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Mayada - Filha do Iraque

Sinopse: "Mayada Al-Askari nasceu numa poderosa família iraquiana, num meio onde primavam a riqueza, a educação e o orgulho na herança cultural dos seus antepassados. Os seus avós eram ambos tidos como heróis: um deles lutara ao lado de Lawrence da Arábia, o outro era considerado o primeiro verdadeiro nacionalista árabe. O tio fora primeiro-ministro durante quase quarenta anos e a sua mãe desempenhara um importante papel no mundo da política. Mas quando o impensável aconteceu - a tomada do poder por Saddam Hussein - Mayada deu por si sozinha em Bagdad, divorciada, com dois filhos e rendimentos que mal lhe garantiam a subsistência. Longe iam os dias em que a sua vida era feita de privilégios e espontaneidade; no seu lugar estavam agora um mundo de brutalidade e medo, que culminará numa manhã de Agosto, em 1999, quando é sumariamente presa e levada para a famosa prisão de Baladiyat, falsamente acusada de imprimir propaganda antigovernamental. É então, encarcerada numa minúscula e imunda cela, juntamente com mais dezassete "mulheres-sombra", isolada do mundo e proibida de receber visitas."*
O que eu achei...
Uma história que desperta vários sentimentos no leitor e que revela as atrocidades que foram praticadas por um dos regimes mais cruéis da História, assim como, o modo de vida do seu ditador e sua família.
8/10
"Mayada (...) sentiu a dor de Samara tão nitidamente como se tivesse sido ao seu próprio corpo que os guardas tinham infligido queimaduras de cigarros, pontapés no ventre e choques eléctricos. Enquanto fitava o rosto angustiado da companheira de cela, vieram-lhe à memória, saídos da cultura do seu passado, excertos de um poema á muito esquecido do inglês Thomas Gray:
.
A cada um o seu sofrimento.
Todos são homens condenados
A gemer por igual.
A compaixão pela dor alheia,
O esquecimento da própria.
Porque haviam de conhecer o seu destino,
Se a tristeza nunca vem demasiado tarde,
E a felicidade se desvanece tão rapidamente"*
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*in Mayada - Filha do Iraque, Jean Sasson

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