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Sinopse: "Esta é a história de Zorbas, um gato grande, preto e gordo. Um dia, uma famosa gaivota apanhada por uma maré negra de petróleo deixa ao cuidado dele, momentos antes de morrer, o ovo que acabara de pôr.
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Zorbas, que é um gato de palavra, cumprirá as duas promessas que nesse momento dramático lhe é obrigado a fazer: não só criará a pequena gaivota, como também a ensinará a voar. Tudo isto com a ajuda dos seus amigos Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, dado que, como se verá, a tarefa não é fácil, sobretudo para um bando de gatos mais habituados a fazer frente à vida dura de um porto como o de Hamburgo do que fazer de pais de uma cria de gaivota...
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Com a graça de uma fábula e a força de uma párábola, Luis Sepúlveda oferece-nos neste seu livro já clássico uma mensagem de esperança de altíssimo valor literário e poético"
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A minha opinião:
Este é um livro que se lê rápido e com um sorriso nos lábios do início ao fim da história.
Uma história que se pode pensar ser somente para crianças, mas que é, na minha opinião, também para os adultos. Pois, através desta magnífica fábula em que interagem gaivotas, gatos e humanos, Sepúlveda consegue transmitir um leque diversificado de mensagens importantes: como a importância e a força da amizade; o respeito pela diferença do outro enaltecendo as suas qualidades; a bondade; as consequências das acções do homem no meio ambiente; a importância da vontade inata para a concretização de um objectivo; os livros e a sua sabedoria. Mas o autor do livro não se fica por aqui, faz também referência a Leonardo Da Vinci e à sua famosa "máquina de voar"; o som das quatro estações de Vivaldi também se faz ouvir neste delicioso livrinho, assim como há também uma bonita referência aos poetas como sendo humanos diferentes ou melhor: sensíveis.
Luis Sepúlveda termina esta fábula com chave de ouro dizendo pela voz da personagem Zorbas: "Só voa quem se atreve a fazê-lo"
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Classificação: 6/7 - Excelente

6 comentários:

    On 17 março, 2010 Kelita disse...

    Boa noite,
    Foi com prazer que constatei que mais adultos, para além de mim, se estão a entregar à descoberta deste pequeno/grande livro. Li-o o mês passado e escrevi, também, sobre ele no meu blog. Poderá comparar as nossas opiniões em http://notadepagina.blogspot.com/2010/02/historia-de-uma-gaivota-e-do-gato-que.html

     
    On 17 março, 2010 Paula disse...

    Kelita,
    Sim, uma história dirigida a todo o público, aos grandes e aos pequenotes.
    Gostei de visitar o teu blogue, não conhecia :)
    Um abraço

     

    Ora aqui está uma excelente ideia. Não fazia ideia do que ia começar hoje a ler e... voilá!
    A julgar pelo teu comentário desconfio que vou lê-lo num ápice.
    Obrigado pela sugestão.

     
    On 17 março, 2010 Paula disse...

    Manuel
    Um livro lindo e que aconselho a todos :)

     
    On 17 março, 2010 Rita disse...

    Olá,

    Estou de acordo com tudo o que comentaste sobre o livro.
    É uma história de que nunca me vou esquecer porque é muito bonita e também porque, como tu disseste, acaba-se com um sorriso e/ou com uma lágrima no olho(ou mais).

    Rita

     
    On 17 março, 2010 Paula disse...

    Rita,
    Realmente é emocionante o fim, é lindo e poético o livro.
    Um beijinho

     

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