Chagamo-nos

Pelas duas da manhã enfiei a mão onde não devia. O meu coração partiu-se em dois e depois em mil bocados.
E gritei:

Afinal tu não és madeirense como uma madeirense pode ser. És madeirense como só um madeirense pode ser. Tens mais pêlos do que devias, a voz mais grossa do que é habitual e várias cicatrizes que não podem ser consequência da queda de um penhasco como disseste. Oh meu amor. Como te amaria se a minha vista não me traísse. Agora que a razão me indicou o caminho, sei-o. Mas madeiro-te na mesma porque me ensinaste a madeirar. Madeiro-te agora e sempre, sejas madeireira ou madeireiro. Porque doravante eu sou, também, madeirense. Somos ambos madeireiros.

5 comentários:

    On 11 junho, 2015 Aida Silva disse...

    Oh pa....muito bom!
    A Paula falou e isto descambou :D

     
    On 11 junho, 2015 Paula disse...

    Tenho de falar mais vezes!!!

     

    Lindo :)
    Aqui fica a minha homenagem aos madeireiros do Viajar :)
    https://www.youtube.com/watch?v=mL7n5mEmXJo

     
    On 12 junho, 2015 Vasco disse...

    AHAHAH! Em grande, Manuel!

     
    On 12 junho, 2015 Vasco disse...

    Oh Aida, isto descambaria muito mais. Só que eu sou um gajo reservado.

     

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