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O meu convidado de hoje é Luís Miguel Rocha, nasceu na cidade do Porto, em 1976. Foi repórter de imagem, tradutor e guionista. Atualmente dedica-se em exclusivo à escrita.
A Mentira Sagrada é o seu quinto livro, depois de Um País Encantado (2005), O Último Papa (2006), Bala Santa (2007) e A Virgem (2009).
As suas obras estão publicadas em mais de 30 países e foi o primeiro autor português a entrar para o top do New York Times. O Último Papa, best-seller internacional, vendeu mais de meio milhão de exemplares em todo o mundo.*





É muito difícil para mim escolher um livro único. Primeiro porque tenho muitos livros favoritos. Segundo porque nunca li um livro que não gostasse. Mas regras, são regras e escolho como UM dos meus livros favoritos o "Arthur & George", de Julian Barnes. Dois mundos separados por quilómetros, duas vidas completamente diferentes e uma sociedade que passa indiferente, cruel, implacável, por cima de tudo e todos, sem parar para olhar para o lado. Para além de Arthur ser, nada mais nada menos, o criador do Sherlock Holmes, e George um desconhecido cumpridor da lei que apenas quer que o deixem viver em paz, a vida não deixa e os destinos acabam por cruzar-se. É uma pastiche de géneros, policial, thriller, romance psicológico e até sociológico que caracteriza de forma magistral a sociedade inglesa de início do século XX. Um dos melhores livros de Julian Barnes.

Luís Miguel Rocha

* informação retirada daqui

O Sentido do Fim, Julian Barnes

Opinião:
Esta obra, tem o seu início com uma recordação da juventude do nosso personagem principal. Uma lembrança que o acompanha durante toda a sua vida. O livro é composto por duas partes. A primeira, que nos dá a conhecer os seus anos de escola (liceu) e dos seus três amigos, assim como de um amor conturbado. Todo o relato, é recheado de pensamentos e acontecimentos fortes que têm por objectivo fazer com que o leitor compreenda a segunda parte da obra, na qual é feita uma reflexão sobre a sua juventude. Barnes mostra-nos como as nossas acções nos acompanham para toda a vida. E vai sempre fazendo paralelismos entre passado e presente...
É de realçar a escrita do autor, uma escrita fluída e simples, mas muito profunda na demonstração dos sentimentos. No entanto, tendo esta obra recebido o Booker Prize 2011 confesso que esperava muito mais. Gostei muito da leitura, porém as minhas expectativas eram altas e não foram atingidas!
Sinopse:
Tony Webster e a sua clique só conheceram Adrian Finn no fim do liceu. Famintos de livros e de sexo, e sem namoradas, viviam esses dias em conjunto, trocando afetações, piadas privativas, rumores, e mordacidades de todo o género. Talvez Adrian fosse mais sério do que os outros, e seria certamente mais inteligente. Mesmo assim juraram que ficariam amigos para o resto da vida. Tony está agora reformado. Teve uma carreira, um casamento e um divórcio amigável. E nunca fez nada para magoar ninguém - ou pelo menos acredita nisso. Mas a chegada da carta de uma advogada desencadeia uma série de surpresas e acontecimentos inesperados que lhe vão mostrar que a memória é afinal uma coisa altamente imperfeita O Sentido do Fim, o mais recente romance de Julian Barnes e livro recém-galardoado com o Man Booker Prize 2011 - é a história de um homem que se confronta com o seu passado mutável. Com marcas da literatura inglesa clássica - na apreciação do júri que o distinguiu - O Sentido do Fim constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa, forte, e revela a mestria de um dos maiores escritores dos nossos tempos.

Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946. É autor de mais de uma dezena de livros, alguns publicados pela Quetzal como O Papagaio de Flaubert e Nada a Temer. A sua obra está traduzida em trinta idiomas, e três dos seus romances foram finalistas do Booker Prize. Barnes foi o único escritor galardoado com o Prémio Medicis e o Prémio Femina (com O Papagaio de Flaubert). Foi ainda distinguido com o Prémio do Estado da Áustria para escritores estrangeiros e, mais recentemente, com o David Cohen Prize. O Sentido do Fim, o seu mais recente romance agora publicado pela Quetzal, acaba de receber o Man Booker Prize 2011.Julian Barnes foi casado com a agente literária Pat Kavanagh até à morte desta, em 2008, e vive em Londres.

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