Opinião:
“A casa de papel” conta uma história extraordinária sobre a literatura, os livros e as excentricidades dos amantes deste objecto tão querido. Também nos relata tudo o que um apaixonado pelos livros é capaz de fazer… a loucura de construir uma casa de papel.
Bluma Lennon, professora universitária, é vítima de um acidente enquanto lia um poema de Emily Dickinson, há a ideia de que os livros traçam, mudam o destino dos seus leitores. Após a sua morte, o colega que ocupa o seu lugar, recebe um envelope dirigido a Bluma que contem um exemplar do livro de Joseph Conrad “O Limiar da Sombra”. No entanto, este exemplar tem a capa e a contra capa cheias de cimento. O cimento solta-se como que a pedir ajuda, amparo, consolo perto de quem o ama…
Assim, o nosso personagem embarca numa viagem que se destina a devolver o livro ao seu remetente, uma vez que é impossível fazê-lo chegar ao seu destinatário. Mas esta viagem tem também por objectivo conhecer a razão da existência daquele cimento no livro, a história que se esconde naquela argamassa… É esta viagem que nos faz deslumbrar pelo mundo dos livros e na qual somos capazes de nos identificar em vários aspectos…
O amor pelos livros, está neste livro, de tal forma explícito, que sofremos com os personagens os seus medos, as angustias e as suas decisões!
Este é um livro de poucas páginas, mas com uma sabedoria e emotividade infinita!
Inevitavelmente, o meu exemplar ficou todo sublinhado e cheio de anotações. Sobre este acto de sublinhar e escrever nos livros, há uma frase que transmite a seguinte ideia: ler um livro é como ter uma relação amorosa, sublinhar e escrever nele é atingir o auge do prazer!

Um livro a reler muitas outras vezes! Aconselho!

Sinopse:
Os livros mudam o destino das pessoas: Hemingway incutiu em muitos o seu famoso espírito aventureiro; os intrépidos mosqueteiros de Dumas abalaram as vidas emocionais de um sem-número de leitores; Demian, de Hermann Hesse, apresentou o hinduísmo a milhares de jovens; muitos outros foram arrancados às malhas do suicídio por um vulgar livro de cozinha. Bluma Lennon foi uma das vítimas da Literatura.
Na Primavera de 1998, Bluma, uma lindíssima professora de Cambridge, acaba de comprar um livro de poemas de Emily Dickinson quando é atropelada. Após a sua morte, um colega e ex-amante recebe um exemplar de A Linha da Sombra, de Joseph Conrad, em que Bluma escrevera uma misteriosa dedicatória. Intrigado, parte numa busca que o leva a Buenos Aires com o objectivo de procurar pistas sobre a identidade e o destino de um obscuro mas dedicado bibliófilo e a sua intrigante ligação com Bluma. A Casa de Papel é um romance excepcional sobre o amor desmesurado pelas bibliotecas e pela literatura. Uma envolvente intriga policial e metafísica que envolve o leitor numa viagem de descoberta e deslumbramento perante os estranhos vínculos entre a realidade e a ficção.
 
Classificação: 6/7 Excelente

3 comentários:

    On 09 abril, 2011 Anónimo disse...

    Esse livro é um encanto.

    Isabel

     

    É um livrinho fabuloso. Eu adorei. Lembro-me de ter ficado até decepcionado porque acabou depressa :)

     
    On 10 abril, 2011 Paula disse...

    Isabel,
    É isto mesmo, um encanto, adorei aquela pequena grande história.

    Manuel,
    Também eu fiquei Manuel :)

     

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