FELIZ 2009



O cântico de Natal fala-nos sobre um personagem- Scrooge- que é um homem avarento que detesta o Natal. Então, este é visitado por três espíritos : O Espírito do Natal Passado, o Espírito do Natal Presente e o Espírito do Natal Futuro. Após estas visitas, Scrooge muda de atitude...


Este grande Clássico de Charles Dickens "A Christmas Carol" foi escrito com o intuito deste saldar dívidas, mas rapidamente tornou-se num sucesso e consequentemente num clássico.

Presentemente, o personagem mais conhecido inspirado neste conto é o tio patinhas (uncle Scrooge).


Homens que são como lugares mal situados


Homens que são como lugares mal situados
Homens que são como casas saqueadas
Que são como sítios fora dos mapas
Como pedras fora do chão
Como crianças órfãs
Homens sem fuso horário
Homens agitados sem bússola onde repousem
Homens que são como fronteiras invadidas
Que são como caminhos barricados
Homens que querem passar pelos atalhos sufocados
Homens sulfatados por todos os destinos Desempregados das suas vidas
Homens que são como a negação das estratégias
Que são como os esconderijos dos contrabandistas
Homens encarcerados abrindo-se com facas
Homens que são como danos irreparáveis
Homens que são sobreviventes vivos
Homens que são como sítios desviados Do lugar

Daniel Faria

*

Men who are like places in the wrong place

Men who are like places in the wrong place
Men who are like plundered houses
Like locations not on maps
Like stones not on the ground
Like orphaned children
Men without a time zone Agitated men with no compass to rest on
Men who are like violated borders
Like barricaded roads
Men who are drawn to choked pathways
Men spattered by all destinies Laid off from their lives
Men who are like the negation of strategies
Like the hiding-places of smugglers Incarcerated men opening themselves with knives
Men who are like irreparable damage
Men who are barely living survivors
Men who are like places wrenched
Out of place

EROS E PSIQUE

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino -
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.


Fernando Pessoa

NATAL

Natal. Na província neva.
Nos lares aconchegados
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Por isso tenho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei

Fernando Pessoa

Esta magnífica Capela, que fica situada na Lagoa das Furnas em S. Miguel é a Capela de Nossa Sra das Vitórias.

Foi mandada construir por José do Canto em consequência de uma promessa feita a Nossa Sra das Vitórias, por ocasião da saúde de sua esposa encontrar-se debilitada.

A Capela, é de estilo neo-gótico, inspirada nas grandes catedrais europeias.

Existem poucas palavras ou mesmo nenhumas, aquelas que podem descrever um passeio pelas margens desta lagoa, tendo como pano de fundo a capela e toda a natureza em seu redor.

A História do Pai Natal


"Lendário distribuidor de prendas do Natal, um homem gorducho de farta barba branca trajado de um fato vermelho com orlas brancas, e conduzindo pelo espaço um trenó puxado por oito renas carregado de brinquedos. O Pai Natal ( também chamado St Nicholas, St Nick ou Santa Claus), assim reza a história, visita todas as casas na noite de Natal descendo pela chaminé para deixar presentes na árvore, peúgas ou sapatos de todas as crianças bem comportadas. Embora esta imagem que nos é familiar do Pai Natal tenha sido introduzida nos Estados Unidos a partir da Holanda no século XVII, e em Inglaterra a partir da Alemanha no meio do século XIX, as suas raízes remontam ao antigo folclore Europeu e influenciaram as celebrações do Natal no mundo inteiro.
St Nicholas foi um bispo da Ásia Menor do século IV referenciado precocemente quanto às lendas de Natal por salvar marinheiros das tempestades, defender crianças e oferecer generosas prendas aos mais pobres. Embora muitas das “histórias” de Nicholas sejam de autenticidade duvidosa ( como entregar um saco de ouro deixando-o cair pela chaminé ) o que é certo é que a lenda correu a Europa dando-lhe um papel de tradicional “ dador“ de prendas.
O dia de St Nicholas, em que se recebiam as prendas, era originalmente celebrado a 6 de Dezembro mas, depois da Reforma, os protestantes Germânicos deram especial ênfase ao Christkindl (Menino Jesus) como sendo o “dador de prendas” no dia da Sua própria festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de Nicholas prevaleceu ficou colada ao próprio Natal. ( Em 1969 por a vida do Santo estar escassamente documentada, o Papa Paulo VI ordenou que a festa de St Nicholas fosse retirada do calendário oficial Católico Romano. )
Outros “dadores de prendas” de Natal no folclore Europeu como o Père Nöel em França, Julenisse na Escandinávia, Father Christmas em Inglaterra e o nosso Pai Natal estão tenuamente relacionados com St Nicholas.
Todos os anos na época do Natal em muitos lugares do mundo, anúncios, cartões de boas festas, decorações sazonais e a presença de pessoas vestidas de Pai Natal documentam a lenda moderna de Santa Claus (Pai Natal). Crianças de todo o mundo escrevem cartas ao Pai Natal e na noite de Natal, algumas, deixam-lhe comida e bebida para uma rápida merenda a quando da sua passagem"ª

