Mostrar mensagens com a etiqueta David Machado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta David Machado. Mostrar todas as mensagens

Sinopse:

O que acontece quando um grande contador de histórias e um grande ilustrador se juntam? Uma história para sempre. "Eu Acredito" é um livro sobre a magia e o encanto de ser criança. Um menino que transforma as suas dúvidas em certezas e nos devolve a todos a esperança e a beleza da infância.


Opinião:
Eu Acredito”, é uma história que transmite a ternura, o encanto e a inocência de uma criança.
A personagem principal é um menino que relata o que vê e as suas ideias com fantasia e imaginação, e que acredita que realmente tudo é dessa forma. Por exemplo: "ele acredita que à noite, para adormecer, os carneiros contam pessoas".
Na contracapa do livro colocam uma pequena questão, ao pequeno leitor : “E tu, acreditas?”.

Este livro fez-me lembrar, um pequeno episódio do meu filho, com os seus  4 anos. Uma noite passamos  ao lado de uma central termoeléctrica a carvão, e  ao ver imenso vapor a sair das grandes chaminés, explicou à amiguinha que ia a seu lado, que aquele vapor era de um grande cozinhado, que um cozinheiro estava a fazer num grande fogão.  E era o que ele acreditava… as crianças têm sempre explicações engraçadas e cheias de imaginação para tudo, e o menino desta história é assim.

Recomendo…


Sinopse
Em Histórias Possíveis, David Machado apresenta dezasseis contos onde tudo se passa no limiar da realidade. Há o caso do maestro que escuta sinfonias inteiras no andamento do metropolitano de Lisboa, a desventura do noctívago esfaqueado que recorre aos serviços de uma costureira para lhe fechar a ferida na barriga, o idílio fatal de uma octogenária penitente ao provar sem querer uma barra de chocolate, a angústia de um brasileiro perdido durante uma semana nos corredores intermináveis do hospital para onde vai curar uma dor de dentes, ou o relato da vida de um vagabundo que subitamente salta para a ribalta do mundo por causa dos seus dotes de violinista. Transversal a todas as histórias deste livro é a voz que os conta. Cada conto tem o seu próprio narrador, mas em todos este não é mais do que mera testemunha que nunca chega a participar na acção.



Opinião
Conheço o autor desde que li o seu "Deixem Falar as Pedras" (2011), mas deu-se em mim um clique brutal  - como o impacto de um grande pedregulho na testa - em "Índice Médio de Felicidade" (2013).
Após a leitura desses dois livros, havia muito tempo que eu desejava colocar estes dois olhitos em cima de "Histórias Possíveis", publicado em 2008, pela Editorial Presença. Entretanto o autor publicou alguma literatura infantil, mas o que eu queria mesmo era espreitar este livro que foi, afinal, a génese das obras destinadas ao público adulto.
Nesta série de contos bastante curtos vê-se muito daquela que julgo ser a essência de David Machado, um autor moderno, de possíveis e impossíveis, de histórias transversais, sem tempo nem memórias nem remorsos. É um autor de mundos solitários, de raízes soltas em terrenos desconhecidos.
Em "Histórias Possíveis" não se vê, nem se podia ver, o escritor maduro, feito e confiante de "Índice Médio de Felicidade", mas podemos constatar o seu nascimento, aquilo em que ele se baseia para poder ser, na minha opinião, um dos melhores autores portugueses contemporâneos.

O livro aqui na editora

Não sei se sabem, mas acho que o David Machado é um autor brilhante. Quando li "Deixem Falar as Pedras" fiquei com uma impressão muito positiva. No entanto, quando conheci o "Índice Médio de Felicidade" fiquei absolutamente rendido. De tal modo que ficou em segundo lugar no meu TOP10 do ano anterior, apenas superado pelo livro do Jonathan Coe acerca da sua incrível personagem Maxwell Sim. Mas vocês sabem que o Coe é, para mim, insuperável. 
Em Abril deste ano o David Machado foi um dos vencedores do Prémio da União Europeia para a Literatura, um galardão certamente merecido. 
Agora apeteceu-me espreitar um livro seu publicado há 7 anos, pela Editorial Presença. Vamos ver como será...


Sinopse
Em Histórias Possíveis, David Machado apresenta dezasseis contos onde tudo se passa no limiar da realidade. Há o caso do maestro que escuta sinfonias inteiras no andamento do metropolitano de Lisboa, a desventura do noctívago esfaqueado que recorre aos serviços de uma costureira para lhe fechar a ferida na barriga, o idílio fatal de uma octogenária penitente ao provar sem querer uma barra de chocolate, a angústia de um brasileiro perdido durante uma semana nos corredores intermináveis do hospital para onde vai curar uma dor de dentes, ou o relato da vida de um vagabundo que subitamente salta para a ribalta do mundo por causa dos seus dotes de violinista. Transversal a todas as histórias deste livro é a voz que os conta. Cada conto tem o seu próprio narrador, mas em todos este não é mais do que mera testemunha que nunca chega a participar na acção.
Sinopse
Daniel tinha um plano, uma espécie de diário do futuro, escrito num caderno. Às vezes voltava atrás para corrigir pequenas coisas, mas, ainda assim, a vida parecia fácil - e a felicidade também. De repente, porém, tudo se complicou: Portugal entrou em colapso e Daniel perdeu o emprego, deixando de poder pagar a prestação da casa; a mulher, também desempregada, foi-se embora com os filhos à procura de melhores oportunidades; os seus dois melhores amigos encontram-se ausentes: um, Xavier, está trancado em casa há doze anos, obcecado com as estatísticas e profundamente deprimido com o facto de o site que criaram para as pessoas se entreajudarem se ter revelado um completo fracasso; o outro, Almodôvar, foi preso numa tentativa desesperada de remendar a vida. Quando pensa nos seus filhos e no filho de Almodôvar, Daniel procura perceber que tipo de esperança resta às gerações que se lhe seguem. E não quer desistir. Apesar dos escombros em que se transformou a sua vida, a sua vontade de refazer tudo parece inabalável. Porque, sem futuro, o presente não faz sentido.
Índice Médio de Felicidade é um romance admirável e extremamente actual sobre um optimista que luta até ao fim pela sua vida e pela felicidade daqueles que ama. Dramático e realista, mas com momentos hilariantes, confirma o talento de David Machado como um dos melhores ficcionistas da sua geração.




