até fez-me lembrar alguns “fantasmas” da minha própria infância / juventude.
.Só tenho a apontar um "senão" a este livro que é o uso excessivo de algumas palavras que os miúdos usam no seu dia-a-dia, mas que num livro são perfeitamente dispensáveis, exemplo de algumas são: “beca”, "bequinha", “cena”, “cotas”…
Entendo que é uma linguagem muito usado pelos adolescentes, mas será que deve constar nos livros que eles lêem?? A mim pareceram-me perfeitamente desnecessárias, mas isto é a minha opinião claro, até porque a minha filha já leu este livro, adorou e “gargalhou”…
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Classificação: Bom (atenção a minha filha -10 anos- classificaria este livro de Muito bom)
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Sinopse:
Nikki não é uma banana qualquer...
É uma totó muito especial!
Nikki tem catorze anos e como qualquer miúda dessa idade vive intensamente os "dramas" de uma adolescência atribulada: a adaptação a uma nova escola, o dia-a-dia com a irmã mais nova, os problemas com os pais e a primeira paixão. Com um registo despreocupado e ilustrações divertidas, este diário de uma adolescente é uma leitura obrigatória para todas as idades.
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Podem também ler o comentário da Rita aqui , pois foi através do blogue da Rita que fiquei a conhecer este livro :)
A revista "Os Meus Livros" do mês de Março, fez referência ao blogue http://letrasmiudas2.wordpress.com/ (onde sou colaboradora a convite do Nuno Chaves) como sendo um dos três sites do mês :)
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Um blogue direccionado para os mais pequenos e não só...
Faça-nos uma visita ;)

Linda Gillard no Destante

Leia a entrevista a Linda Gillard no Destante
na rúbrica "Escritores na Primeira Pessoa"

BTT - Cheating

A pergunta desta semana é:

Do you cheat and peek at the ends of books? (Come on, be honest.)

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Pois... é verdade, eu espreito as últimas páginas :P e às vezes a curiosidade é tanta que começo a ler no sentido inverso :( , depois fico chateada porque já sei o fim.
Sinopse:
Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à "língua dos pássaros". Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando

