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Opinião: 

Agualusa, escreve sobre Luanda de 1975. Véspera da Independência. O medo dos Portugueses e das gentes que fez daquela terra a sua terra!

A vida de uma mulher que se enclausurou durante 30 anos com medo do desconhecido, mas que mudará a vida de muitos à sua volta. É sobre esta mulher - Ludo que a obra fala, sobre as suas ingenuidades, reflexões e atitudes. 

A história de Luanda vaio sendo dissecada ao longo da obra com pormenores que dão destaque às desigualdades, ao racismo, ao medo do que não se conhece. Ludo e Sabu fazem parte do novo começo. Um começo em que a simplicidade reina. A simplicidade que deveria reinar no coração de todos, toda uma vida!


Sinopse:
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
O novo romance de José Eduardo Agualusa, A Rainha Ginga, conta a vida fantástica de Dona Ana de Sousa, a Rainha Ginga (1583-1663), cujo título real em quimbundo, "Ngola", deu origem ao nome português para aquela região de África.
É a história de uma relação de amor e de combate permanente entre Angola e Portugal, narrada por um padre pernambucano que atravessou o mar e recorda personagens maravilhosos e esquecidos da nossa história - tendo como elemento central a Rainha Ginga e o seu significado cultural, religioso, étnico e sexual para o mundo de hoje.

Opinião:
Nesta obra de José Eduardo Agualusa, conhecemos a história de um personagem real, Rainha Ginja, também conhecida como Nzinga Mbandi, importante chefe africana, governante dos reinos Ndongo e Matamba, no sudoeste da África, onde hoje é Angola. Viveu no final do século XVI até meados do século XVII.
O jovem padre (Francisco José de Santa Cruz) que emigra de Pernambuco a Angola, acaba por ter o seu destino ligado aos sucessos de Ginga, e é ele que nos vai "contando" a vida tão rica e controversa desta rainha.
Aqui são "discutidas" questões importantes: como a linguagem entre as diferentes tribos e os Europeus, a escravidão (curioso como a rainha é contra a escravidão do seu povo, mas faz de escravos as tribos inimigas), a auto-determinação dos povos, a religião, e os mitos quimbandas.
Embora "Rainha Ginga" seja de uma leitura leve e fluída e até envolvente, penso que Agualusa poderia ter explorado mais a vida desta rainha. Por vezes o leitor está mais envolvido com a vida do jovem padre e fica por muito tempo sem saber o que se passa com a Rainha Ginga, que deveria ser a personagem principal. Acaba por se dispersar. 
De qualquer forma é uma leitura muito interessante.

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