O Físico - Noah Gordon


Sinopse: "No séc. XI, Rob Cole abandona com apenas onze anos a pobre e doente cidade de Londres para vaguear pela Inglaterra. Durante as suas deambulações, fazendo malabarismos e vendendo curas para doentes, vai descobrindo a dimensão mística da sanação. E é através desta peregrinação que descobre o seu verdadeiro dom, que o levará a converter-se em médico num mundo violento, cheio de superstições e preconceitos. Tão forte é o seu sonho que decide empreender uma insólita e perigosa viagem à Pérsia, onde estudará na prestigiada escola de Avicena. Aí dar-se-á uma transformação que modificará para sempre a sua vida e o seu destino..."
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A minha opinião: "O Físico" de Noah Gordon é uma autêntica obra prima da literatura. Uma história recheada de informação histórica relativa ao Séc. XI, onde sobressai os avanços e os atrasos da medicina através de três religiões distintas, são elas: Judaica, Cristã e Muçulmana.
Rob é o personagem principal, mas está longe de ser o único com uma história interessante/importante nesta narrativa. Pois nesta, movem-se outros personagens cujas vidas têm igual interesse e que enriquecem a obra a nível histórico.
Cole, tem uma infância marcada pela morte dos seus pais e pelo afastamento dos seus irmãos que acabam por ser adoptados por diversas famílias. Assim, com apenas nove anos, vê o seu lar destruído e dividido, vê-se só e abandonado sob ameaça de ser vendido como escravo. Felizmente, um barbeiro-cirurgião toma-o como seu aprendiz.
De início, o que lhe parecia ser um ofício sem interesse transforma-se num sonho e num objectivo urgente: ir para a Pérsia, tornar-se Físico e se possível, nem que seja por um momento, ver Ibn Sina: o Principe dos Físicos.
Toda a viagem que Rob empreende desde Londres à Pérsia, é um autêntico hino à História, pois Noah Gordon, faz questão de nos relatar ao pormenor os lugares, os costumes e as tradições por onde Rob passa, de uma forma tão especial que a leitura torna-se delíciosa!
Para estudar na madrassa, Rob que é Cristão, terá de se fazer passar por Judeu e estudar com os Muçulmanos, assim trava amizade com Karim e Mirdin e nós, mergulhamos de certa forma, nos costumes destas Religiões.
Cedo, Rob torna-se um dos melhores alunos na madrassa. Não se conformando com o obstáculo que constitui a Religião para a medicina, Cole interroga-se sobre as incongruências das leis da Religião, pois se proíbem a abertura de corpos para estudo, não se coíbem de queimar, matar e esquartejar humanos quando se trata de atribuir castigos.
Avançando sobre superstições e tendo por base a sede pelo conhecimento e pelo avanço da ciência, Rob quebrará as leis correndo o risco de lhe serem aplicadas graves penas.
Uma obra magnífica e que recomendo!
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Esta foi uma leitura realizada em conjunto com o Fórum Estante de Livros. Parabéns ao fórum pela escolha da obra.
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Classificação: 7/7 Obra Prima


O blogue em conjunto com a Editorial Presença tem para oferecer um exemplar do livro "No Mundo das Maravilhas - Viagem ao Património de Origem Portuguesa do Uruguai a Omã" de Joaquim Magalhães de Castro.
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No Mundo das Maravilhas – Viagem ao Património de Origem Portuguesa do Uruguai a Omã
Autor: Joaquim Magalhães de Castro
Páginas: 276
Colecção: Volta ao Mundo Nº 3
PREÇO COM IVA: 17,50€
ISBN: 978-972-23-4422-7
Código de Barras: 9789722344227
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Data da Publicação 2 de Setembro de 2010