A minha opinião:
Palavras...
Palavras que surgem, marcam e permanecem ou ainda palavras que são vãs, que não deixam rasto e desaparecem...
A riqueza das palavras é o tema deste livro de Agualusa.
Iara, é uma jovem linguísta que todos os dias tenta captar novas palavras que surgem em artigos da net, mas que não fazem parte do dicionário. É durante esta actividade que Iara detecta algo de anormal com as palavras e tenta investigar pedindo ajuda a um amigo/professor para a resolução do inigma. Assim, viajam em busca de tal resolução e deparam-se com aventuras que levam a caminhos não estranhos, mas muito interessantes sobre a origem das palavras...
Esta não é uma leitura fácil, na minha opinião claro, às vezes o texto torna-se algo confuso, aparentemente disperso, uma leitura que requer muita atenção. No entanto é belo e apaixonante pelo tema que trata.
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Classificação: 5/7 Muito Bom
Título: Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury
Colecção: Contemporânea
Pp.: 200
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Fahrenheit 451, a temperatura a que o papel do livro se incendeia e arde…
Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos e não apagar fogos, ao contrário do que a sua profissão possa sugerir.
O sistema era simples. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos, os seus proprietários presos e executados.
O sucesso deste estado de obediência e paz social devia-se sobretudo ao cuidado com a educação. As crianças iam à escola mas não aprendiam a ler. Tudo corria bem a Montag, que nunca questionara fosse o que fosse, até conhecer uma jovem de 17 anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam ler e pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer…
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Ray Bradbury é um aclamado escritor norte-americano de contos de ficção científica. Ao longo dos anos, este prolífico autor tem visto muitas das suas histórias adaptadas ao cinema, rádio e televisão. A sua própria ligação ao mundo da sétima arte já lhe valeu a atribuição de um Emmy, um dos inúmeros prémios com que já foi agraciado.Em 1966, François Truffaut adaptou ao cinema esta obra-prima de Bradbury e aguarda-se um remake há muito anunciado.
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Título: A Paixão de Jane Eyre
Autora: Charlote Bronte
Colecção: Clássicos
Pp.: 460
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A Paixão de Jane Eyre, publicada pela primeira vez em 1847, atraiu de imediato a atenção do público da época e dividiu a crítica. Habituada às heroínas de Jane Austen, que pareciam conhecer exactamente o seu lugar no meio social, a sociedade britânica sentiu-se desconfortável com o personagem feminino criado por Charlotte Brontë: embora as acções de Jane observem o código convencional de comportamento feminino, deixam transparecer também uma poderosa declaração de independência das mulheres.
A Paixão de Jane Eyre é a história de uma órfã que vive com a sua desagradável tia e os seus nada atractivos primos. Mais tarde, colocada num asilo, Jane começa a desenvolver um espírito independente para a época e aprende que a melhor maneira de conservar o respeito próprio na adversidade é manter o autocontrolo. Esta aprendizagem servir-lhe-á para toda a vida e permitir-lhe-á repudiar noivos, ser auto-suficiente, mudar de identidade e encontrar um seu igual a nível intelectual e sexual.
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Título: Mein Kampf – História de um Livro
Autor: Antoine Vitkine
Colecção: Biblioteca das Ideias
Pp.: 216
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Uma obra que lança uma nova luz sobre a actualidade de um dos mais conhecidos e polémicos livros do mundo. Um dos livros sobre política mais vendidos em todo o mundo. Um dos livros mais terríveis alguma vez escritos. Após doze milhões de exemplares impressos na Alemanha e centenas de milhares em mais de vinte países antes de 1945, Mein Kampf é ainda hoje lido no mundo inteiro.
Mas sabe-se ao certo em que condições foi escrito e as razões pelas quais este livro teve um papel-chave no acesso de Hitler?
Se o autor expõe no livro os seus crimes vindouros, porque se ignorou semelhante alerta? Porque tentou o Führer dissimular a sua obra e, inclusivamente, publicar em França uma versão falsa do livro?
Este estudo intrigante, rigoroso e inédito acompanha o leitor da cela da prisão onde Hitler redigiu esta obra aos corredores do Governo da Baviera de hoje, de Paris antes da guerra a modernas bibliotecas turcas, contemplando ainda os meios neonazis. Mein Kampf — História de Um Livro lança uma nova luz sobre a actualidade desta obra, manifesto do nacionalismo e do extremismo.
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Antoine Vitkine (n. 1977) é jornalista e realizador de documentários. Realizou o documentário intitulado Mein Kampf, C'Était Écrit, para o canal Arte, em 2008. É também o autor de Les Nouveaux Imposteurs (2005), um livro sobre teorias da conspiração. Com Mein Kampf — História de Um Livro, esteve várias semanas em n.º 1 no top de vendas de livros de não-ficção.
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Título: Viagem Extraordinária nas Terras do Conde Drácula — Volume 2
Autor: Arthur Ténor
Colecção: Europa-América Juvenil
Pp.: 128
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Thédric Tibert, o intrépido explorador do Imaginário, volta a entrar em acção, numa demanda para libertar uma inocente das garras de um ser terrível … o tenebroso Conde Drácula. Terá de abandonar a sua tão amada Lizlide e aventurar-se nas Terras do Conde Drácula, onde sabe que a morte se esconde em cada sombra e que a noite o persegue…Será ele capaz de salvar uma jovem inocente das garras do terrível Conde Drácula?
Sairá ele vivo desta aventura cheia de perigos e demónios de dentes afiados? Conseguirá ele voltar para os braços de Lizlide?
Ou será que o Conde Drácula esconde algo mais, debaixo da sua capa negra, que irá mudar para sempre o destino do nosso herói?
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Título: Oscar Wilde e os Crimes do Vampiro
Autor: Gyles Brandreth
Colecção: Crime Perfeito
Pp.: 336
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Londres, 1890. O que começa como uma noite de diversão acaba em tragédia. Numa glamorosa recepção oferecida pelo Duque e pela Duquesa de Albemarle, toda a alta sociedade londrina se encontra presente, incluindo o Príncipe de Gales, que considera os Albemarle seus amigos próximos. Na festa, Oscar Wilde parece mais interessado num jovem actor, Rex LaSalle, que espantosamente alega ser um vampiro.
Quando os convidados estão prestes a sair, a duquesa é encontrada morta, com duas pequenas marcas no pescoço. Desesperado, tentando evitar um escândalo público, o Príncipe de Gales pede a Oscar Wilde e ao seu amigo Arthur Conan Doyle para investigarem o crime. O que eles descobrem ameaça destruir a família real… e a reputação de Oscar Wilde.
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Gyles Brandreth é escritor, locutor de rádio e antigo membro do Parlamento. As Publicações Europa-América editaram já Oscar Wilde e os Crimes à Luz das Velas, Oscar Wilde e o Jogo da Morte e Oscar Wilde e o Sorriso do Morto.
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Crítica:«Genial... Wilde ganhou vida neste novo romance vibrante e muito fiel à atmosfera da época.» Sunday Express
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«[Brandreth] não só sabe contar uma história como também tem um conhecimento tocante dos segredos do coração humano.» The Times
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Título: Cultive Alimentos no Seu Apartamento
Subtítulo: Como Cultivar os seus Próprios Alimentos em Espaços Pequenos
Autora: Maria Finn
Colecção: Saber Viver
Pp.: 200
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Certamente ficaria surpreendido se soubesse quanto um pequeno pedaço de terra consegue produzir.
Um tomate de aspecto tão delicioso que só apetece apanhá-lo e comê-lo de imediato, a fragrância das ervas aromáticas que perfumam o ar, um figo a rebentar de maduro — delícias que não são exclusivas da gente do campo. As maravilhas com que o solo nos brinda estão à mão de semear de qualquer pessoa, até do citadino mais ocupado.
Nesta obra são apresentados, passo a passo, mais de 50 projectos de cultivo em pequenos espaços, quer se tenha simplesmente um pátio, um telhado ou um parapeito de janela. Há imensas ideias por onde escolher.
Faça a sua própria colheita de vagens de baunilha num vaso dentro de casa, cogumelos num cepo na sua cozinha, uma videira no seu terraço. Incluímos ainda várias receitas e uma lista de contactos que o irão auxiliar neste projecto. Desfrute da calma e do simples prazer de cultivar os seus próprios alimentos.
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Maria Finn escreve para várias publicações de gastronomia, entre muitas outras Saveur, Gastronomica, Audubon, New York Times e Los Angeles Times. Tem um negócio na área de concepção de espaços verdes, www.prospectandrefuge.com, e uma newsletter semanal sobre horticultura em www.citydirt.net. Finn vive nos EUA, numa casa flutuante, em Sausalito e cultiva no telhado da sua casa os seus próprios alimentos em pequenos recipientes. Entre os desafios que habitualmente tem de enfrentar,

Organizar a estante com ritmo...

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