
O romance começa com a famosa frase:
“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade”
“Humbert Humbert é um professor de meia-idade e Lolita, a filha da sua senhoria, é uma jovenzinha de doze anos perturbadoramente bela e provocante. Com estes elementos foi construída a história da obsessão amorosa mais famosa do século XX, um apaixonante romance de amor que abala todas as consciências ao destapar a poderosa e “perversa” atracção que podem exercer as denominadas “ninfitas”. Este itinerário desenfreado pelas estradas da loucura e da morte que mergulha nas paixões humanas até as levar ao extremo, é também um retrato devastador dos Estados Unidos de meados dos anos cinquenta, com os seus horrores suburbanos e a sua triunfante subcultura”
O que eu achei:
Uma obra sem dúvida que polémica pelo tema em questão: pedofilia e pela forma que este é abordado no romance.
Para mim, “Lolita” foi um romance de leitura diferente. Diferente no sentido de “brincar” com o leitor a ponto de me confundir e de, por vezes, ficar sem saber o que pensar…
Comecei com uma opinião que julgava fixa e ao longo do romance fui ficando mais flexível acerca da opinião em questão. A escrita de Nabokov é genial e existe muita informação nas entrelinhas, daí que é uma leitura que requer alguma atenção
Achei o início do romance muito bom muito cativante e apelativo à leitura compulsiva, mas à maneira que o romance avançava confesso que a leitura se tornou um pouco entediante…
O romance do escritor russo Vladimir Nabokov, teve a sua primeira publicação em 1955 depois de ter sido recusado, várias vezes, por diferentes editoras. Se ainda hoje é um romance que levanta polémica, imagine-se nos anos 50.
Uma leitura muito interessante, cujo tema principal pode ser analisado por diferentes pontos de vista.
Classificação: 5/6 - Muito Bom