Aqui fica a história do Pai Natal e os votos de boas festas, a todos os leitores, nesta quadra Natalícia...


O romance de Susanna Clarke, Jonahan Strange e o Sr. Norel, é um romance rico em pormenores. Clarke levou 10 anos a escrevê-lo. Devido a toda a magia presente no livro, chamaram-no o "Harry Potter" para adultos.

Li e adorei. Somos levados a Inglaterra e à sua "magia" até então adormecida. Pois, já não se praticava magia em Inglaterra, apenas se falava sobre ela e quando o faziam já ninguém tinha paciência para ouvir. " Há alguns anos, na cidade de York, existia uma sociedade de magos. Reuniam-se na terceira quarta-feira de cada mês e liam uns aos outros trabalhos longos e maçadores sobre a história da magia inglesa" até que chega a Yorksire um mago praticante e tudo mudará.

Somos também confrontados com as guerras Napoleónicas "Por volta das onze e meia da manhã seguinte, os canhões franceses começaram a disparar e a artilharia aliada respondeu. O ar límpido de Verão entre os dois exércitos encheu-se com cortinas esvoaçantes de fumo negro acre (...) Napoleão Bonaparte sabia melhor que ninguém como alinhar os seus soldados de modo a aterrorizarem o seu inimigo".

Um romance que nos prende pelas suas personagens, feitiços, magia (estátuas que falam, salões assombrados, sinos que tocam e só determinadas pessoas ouvem, pessoas resuscitadas, elfos que aparecem do nada) e, sobretudo, pela interacção entre Norrell e Strange. O que era no início amizade, uma relação de mestre e discípulo, cujas magias maravilharam novamente Inglaterra, torna-se rivalidade porque Strange põe em causa tudo o que Norrell lhe ensinou.


As citações foram retiradas do romance Jonathan Strange e o Sr. Norrel de Sussana Clarke

BIRD OR BEAST?


Did any bird come fliyng
After Adam and Eve,
When the door was shut against them
And they sat down to grieve?

I tink not Eve's peacock
Splendid to see,
and I think not Adam's eagle;
but a dove may be.
Did any beast come pushing
Tro' the thorny hedge
Into the thorny thistly world
Out from Eden's edge?

I think not a lion
Tho's his strength is such;
But an innocent loving lamb
May have done as much.

If the dove preached from her bough
and the lamb from his sod,
The lamb and the dove
Were preachers sent from God.

Christina Georgina Rossetti (1830-1894)

Mother, is this the darkness of the end,
The shadow of Death? and is that outer sea
Infinite imminent Eternity?
And does the death-pang by man's seed sustain'd
In time's each instant cause thy face to bend
Its silent prayer upon the Son, While he
Blesses the dead with his hand silently
To his long wich hours no moe offend?