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A PRESENÇA PORTUGUESA NO MUNDO
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Desde o início da Expansão marítima, os portugueses deixaram um riquíssimo legado pelos sítios por onde passaram e que ainda hoje assume as mais diversas formas. Com o intuito de documentar parte deste património, Joaquim Magalhães de Castro embarca numa viagem de reconhecimento ao encontro dos inúmeros ecos da presença portuguesa no globo, da América do Sul à costa leste africana, terminando no Golfo Pérsico.
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Natural das Caldas de S. Jorge (Santa Maria da Feira), Joaquim Magalhães de Castro é jornalista independente, fotógrafo e investigador da História da Expansão Portuguesa. Colabora na imprensa em Macau, onde habitualmente reside, e em Portugal, sendo presença regular nas revistas Tempo Livre, Fugas, Notícias Sábado e Volta ao Mundo. É autor dos livros Mar das Especiarias (2009) e Viagem ao Tecto do Mundo – O Tibete Desconhecido (2010), publicados pela Presença nesta mesma colecção, Os Bayingys no Vale do Mu – Luso Descendentes na Birmânia (2001) e A Maravilha do Outro – No Rasto de Fernão Mendes Pinto (2004), e dos documentários televisivos A Outra Face da Birmânia (2001) e Dund – Viagem à Mongólia (2004).
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Regras do passatempo:
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O passatempo começa hoje dia 30 de Agosto de 2010 e termina às 23.59h do dia 4 de Setembro de 2010;
-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;
-O vencedor será contactado via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
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Para participar terá de responder acertadamente a todas as questões do formulário.
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PASSATEMPO ENCERRADO
A minha opinião:
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Esta é uma história que nos fala de um cavaleiro que se achava virtuoso, amável e dedicado ao seu trabalho que consistia em matar dragões e resgatar lindas princesas aprisionadas em castelos.
Estava tão viciado e cego pelo trabalho que imaginem, até salvava princesas quando estas não queriam ser salvas.
Em casa, não deixava ninguém falar, aliás só ele contava os seus feitos, de maneira que o seu filho e a sua esposa só o ouviam, não conseguiam falar e muito menos opinar ou partilhar o seu dia a dia.
Como se tudo isto não bastasse, este cavaleiro deu-se ao luxo de nunca mais tirar a sua armadura. Pois esta, era linda! Com ela, ele parecia o próprio sol.
Ora, a esposa fartou-se, o filho afastou-se e a armadura enferrujou para nunca mais sair do seu corpo.
Então, o cavaleiro começa a dar conta das dificuldades que criou com o seu egoísmo; não consegue alimentar-se nem ter o afecto da sua família: sente falta de um abraço, de um diálogo, dos carinhos da esposa e do filho. Para ultrapassar os obstáculos que agora encontra, ele empreende uma jornada cujo objectivo é reflectir sobre toda a sua vida, todas as suas acções...
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Esta é uma história para ser lida ou oferecida aos mais novos, para que desde cedo aprendam a dar valor às coisas simples da vida. Ou então para oferecer aos mais velhos cuja armadura teimam em usar diariamente. ;)
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Classificação 5/7- Muito Bom

Especial PAIS E PROFESSORES

Este mês a Editorial Presença apresenta-nos várias opções de livros para os nossos filhos/estudantes. Destaquei três, pois foram os que mais me chamaram a atenção e passo a partilhar com vocês visitantes deste cantinho...
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Inevitavelmente, com o meu gosto pela leitura e pelos livros, gostaria muito que as minhas filhotas também desenvolvessem esta paixão :)
Sabemos que não é um gosto que se imponha, tem de ser desenvolvido pela própria pessoa, mas se pudermos dar uma ajudinha tanto melhor!
:)
Aqui está uma excelente oportunidade para aprendermos como motivar as nossas crianças.
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Mais uma preocupação a ter com os nossos filhos: o bullying. Pois sabemos que as crianças quando são vítimas de tal acto, normalmente escondem, tornando-se crianças fechadas, infelizes, baixando o rendimento escolar. Muitas vezes, quando se vem a saber o que realmente se passa, é tarde de mais. Isto assusta-me e penso que também assusta vocês!!
A escrita...
Este livro, é um guia para os professores, mas nós como pais, somos inevitavelmente professores em casa. Aliás é onde a educação dos nossos filhos começa.
No que respeita à escrita, muitas crianças mostram-se "limitadas" quanto aos seus escritos, muitos detestam escrever e a maior parte das vezes, um parágrafo para certas crianças chega e já é o bastante.
Assim, a Editorial Presença apresenta-nos este guia para podermos alargar os horizontes das nossas crianças quanto ao seu desenvolvimento na escrita.

