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Todos os dias antes de adormecer leio sempre um pouquinho… bom… depende… por vezes empolgo-me e leio bastanteeee…

Mas tem dias… preparem-se que isto vai parecer um confessionário…e vou envergonhar-me, mas tem de ser… Por vezes, nem tive um dia muito cansativo, mas leio duas ou três páginas (e preciso fazer um grande esforço para isso) e adormeço profundamente, e no dia seguinte acontece o mesmo, e no dia a seguir e a seguir e a seguir… e torna-se um suplício ler uma página que seja de determinados livros.

Na minha opinião, isto é caso para um estudo científico profundo. Na verdade já devem ter dados sobre estes casos, mas a indústria farmacêutica não tem interesse em os divulgar.

Imaginem a seguinte conversa num consultório:
Dona Rosa: - Senhor doutor, conta-se pelos dedos de uma mão as horas que consegui dormir esta semana. Estou desesperada… já não faço nem digo coisa com coisa…
Médico: - Não se preocupe Dona Rosa, vou prescrever-lhe o “2666” do autor Roberto Bolano, duas a três páginas por dia e vai ver o bem que lhe vai fazer. E fica-lhe mais barato que um genérico.

É verdade, as críticas à obra “2666” foram muito boas, mas eu ao fim de duas a três páginas adormecia que nem um anjo e isso sucedeu-me dias a fio.Com este livro, nos dias de insónia não precisava de contar carneirinhos, nem “tomar” seja o que for para adormecer.

E a vocês?  Também vos acontece, por vezes algo assim? Se sim, qual  foi o livro?

Ou afinal eu sou um caso/ave rara??
Concordam?
Um destes dias encontrei um artigo sobre este assunto, que “achei” muito interessante e resolvi partilhar convosco.
Transcrevo aqui algumas partes. Para lerem o artigo completo passem por aqui.

 “Fomentar a leitura em qualquer idade sempre é sinónimo de enriquecimento, mas incentivar esse hábito entre os mais jovens da sociedade é uma garantia total de um futuro melhor. Uma criança que lê irá se convertendo em um adulto com ideias próprias e uma mentalidade firme, capaz de questionar o que a cerca e de compreender mais facilmente seu lugar no mundo.”

“Uma criança que lê será um adulto que pensa, porque não há um domínio maior do conhecimento do que aquele que nos oferecem os livros. Quando lemos nos nutrimos de imaginação e raciocínio que os outros depositaram em folhas em branco, e somos mais receptores quando nos abrimos: as crianças, sem preconceitos, são capazes de ler com toda a sua gama de emoções depositadas na leitura.”

Livros autografados

Tenho a confessar que sou muito “amiga” de promoções, e que geralmente só compro livros nessas alturas. Mas quando são escritores portugueses de que goste muito, não resisto e encomendo o livro ainda no pré-lançamento.

Desta vez o irresistível, foi o recente lançamento do autor João Tordo.
O livro vinha autografado e isso deu-me que pensar.

Para mim um livro autografado tem de ter um certo significado, mas este neste caso não tem significado algum.
E porquê?
Eu tenho poucos livros autografados, porque infelizmente na zona onde vivo, temos muito poucas apresentações de novos livros, e por vezes também por falta de disponibilidade minha de comparecer nesses eventos. Mas os que tenho autografados, fazem-me recordar algo com um certo carinho. Recordam uma parte da minha vida que se cruzou com aquele autor, uma tarde bem passada, rodeada por outras pessoas que partilham o mesmo interesse que eu, e o que o autor partilhou sobre o seu novo livro e por vezes dos antigos. Trazem-me uma boa lembrança. Para mim um livro autografado, com significado tem de ser assim.
Já um livro que encomendo online, que vem com um simples autógrafo, quando terminar de o ler, nunca mais me vou lembrar de tal coisa, porque por trás não tem qualquer “história”, não tem uma tarde bem passada, nem uma recordação boa com o autor.