Mother of grace, the pass is difficult
Keen as theses rocks, and bewildered souls
Throng it like echoes, blindly shuddering through.
Thy name, O Lord, each spirit's voice extols,
whose peace abides in the dark avenue
Amid the bitterness of things occult.
John Ruskin e Dante Gabriel Rosseti, in Os Pré-Rafaelistas, Antologia Poética, Assírio e Alvim



According to the legend the shepherd and the princess shed their tears originating the two lakes...

Existe uma lenda que nos fala do antigo reino das Sete cidades, cujos Reis tinham uma filha. Essa menina amava a vida campestre, adorava contemplar os montes e os vales. Certo dia, encontrou um jovem pastor de quem ficou enamorada, juraram amor e afeição mútua. Mas a Princesa tinha o destino marcado com um Príncipe, herdeiro de outro reino. Havia, pois que suspender o devaneio com o pastor. Assim, foi a Princesa proibida de se encontrar com ele, embora lhe consentissem a despedida. Mas, ao encontrarem-se pela última vez, choraram tanto, tanto, que aos seus pés se formaram duas lagoas: uma azul (que teve origem nas lágrimas derramadas dos olhos azuis da linda Princesa)e outra verde (das lágrimas caídas dos olhos verdes do jovem pastor). Os dois amados separaram-se para todo o sempre, mas deixaram-nos uma das mais bela lagoas da ilha de S. Miguel - A Lagoa das Sete Cidades...

A CONCHA


A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.

Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.

E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.

A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.


Vitorino Nemésio

AUTOPSICOGRAFIA


"O poeta é um fingidor.
finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que ele não tem.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
que se chama coração."

Fernando Pessoa


Realmente, quando se lê um poema sentimos a nossa dor, a nossa alegria, e não a do poeta que escreveu. Por isso, como diz Mário Jiménez no romance "O Carteiro de Pablo Neruda" O poema é de quem lê, não de quem escreve.

TWO RED ROSES ACROSS THE MOON




"There was a lady lived in a hall,
Large of eyes and slim and tall;
And ever she sang from noon to noon,
Two red roses across the moon.

There was a knignt came riding by
In early spring, when the roads were dry;
And he heard that lady sing at the noon,
Two red roses across he moon

Yet none the more he stopped at all,
But he rode a-gallop past the hall;
And left that lady singing at noon
Two red roses across the moon.
Because, forsooth, the battle was set,
and the sacarlet and gold had got to be met,
He rode on the spur till the next warm noon;
Two red roses across the moon.


But the battle was scattered from hill to hill,
From the windmill to the watermill;
And he said to himself, as it neared the noon,
Two red roses across the moon.

You scarce could see for the scarlet and blue
A golden helm or a golden shoe;
So he cried, as the fight grew thick at the noon,
Two red roses across the moon.

Verily then the gold bore though
The huddled spears of the scarlet and blue;
And they cried, as they cut them down at the noon,
Two red roses across the moon.

I trow stopped when he rode again
By the hall, though draggled sore with the rain;
And his lips were pinched to kiss at the noon
Two red roses across the moon."

William Moris in Os Pré-Rafaelistas Antologia Poética

Neste livro “Revolucione a Sua Qualidade de Vida, Navegando nas Águas da emoção” Augusto Cury mostra-nos como nos dias de hoje “somos encorajados a tratar do aspecto financeiro e material da nossa vida, mas descuramos vergonhosamente a nossa qualidade de vida emocional e intelectual. Não aprendemos a proteger as nossas emoções e a gerir os nossos pensamentos por forma a sermos felizes, serenos, lúcidos e autónomos. Não sabemos lidar com o medo, a insegurança, a ansiedade e a solidão, preferindo reprimi-los. Esquecemo-nos de cultivar hábitos e virtudes que fazem com que a vida valha a pena ser vivida e, sobretudo, possa ser gozada”ª
Ao longo de todo o livro, Cury explica-nos a “raiz” dos nossos medos e receios, nomeadamente o medo da barata insecto que tem origem na barata “psicológica”. Essa leitura, ajuda-nos sobretudo a reeditar memórias, a contornar erros durante a educação dos nossos filhos e a ter coragem para procurar novos desafios, quando no nosso labirinto (vida/trabalho) a porção de queijo (objectivos) chega ao fim!
Sem dúvida que um livro a ler! Recomendo!