Para lerem as sinopses dos referidos livros, podem consultar aqui assim como pesquisarem todos as outras sugestões disponíveis para "Especial Professores comece bem o ano lectivo" da Editorial Presença.

O meu muito obrigado à Europa América por ter proporcionado este passatempo com a oferta de dois exemplares da obra de Stephen Booth "O Toque da Morte".
O meu muito obrigado aos 172 participantes.
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As respostas às questões colocadas são:
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1-O que encontram os cães de um grupo de caçadores?
R- O cadáver de um homem.
2- Como se chamam os detectives que serão envolvidos na investigação?
R- Diane Fry e Ben Cooper.
3- Como se chama o autor do livro?
R- Stephen Booth
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Os vencedores são:
44- Maria Joana de Carvalho Catela Teixeira
104- Francisco Alfredo Nunes
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Muitos parabéns aos vencedores e boas leituras.
Em geral, aqui nos blogues, lemos opiniões positivas sobre os livros lidos e o facto é que raramente lemos uma opinião negativa acerca dos mesmos. Porque será? Porque temos receio de dizer que não gostamos e sermos criticados por isso? Ou simplesmente porque não nos apetece escrever sobre um livro de que não gostamos ou que consideramos mau?
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E depois há aquela velha questão dos clássicos: “São clássicos, logo são obras primas”, (será que o são?) há que gostar ou dar a entender que se gosta…
Já me aconteceu tentar ler um clássico, nomeadamente “Os Maias” e deixar a meio porque simplesmente não gostei. Pensei ser da época em que li, mas ainda tentei outras vezes e o resultado foi o mesmo: desisti!
Sei da importância literária da obra, o que Eça caracteriza, mas não gostei do “invólucro”, da forma como a apresentou, há uma altura em que achei massacrante (lá estou eu a justificar-me, a pensar que vou ser criticada)
No entanto, já li outros do Eça e gostei bastante!
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Há outros que não sendo considerados ainda clássicos e obras-primas, para mim já o são.
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O desafio que proponho é que deixem aqui o nome dos livros ou dos ditos clássicos que já leram e que não gostaram ou mesmo detestaram!

Camões


As armas e os barões assinalados,
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Que da ocidental praia Lusitana,

Por mares nunca de antes navegados,

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo Reino, que tanto sublimaram
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OS Lusíadas - Canto I

A Luz dos Livros

by Lorenzo Mattoti
O blogue em conjunto com a Europa América tem para oferecer dois exemplares do livro "O Toque da Morte" de Stephen Booth.
Para participar, terá de responder às questões que se encontram no formulário.



Sinopse:
«Durante as últimas horas, o sangue diluiu-se, as impressões digitais foram levadas pela água e as pegadas apagadas. Quaisquer vestígios que um criminoso tivesse deixado ali estavam a desaparecer no solo […]»
Numa charneca do Derbyshire assolada pela chuva, os cães de um grupo de caçadores encontram o cadáver de um homem bem vestido, cujo crânio fora esmagado. Chamados a investigar a descoberta, os detectives Diane Fry e Ben Cooper envolvem-se no submundo da caça e daqueles que a detestam, do roubo de cavalos e de um sector pouco conhecido do comércio de carne.
À medida que Fry segue um trilho complexo para desvendar os interesses duvidosos da vítima, Cooper apercebe-se de que a explicação do caso pode estar enterrada no passado.Mas, quando a última pista é revelada, Fry e Cooper vêem-se obrigados a encarar a realidade perturbadora de um passado bem mais recente.
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Stephen Booth nasceu na cidade fabril de Burnley, no Lancashire (Reino Unido), e manteve-se ligado aos Peninos durante a sua carreira como jornalista da imprensa escrita. Vive com Lesley, a mulher, numa casa antiga em Nottinghamshire e os seus interesses incluem o folclore da região, a Internet e as caminhadas pelas colinas do Peak District.
Notícias actualizadas das publicações e compromissos mais recentes de Stephen Booth podem ser encontrados no seu sítio na Internet: www.stephen-booth.com

Regras do passatempo:

-O passatempo começa hoje dia 17 de Agosto de 2010 e termina às 23.59h do dia 23 de Agosto de 2010;
-Os participantes vencedores serão escolhidos aleatoriamente;
-Os vencedores serão contactados via e-mail;
-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

