Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

A Minha opinião:
Ray Bradbury apresenta-nos uma sociedade cuja reflexão, pensamento e crítica não é permitida ou autorizada. Tudo é dado aos membros da sociedade de forma a que se sintam felizes e não tenham tempo para questionar!

É proibido ler e possuir livros sob pena de morte e é aqui que entra Guy Montag, o personagem principal da história cuja profissão é ser bombeiro.

Com o progresso, as casas tornaram-se à prova de fogo, assim Guy vê a sua profissão adaptada. Não tem de apagar os fogos nas casas das pessoas, tem sim de lhe deitar fogo, às casas e aos seus moradores, se estes forem possuidores de livros.


O livro é visto como um mal à sociedade! Um mal que provoca ansiedade, que causa sofrimento, que faz pensar e impor ideias e ideais. Se as pessoas não pensarem é tudo mais simples e a educação prossegue sem problemas de mais. Tudo é incutido nos alunos como verdade suprema. As pessoas, apesar de parecerem aparentemente felizes são muito infelizes. Todas as noites existe um número elevado de suicídios.

Há ainda quem oculte a sua biblioteca como um tesouro raro que é, mas existem listas dos suspeitos detentores dos livros que são perseguidos até à morte!

Após reflectir sobre a sua profissão e depois de vislumbrar o rosto de uma mulher que faz questão de ser queimada com os seus livros, Guy Montag encarrega-se de uma missão que põe em risco a sua própria vida.

Este livro leva-nos a reflectir sobre muitas questões e uma delas é a nossa sociedade. Uma sociedade livre de pensamento e palavra, detentora de livros e que nem sempre se faz ouvir ou impor! Uma leitura que aconselho.


Sinopse: «Fahrenheit 451, a temperatura a que o papel do livro se incendeia e arde…Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos e não apagar fogos, ao contrário do que a sua profissão possa sugerir.O sistema era simples. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos, os seus proprietários presos e executados.O sucesso deste estado de obediência e paz social devia-se sobretudo ao cuidado com a educação. As crianças iam à escola mas não aprendiam a ler.Tudo corria bem a Montag, que nunca questionara fosse o que fosse, até conhecer uma jovem de 17 anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam ler e pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer…»

Classificação: 5/7 Muito Bom

8 comentários:

    On 03 abril, 2011 Diana disse...

    É um livro que quero ler muito brevemente. Parece-me bastante interessante :)

     

    Está também na minha lista... É cada vez mais urgente ler livros como este, que nos abrem a mente.

     

    Não li o livro, mas o filme é bastante elucidativo e revelador do poder da leitura e do medo que determinados poderes têm das pessoas "muito informadas"

     

    Na minha opinião este livro é um clássico da literatura mundial.
    A mensagem que envolve é de suma importância para compreender o rumo que a nossa sociedade leva: o culto do obscurantismo, a primazia do poder político, o controlo cada vez maior das nossas vidas. Os livros são apenas um dos meios considerados "perigosos" para esses propósitos autoritários.
    Como dizia há pouco tempo o escritor Luís Novais, os livros são o último reduto da lioberdade; no dia em que nos proibirem de ler e escrever o que queremos, tudo estará perdido. É esse cenário macabro mas cada vez mais real que vemos neste livro. Visionário.

     

    Não tinha dúvidas que irias gostar deste livro! ;)

     
    On 04 abril, 2011 Argos disse...

    Olá Paula,

    Voltei do meu "retiro"!
    já li este livro e confesso que me deixou apreensivo.

    Abraço

    A resposta à tua pergunta no meu post? 33

     
    On 04 abril, 2011 Laura disse...

    Nunca li este livro, mas acho que a sua mensagem é extremamente importante. Em primeiro lugar, porque só podemos ter uma opinião minimamente válida quando percebemos os assuntos e uma das formas de a validar é lendo; segundo, porque poder ter a liberdade de formar uma opinião e de a poder dizer é fundamental para todos nós - senão seremos todos infelizes e demasiado "cegos" e, terceiro, é também uma forma de não nos esquecermos do que existiu (e ainda hoje existe) em muitos sítios aquando o surgimento de Estados totalitários.
    Tenho uma enorme curiosidade para ler este livro, apesar de não estar certa de ir gostar dele, precisamente pela mensagem. Vai na volta, ainda me surpreende :)

     
    On 05 abril, 2011 Paula disse...

    Amigos, este é um livro que não deixa ninguém indiferente e que até atormenta quem lê!!
    :)

    Argos,
    Curiosidade :P

     

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