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Opinião: 
Depois da leitura deste livro constato que a sinopse do mesmo é péssima. É simplista e afasta o leitor. Isto, porque esta é uma narrativa que fala muito mais do que uma mera criada (como diz na sinopse) cuja patroa sente ciúmes.

Este é um livro que nos fala de uma época – sec XVII – de como os senhores eram vistos e intocáveis e de como a classe baixa se sujeitava a certos comportamentos. É também uma narrativa que nos fala de pintura - de um quadro em particular e desta arte em geral. De como esta pode ser apreciada, uma vez que reflecte essencialmente os olhos de quem a observa.

Griet é de facto uma criada (como se designava na altura) que vai atrair os ciúmes da patroa, mas Griet é também uma menina mulher com sentimentos e dúvidas como tantas outras mulheres, no entanto a sua condição social impõe-se como uma barreira na sua vida.

Ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas deduzo que não dê tanto relevo à mensagem do livro, pois esta estória está recheada de pormenores demasiado importantes cuja câmara alguma captará!

Adorei e recomendo!

Sinopse:
Na Holanda do sec XVII Griet é a filha de um pintor de azulejos protestante de Delft que perdeu a vista num acidente. Para ajudar a sua necessitada família, Griet tem de trabalhar como criada numa casa mais acomodada. Quando o pintor Jan Vermeer e a sua esposa a contratam, deixa a sua casa e começa bruscamente a vida adulta. A casa Vermeer, que alberga uma família católica com cinco filhos, a avó e uma criada mais velha, rapidamente se revela como um ambiente hostil. Catharina, a mulher de Vemeer, ficará com ciúmes de Griet, uma atractiva jovem com talento artístico, e a fiel empregada da avó começará a vigiar todos os seus movimentos.


Sobre o quadro aqui

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