PASSATEMPO ENCERRADO
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Boa sorte aos participantes ;)

O Perfume - Patrick Süskind

Jean Baptiste Grenouille, nasce sob uma banca de peixe, numa das cidades mais mal cheirosas do Séc. XVIII - Paris.
Paris, detinha a "maior reserva de odores do mundo", tudo e todos tresandavam de modo que já ninguém estranhava o mau cheiro que se fazia sentir à sua volta, assim como do seu próprio corpo.
Logo no início da narrativa, a mãe do Grenouille é condenada à morte por infanticídio e o seu filho recém-nascido é dado a criar a uma ama. No entanto, a ama devolve-o ao padre, pois algo não está bem com a criança, pois esta não possui cheiro próprio como todos os bebés. Esta criança é isenta de qualquer cheiro.
Jean Baptiste, cresce longe de qualquer carinho, mas rodeando-se de uma defesa que o faz suportar qualquer trabalho que, por certo, teria levado outros à morte. Esta "defesa" este "elmo" torna-o isolado e forte perante tudo. Esta criança, está decidida a vingar, num mundo que o ignora pela sua ausência de odor.
Quando começa a dizer as primeiras palavras, só diz as que realmente têm significado para ele e para ele só os aromas tem significado. Mas apesar de não ter odor, esta criança tem um olfacto curiosamente desenvolvido. Assim, é capaz de cheirar a Km de distância e ainda capaz de "descodificar" vários cheiros. O seu cérebro é um autêntico arquivo de odores e a sua memória é capaz de os combinar mesmo na imaginação.
Grenouille, só se apercebe que não tem odor já adulto e entra em pânico. Compreende então o porquê de passar sempre despercebido por entre as pessoas. Mas tenta colmatar este aspecto criando um perfume para disfarçar a sua falta de odor - um perfume com um odor comum, aquele que lhe falta: o odor humano.
Os ingredientes que escolhe para este novo perfume são repugnantes, mas é o cheiro dos humanos que o rodeiam: queijo azedo, excrementos de animal... finalizando com um toque de algo mais suave para disfarçar a horrível fortidão.
No entanto, Jean Baptiste, pensa na criação de um odor perfeito. Um odor que é capaz de deixar todos os seres humanos subjugados a si, apaixonados por si, com emoções que não conseguem controlar.
Tentando alcançar o seu objectivo, o nosso personagem comete os mais horrendos crimes e, mesmo assim, não encontra a satisfação no seu objectivo por razões que o ser humano conhece tão bem.
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Aconselho sem reservas!
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Classificação: 6/7 Excelente
Logo no início da leitura apercebemo-nos que há a tentativa de escrever um livro, de encontrar as palavras certas, de procurar algo significativo que seja digno de ser escrito. Talvez uma procura de si próprio.
Isto faz com que autor volte à sua infância. Uma infância que foi, ou talvez não foi ou ainda é, a infância daquele que escreve.
O certo, é que “o miúdo que pedalava no carro de quatro rodas não consegue pedalar nas palavras. Por mais que os seus dedos procurem não encontra a música perdida.”
Mas descobre ritmos e formas de escrita antes da própria escrita porque no fundo a vida é um livro.
Entre o recordar da infância (quem sabe se a do próprio autor) e a juventude, o ritmo perde-se quando se recorda angustias, medos e injustiças.
Nas últimas frases, Alegre faz referência à Pide mais concretamente à Prisão de S. Paulo em Luanda onde foi severamente interrogado.
Este é um livro de escrita diferente, por vezes, quase que nos apela ao nonsense, tornando-se ao mesmo tempo poético e bastante filosófico.
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Classificação 4/7 bom
"Apontamentos Íntimos
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Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho. Enlevam-me ânsias que repudio. A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me aponta traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore e até flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada, por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.
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Sê plural como o universo!"
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in Obra Poética de Fernando Pessoa
O meu muito obrigado à Planeta por ter proporcionado o passatempo, assim como a todos os que tentaram a sua sorte que se traduziu em 222 participações :)
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As respostas às questões colocadas são:
