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Não me convence...


Humm, não me convence...
A mim parece-me mais um livro de cozinha e parece-me também que começa a haver falta de idéias para escrever... será???
Ora vejam lá a sinopse:

Cozinha d’Amigos não é mais um livro de cozinha. É, sobretudo, um livro sobre o gosto e prazer de cozinhar, o pretexto para partilhar com os amigos, com tempo e deleite, uma refeição elaborada com tempo e com muito carinho. Traduz, neste sentido, amar e respeitar o espaço-cozinha mais do que a cozinha-culinária, propriamente dita.
Reflecte também o gosto e a filosofia de alguém que se habituou a "trabalhar" (como dizem os cozinheiros) com aquilo que Portugal tem de melhor e, às vezes, único: o peixe e o marisco, a caça e o porco, as ervas, o azeite, as batatas - e a não complicar. Neste sentido, é também um livro sobre a superioridade da cozinha natural, simples e de amigos, em relação à cozinha de autor, à "Nouvelle Cuisine" e ao "show-off" a ela associado.
Este livro é sobre tudo isto. Tem receitas, claro: do autor, dos amigos do autor, do domínio público. Mas tem, também, mais do que apenas receitas: tem o registo dos hábitos na cozinha, das teorias (porventura erradas, quem sabe?), sobre a melhor forma de grelhar um peixe, das manias e até dos estados de alma. Por estas razões, Cozinha d’Amigos, mais do que um novo livro de Miguel Sousa Tavares, é um livro que, além de grande originalidade, vai certamente proporcionar ao leitor grandes momentos de saboroso prazer.

Apesar desta sinopse estar muito bem elaborada, requintada e até "disfarçada", no fundo não consegue esconder que este É MAIS UM LIVRO DE COZINHA.


"Mas a música, para que serve a música? Não serve para nada: só para ouvir. E o que é extraordinário é que tenham sido os homens a inventar a música - eles que tanto falam e que vivem rodeados de tanto barulho, que é o som que destrói todo os outros sons da natureza"
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Esta é uma pequena história, uma história com magia e encanto.
Fala-nos de Ismael, um coelho que se deixa encantar pelos nocturnos de Chopin. Um coelho, que já não sabe viver sem esta magnífica música que o deixa ora em estado de tristeza ora de alegria.
A música e a amizade envolvem os dois amigos e a Ismael, Chopin deixa uma missão...
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Uma história engraçada para os mais pequenos que os conduz não só ao mundo da leitura e escrita, mas também ao mundo maravilho da música.
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Classificação: 4/7 Bom
“Ali estavas tu, tão nova que parecias irreal, tão feliz que era quase impossível de imaginar. Ali estavas tu, exactamente como te tinha conhecido. E o que era extraordinário é que, olhando-te, dei-me conta de que não tinhas mudado nada, nestes vinte anos: como nunca mais te vi. Ficaste assim para sempre, com aquela idade, aquela felicidade, suspensa, eterna, desde o instante que que te apontei a minha Nikon e tu ficaste exposta, sem defesa, sem segredos, sem dissimulação alguma.
Foi o terceiro dia da nossa viagem, na estrada entre Oran e Argel, Novembro de 1987.”

O que eu achei:

Achei pouco!
Li “No Teu Deserto” em pouco mais de duas horas.
Adorei!
Um “Quase Romance”, um desabafo, um amor/amizade que surgiu da partilha de uma viagem ao deserto. Onde a solidão, as dificuldades do momento, o “olhar o nada” e as estrelas são capazes de unir pessoas de uma forma invulgar e para toda a vida.
Um romance diferente de “O Equador” e de “Rio de Flores”, mas igualmente envolvente. A narrativa de Sousa Tavares é um convite àquela travessia, mergulhamos, também nós, naquela aventura, naquele deserto.

Houve uma frase que gostei em particular:

“A coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio”

Um romance a ler e reler

Classificação 5/6 – Muito Bom

Miguel Sousa Tavares, escritor nosso conhecido, do “Equador” e “Rio de Flores” romances estes que li, gostei e recomendo. Nos seus romances, a pesquisa histórica está bem presente e, por vezes, como na opinião de muitos leitores, em excesso.
Mas para além de ser conhecido pelos seus romances, também é conhecido por lançar afirmações polémicas. Deste modo, um dia destes, recebi um e-mail que tinha por título “A inútil (professora) escreveu assim a Miguel de Sousa Tavares”. Resolvi partilhar convosco, pois gostei da resposta dada, pela professora, ao nosso jornalista escritor.
Vou transcrever parte da carta (que não sei se é verídica ou não, mas circula pela net como sendo) para que o leitor não a ache exaustiva.

Então, aqui vamos:

Sobre os Professores:

"É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou
os professores os inúteis mais bem pagos deste país. (…) O que escreveu é um
atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos
e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui
aluna, logo de “inúteis”, como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de
forma diferente para estar de acordo com o sistema?


O senhor tem filhos? – a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto
de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam,
teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes
que “são os inúteis mais bem pagos do país”? Não me parece… Estudam os
seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura!
Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que
os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir (…)

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas
obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum
dos “inúteis” a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e
paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a
obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor
é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo
fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou
a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter
interiorizado essa lição! (…)É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e
que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu
clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que “os jogadores de
futebol são os inúteis mais bem pagos do país”? Alguma vez lhe ocorreu
escrever que há dirigentes desportivos que “são os inúteis” mais protegidos
do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender
mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os
advogados “são os inúteis mais bem pagos do país”? Ou os políticos? Não,
acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais
familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de
futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados.
Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha
profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos
e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do (falso) sucesso para
posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra
pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos,
“os inúteis mais bem pagos do país”, que se arvoram em salvadores da
pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha
é bem necessária antes de “escrevinhar” alarvices sobre quem dá a este
país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do
professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si,
democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina
um texto da sua sábia mãe:”Perdoai-lhes, Senhor
Porque eles sabem o que fazem”


Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos



Não sei o que acharam, mas acho que a sra professora tem razão!

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