O Rapaz do Pijama às Riscas

O romance de John Boyde, conta a história do Bruno, um menino de 9 anos que, um certo dia, ao chegar a casa constata que uma mudança radical iria acontecer na sua vida, no seu pequeno mundo.
O pai havia sido promovido pelo Fúria e, por este motivo, a sua família teria de se mudar para "Acho-vil" como Bruno dizia.
Aos seus olhos, toda a sua vida é deixada para trás, a sua escola, os seus amigos, a sua rua, a sua casa, o seu quarto e principalmente os seus avós, a quem era tão chegado.
Depois de já estar instalado na casa nova, Bruno observa da janela do seu quarto algo muito estranho: um campo com uma vedação de arame, onde se movimenta muita gente do sexo masculino e todos a usarem um pijama às riscas.
Na sua inocência, Bruno jamais imaginaria que naquele campo eram cometidas as maiores atrocidades de toda a história.
Um romance muito comovente, eu não esperava pelo desfecho que teve. Contudo, este desfecho levou-me a pensar no sentido metafórico das "vedações" da nossa sociedade.
Não devemos nunca subestimar as crianças em hipótese alguma, devemos sempre e de acordo com a sua faixa etária abordar e esclarecer todos os assuntos.
Uma leitura que recomendo
Classificação: 6/6 - Excelente

13 comentários:

    On 30 março, 2009 flicka disse...

    Adorei este livro e gostei muito ler a tua opinião. Concordo ao que dizes: "Não devemos nunca subestimar as crianças em hipótese alguma, devemos sempre e de acordo com a sua faixa etária abordar e esclarecer todos os assuntos."

     

    Também gostei do livro, achei que foi muito bem escrito, realmente faz a gente ver o mundo com os olhos de uma criança...
    Você assistiu o filme??

    bjs...

     
    On 30 março, 2009 Paula disse...

    Flicka:
    Uma história tocante que muito faz reflectir...

    Débora:
    Não vi ainda o filme, mas estou curiosa...

     

    Olá Paula...

    Sabia que ias adorar o livro e sabia que ias ficar "pendurada" num pequeno fio de dor pelo seu final. Não se espera um final assim... pois não? É doloroso e emocionante...

     

    Estou doida para ler este livro, está na minha lista quase infinita de livros a ler..

     

    Passando pra dizer que estou morrendo de saudades e também pra te deixar um beijo e um carinho!
    (Ainda sem net...af!)
    Beijos do tamanho do mundo pra você!

     
    On 02 abril, 2009 Janna disse...

    Oi obg pelos parabens BjOs...

     

    Gostei. Está na lista de livros por ler. rs

    Um beij.O


    Melqyahd.

     
    On 03 abril, 2009 Iceman disse...

    Olá Paula.

    Este foi das tais obras em que vi apenas o filme.

    O filme é excelente e brutalmente chocante. Achei curiosa, mas brutal, a forma como finda, dá-nos ou dá uma nova perspectiva dos Campos de Concentração.

     

    Quase que li este livro por engano ao meu filho!! Já ía a começar o segundo capítulo quando uma amiga me avisou sobre o que se tratava. Não aparecia escrito na sinopse (o próprio autor pede sigilo sobre o tema), nem tinha lido outras opiniões, por isso estava completamente "às cegas". Felizmente parei e continuei a ler o livrito só para mim. É horrível. No bom sentido, é claro. Já vi diversos tipos de abordagem ao holocausto, mas deste género assim, foi inédito para mim. Muito bom. Forte, não recomendável a leitores impressionáveis, mas muito bom.
    O filme, por outro lado, tenho a certezinha absoluta que não vou ver. Já me disseram que é horripilante e eu sou dessas pessoas impressionáveis no que diz respeito ao Holocausto.

    Boas leituras!
    :)

     

    Olá,

    Obrigada pela visita, volta sempre que desejares:).
    Eu virei mais vezes.
    Beijinhos

     
    On 08 abril, 2009 Anónimo disse...

    Ola...Paula....adorei a historia deste livro, embora ela tenha-me sido narrada por ti, por que sabes que sou um chato com a leitura, mas adorei.
    Fico agora a espera de outras historias....!!!!
    Nuno

     

    Paula,
    Acabei de assistir o filme (não costum ver o filme antes do respectivo livro, mas neste caso foi inevitável). É lindo. E forte. E brutalmente chocante. Fiquei um bom tempo parado, refletindo.
    E lembrei que tinha lido sobre o livro aqui. Imagino que o livro tenha te suscitado o mesmo tipo de reflexões, talvez ainda mais intensas.
    Abraços e dias melhores para nós todos...
    Eduardo.

     

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