Opinião da Paula
Esperança! Esta é a palavra chave deste livro! Daniel, Xavier e Almodôvar, são três amigos aos quais o destino trama o imprevisível! De uma vida estável, passam para uma vida agitada, onde o desemprego se instala e consequentemente a crise financeira. Almodôvar desiste, o Xavier permanece apático e o Daniel luta. Luta como se não houvesse amanhã. Mas não luta só por si, luta por todos, por todos os que necessitam de ajuda mesmo que isto queira dizer: prejudicar-se em prol do outro.
Daniel é o símbolo do optimismo, da esperança, da força de vencer. Daniel é a vida que insiste fazer-se sentir a cada minuto perante as inúmeras dificuldades que se impõem à sua passagem.
Uma obra a ser lida por todos ou por muitos! Uma obra que nos remete para a actualidade deste mundo em que vivemos.
Gostei, aconselho sem reservas!

Opinião do Vasco
Genial. Fatídico. Empolgante.
Um grande livro do David Machado. É assim que o considero. Na verdade, o “Índice Médio de Felicidade” acabou por ser uma das leituras que mais gozo me deu nos últimos meses. É um livro que tem tudo, parecendo não ter nada, da mesma forma que o protagonista tenta dar tudo, parecendo não receber nada.
O autor criou aqui uma história de todos e de ninguém. De todos, porque nos traz uma realidade presente ao virar de cada esquina. De ninguém, porque dificilmente alguém passaria as situações que a personagem principal teve de passar.
Trata-se de um livro que desafia a humanidade dos homens, o azar do acaso, a segurança – ou falta dela – dos passos dados pelos membros integrantes de uma sociedade cada vez mais instável, o sentido de levar uma vida como todos a levam, a vontade de desistir após cair. Na realidade, esta narrativa desafia o sentido das coisas, de todas as coisas; desafia também, e principalmente, o sentido daquilo a que chamamos felicidade, embora esta não tenha o mesmo significado para todos.
A obra em si é brilhante. O tema, e a forma como é desenvolvido, revela-se original e arrojado. A narração é de uma intensidade ímpar.
Resta-me deixar uma última indicação. A forma como o texto está exposto, num registo de revolta permanente do protagonista, deixou-me absolutamente maravilhado.
É caso para dizer: mas que livro!

Datas que lembram livros...

Foi a 23 de Abril de 1936 que foi inaugurado oficialmente o Campo Penal do Tarrafal. 'Penal' foi o nome atribuído oficialmente, se bem que a maioria dos entendidos prefere substituir esse termo por 'Concentração'. Campo de Concentração do Tarrafal, ainda assim, uma designação mais simpática do que Campo da Morte Lenta, como muitos lhe chamavam.
Situado na Ilha de Santiago, Cabo Verde, o complexo era basicamente um local onde eram aprisionados os opositores do governo de português.
37 pessoas morreram entre o período em que a prisão operou, entre 1936 e 1954.
A "frigideira" era o castigo mais temido, um paralelepípedo feito de cimento sujeito à exposição solar da região, sem que os prisioneiros pudessem de lá sair. Durante largos dias permaneciam dessa forma...
Nicolau Manuel também passou por lá. Este é um dos episódios vividos por uma das três personagens principais de "Deixem Falar as Pedras", de David Machado, um livro que incide sobre três gerações de uma família, todas elas, directa ou indirectamente, ligadas com a ditadura que no país imperou.
Trata-se de um romance que nos mostra quão doloroso pode ser o dia-a-dia quando o passado não nos deixa seguir em frente e quão ingrato se revela uma vida onde a loucura se confunde com uma realidade demasiado dura para que seja vista como aquilo que na verdade é.

A Mala Assombrada - David Machado

Opinião:
Mais um livro muito interessante para a malta jovem, onde o medo/ aventura prevalecem, afinal faz parte do crescimento estes dois estágios...
“A Mala Assombrada” de David Machado, fala-nos de dois irmãos traquinas, um com nove anos, o outro com 5 anos. O engraçado, é que o mais novo não tem medo de nada, o mais velho assusta-se com tudo.
Ao sair da escola e ao passar pela velha mansão, o menino mais velho, vê uma mala de aspecto assustador em cima do muro e decide levar o objecto para casa para dar um valente susto ao irmão. No entanto, o feitiço vira-se contra o feiticeiro, pois o irmão não tem medo de nada e ainda diverte-se com a mala…
Para os mais novos, esta é uma leitura engraçada, pois para além da história que diverte e faz rir, contendo aventura e suspense, tem uma lição a adquirir por parte do pequeno leitor. A linguagem simples e directa, é também atractiva assim como as ilustrações fantásticas de João M. P. Lemos.

O livro aqui na editora

Blogger Templates by Blog Forum