D. Amélia, Isabel Stilwell
31/07/2012 by Paula
Opinião:
Este foi o primeiro livro que li da
autora e fiquei fascinada com a escrita. Stilwell apresenta-nos Amélia (aquela
que viria a ser a última rainha de Portugal) filha de Luís Filipe conde de
Paris e de Maria Isabel de Montpensier.
Desde cedo, Amélia foi educada de forma
muito diferente dos seus irmãos, uma educação exigente, digna de uma futura
rainha. Não uma futura rainha deslumbrada com jóias e poder, mas preocupada com
algo realmente importante – o povo! Neste aspecto da sua educação, o seu pai
teve um papel muito importante, pois sempre alertou-a para as necessidades do povo e para o poder que conseguem ter quando se juntam em prol de um
objectivo.
Desde cedo, Amélia viu a sua família sofrer
com o exílio, compreendeu as causas que lhe foram explicadas pelo seu
pai, com o qual tinha uma relação muito próxima. Assim, foi crescendo, bonita e
inteligente tendo uma opinião crítica em tudo o que via e ouvia. Como todas as
mulheres, sonhava casar por amor e assim acontece quando conhece Carlos (futuro
rei de Portugal). Porém, muitas divergências haviam de surgir nesta vida a
dois, pois Carlos fora educado de forma diferente, era cómodo e apreciava o
poder e o luxo (talvez influenciado pela sua mãe – Maria Pia), chegando a deixar
para segundo plano os problemas do reino.
Desde cedo que Amélia se apercebe que
Carlos não tinha sensibilidade para detectar os perigos à sua volta no que
dizia respeito ao desejo do povo: derrubar a monarquia. No entanto, as suas ideias
e intervenções nunca foram levadas a sério por Carlos, embora este gostasse de
ouvir a sua opinião sobre determinados assuntos.
Era uma mãe extremosa, educou o filho
mais velho, tal como o seu pai a educou - uma mente aberta que sabia avaliar os
acontecimentos à sua volta, tendo sempre em atenção as necessidades do povo. O
seu principal objectivo na educação de Luís Filipe, foi fazer com que o filho fosse um rei
mais atento e interactivo do que Carlos! Porém, o destino não deixou que
o seu primeiro filho reinasse…
Amélia, tinha plena consciência de que a
monarquia estava ameaçada, sentia o povo sempre descontente, mais importante
ainda, sentia o povo incoerente nos seus objectivos, um povo que um dia queria uma coisa, outro dia queria outra. Mas algo era uma constante - a queda da monarquia!
Foi uma leitura que me agradou bastante! Recomendo!