ª in Augusto Cury Revolucione a sua qualidade de vida, navegando nas águas da emoção - Editora Pergaminho



8 de Dezembro, feriado em Portugal – Nossa Senhora da Conceição Padroeira do Reino de Portugal

“Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646 declarou el-rei D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Não foi D. João IV o primeiro monarca português que colocou o reino sob a protecção. da Virgem, apenas tornou permanente uma devoção, a que os nossos reis se acolheram algumas vezes em momentos críticos para a pátria. D. João I punha nas portas da capital a inscrição louvando a Virgem, e erigia o convento da Batalha a Nossa Senhora, como o seu esforçado companheiro D. Nuno Álvares Pereira levantava a Santa Maria o convento do Carmo. Foi por provisão de 25 de Março do referido ano de 1646 que se mandou tomar por padroeira do reino Nossa Senhora da Conceição. Comemorando este facto cunharam-se umas medalhas de ouro de 22 quilates, com o peso de 12 oitavas, e outras semelhantes mas de prata, com o peso de uma onça, as quais foram depois admitidas por lei como moedas correntes, as de ouro por 12$000 réis e as de prata por 600 réis. Segundo diz Lopes Fernandes, na sua Memoria das medalhas, etc., consta do registo da Casa da Moeda de Lisboa, liv. 1, pag. 256, v. que António Routier foi mandado vir de França, trazendo um engenho para lavrar as ditas medalhas, as quais se tornaram excessivamente raras, e as que aquele autor numismata viu cunhadas foram as reproduzidas na mesma Casa da Moeda no tempo de D. Pedro II. Acham-se também estampadas na Historia Genealógica, tomo IV, tábua EE. A descrição é a seguinte: JOANNES IIII, D. G. PORTUGALIAE ET ALGARBIAE REX – Cruz da ordem de Cristo, e no centro as armas portuguesas. Reverso: TUTELARIS RE­GNI – Imagem de Nossa Senhora da Conceição sobre o globo e a meia lua, com a data de 1648, e; nos lados o sol, o espelho, o horto, a casa de ouro, a fonte selada e arca do santuário. O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo papa Pio IX em 8 de Dezembro de 1854, pela bula Ineffabilis. A instituição da ordem militar de Nossa Senhora da Conceição por D. João VI sintetiza o culto que em Portugal sempre teve essa crença antes de ser dogma. Em 8 de Dezembro de 1904 lançou-se em Lisboa solenemente a primeira pedra para um monumento comemorativo do cinquentenário da definição do dogma. Ao acto, a que assistiram as pessoas reais, patriarca e autoridades, estiveram também representadas muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, de Lisboa e do país, sendo a mais antiga a da actual freguesia dos Anjos, que foi instituída em 1589.”

Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/nsconcpad.html

O meu vício pela leitura começou com alguns romances de Nicholas Sparks, de entre eles: "O Diário da Nossa Paixão" - o meu preferido- "As Palavras que Nunca te Direi", "O Sorriso das Estrelas" , "Uma Promessa para Toda a Vida". Todos os seus romances têm por base as suas vivências e as dos seus familiares, talvez seja por este motivo que as emoções estão presentes de forma tão intensa.

O seu último romance - Um Homem com Sorte - saiu em Novembro e já é um êxito no Top (confesso que ainda não o li) e no mesmo mês estreou o filme "O Sorriso das Estrelas" baseado no seu romance com o mesmo nome.
Li "O Sorriso das Estrelas", magnífico romance, ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas espero que esteja bem conseguido.

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