E vocês o que acham??
Têm muitos livros autografados?  
E os que estão autografados trazem-vos boas lembranças, ou isso não tem qualquer significado para vocês?


O livro mais recente do autor João Tordo, que vinha autografado.




O "Galveias" de José Luís Peixoto. Embora não seja o livro que mais goste deste autor, vou guarda-lo sempre com carinho.




“Ás 9 no Meu Livro” da querida Sofia Castro Fernandes.



A tua biblioteca reflecte o teu gosto pessoal como leitor?

Este ano, dei por mim a olhar para os meus livros e a contar aqueles que li e que não me dizem muito. Posso até ter gostado, mas… há um “mas”…
Então, fiz uma lista de uns quantos livros e andei a trocar. Estou mais satisfeita com a minha "biblioteca", pois estou a ficar somente com aquilo de que gosto, o que agora, acho bastante importante.
É verdade que já fui mais apegada aos meus livros, tempos houve em que era incapaz de me desfazer de um livro mesmo que este não me tivesse “enchido as medidas”… hoje sinto que não quero ficar com livros na estante só porque os li! Quero ficar com aqueles que sou incapaz de me separar!

Disciplina na leitura...


Como é que vocês são no que concerne às vossas leituras?
Eu por exemplo, tenho imensos livros por ler, já não são pilhas, chegam a ser estantes!!! Tento não comprar, porém vai sendo mais forte que a minha vontade! E aos que já tenho vou sempre juntando mais um clássico, mais um livro novo que saiu e tenho a certeza de que é muito bom!
Às vezes, para tentar organizar-me, elaboro uma lista de livros a ler, por exemplo de 50 títulos (a ler durante um ano) e noto que leio uns 7 e os outros são extra-lista. Outras vezes, coloco ao lado do pc uma pilha de 6 livros a ler (como se fosse um alerta – “São estes os que vais ler!” - e volto a desrespeitar a pilha).
Há ainda situações em que estou a ler um livro e às tantas pego num da prateleira e dou por mim tão embrenhada na leitura que o outro fica esquecido e volta para a estante L

E vocês, são disciplinados em seguir listas, pilhas de livros ou mesmo respeitar a ideia de não comprar mais livros durante o resto do ano?


*imagem daqui

Viver o Personagem...



E tu, vives os personagens que lês?

Afinal o que "faz" um livro?

Depois de ter aconselhado aqui no blogue “O Diário da Nossa Paixão” de Nicholas Sparks para o dia dos namorados e de, nomeadamente, tê-lo sugerido no meio de clássicos da literatura como “Ana Karenina” ou “O Amante de Lady Chaterley”, surgiu a insatisfação (que eu respeito) de um leitor do blogue por eu ter feito tal indicação em conjunto com outros grandes livros.
O nosso amigo Argos do blogue Um Farol Chamado amizade levantou a questão “Afinal o que “faz” um livro?”.
Uma questão interessante, já abordada em outros blogues de forma diferente.
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Será que o que faz um livro é ele já ser um clássico de tal forma que quando nos debruçámos na sua leitura já vamos predispostos a classificá-lo como um excelente livro? Ou também podemos dizer que não gostamos de um clássico?
Seremos de alguma forma menos bons leitores se um clássico não nos agradar? Ou devemos dizer que gostamos apenas por ser um clássico?
Será que é o volume de páginas?
Ou por ter sido escrito por um Nobel, tem de ser à partida um excelente livro?
Ou simplesmente por reunir tudo o que nos agrada ao lermos?
O conteúdo, o enquadramento histórico, a informação nas entrelinhas?
Dependendo da altura da leitura é aquele que nos faz companhia e responde às nossas questões?
É aquele que (independentemente de ser um clássico ou não) está bem escrito, nos agrada ou toca de forma especial?
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E porque a interacção no …viajar pela leitura… é bem vinda, queiram os visitantes leitores deixar a sua opinião :)
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Imagem retirada daqui

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