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1-Quais os adjectivos referidos pelo Romantic Times que descrevem apropriadamente a última obra de Wildes?
R- Sexy e encantador
2-Como se chama a esposa do duque de Rolthven?
R-Brianna Northfield
3-Lições de Sedução, é um romance cheio de ingredientes interessantes, tem um enredo original e personagens arrojadas. Tem retratos da época, histórias paralelas e paixão do principio ao fim, só não tem o quê?
R-Pudores
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O vencedor é:
145-Mário do Carmo Malhão
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Parabéns ao vencedor e boas leituras! :)
“Lições de Sedução” de Emma Wildes, é sem dúvida, como refere a sinopse, um romance ousado e sem pudores.
Brianna e Colton são os protagonistas da história principal. Ele é um notável representante da nobreza, o duque de Rolthven, Colton Northfield.
Trata-se de um homem sério e empenhado nos seus deveres profissionais e sociais. Um conservador, diríamos hoje. Ela terá de se comportar como uma duquesa respeitável em todos os aspectos, segundo os costumes da sociedade. Mas Brianna ama o marido e recusa-se a acreditar que mais cedo ou mais tarde ele terá uma amante, porque a acha enfadonha. Ora, eles dormem em quartos separados, ele procura-a de vez em quando, respeitando-a em excesso na cama e ela tem um papel passivo como é suposto uma duquesa ter.
Perante o perfil do marido, Brianna decide investir num casamento um pouco mais “animado” baseando-se na leitura de um livro de conselhos sobre “comportamentos de alcova”, os conselhos de Lady Rothburg (conselhos estes baseados em experiências de vida da própria autora). Assim, surpreende o marido, uma vez que irá, ela própria, tomar inciativa nos actos íntimos.
Colton, não casou por amor, mas sim por conveniência, contudo e no desenrolar do comportamento da esposa, dá por si loucamente apaixonado pela mesma e ao mesmo tempo assustado com tal sentimento e com tais actos na sua intimidade. Brianna transforma-se e de menina aparentemente ingénua, torna-se uma mulher graciosamente sensual levando o marido à “loucura”.
O Conde, se bem que entusiasmado não deixa de pôr em questão forma brusca e determinada com que a esposa adquiriu tais encantos. Brianna é confrontada com um padrão moral e social incompatível com o seu esforço e a sua procura da felicidade.
Por outro lado o fascínio de maior que encontrou na esposa entra em conflito com a imagem de amor ideal que a sociedade conserva. A convicção de que a mulher tem um amante (que lhe incentiva a tais atitudes) torna-se presente a cada instante atormentando-o. Assim, Colton contrata um detective para a seguir, colocando o seu casamento em risco.
“Lições de Sedução” não é propriamente um romance erótico, ultrapassa em muito este conceito. Também não chega a ser um romance histórico, talvez seja uma mistura dos dois estilos, numa técnica de escrita bastante criativa, onde sobressaem múltiplas narrativas que não impedem uma leitura fluída e agradável.
Apesar do tom agradável da leitura e a leveza do enredo, este livro não deixa de suscitar questões bem profundas: até que ponto é possível separar o amor do erotismo? O comportamento de Brianna está longe de ser considerado leviano, tendo em conta a intenção primordial: conquistar o amor do marido. No entanto, é ténue a fronteira entre a busca do amor e a procura do prazer carnal.
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Classificação: 4/7 Bom
Título: O Vampiro Lestat - II
Autora: Anne Rice
Colecção: Obras de Anne Rice
Preço: 20.99€
Pp.: 264
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Na sequela de Entrevista com o Vampiro, Lestat é um excêntrico e sedutor vampiro que, ao longo de várias eras, procura as suas origens e quer desvendar o segredo da sua obscura imortalidade. Essa vertiginosa viagem leva-o da Inglaterra dos druidas aos lupanares de Paris do século XVIII e à Nova Orleães finissecular.

Avesso ao código de honra dos vampiros, que lhes impõe o silêncio sobre a sua condição, Lestat revela-se na esperança de que os imortais se unam para descobrirem o mistério da sua existência. E é então que Lestat, o caçador,se transforma numa presa.

Anne Rice é a autora consagrada de vários best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.
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Título: Ex Machina
Autor: Robert Finn
Colecção: Contemporânea
Preço: 24.04€
Pp.: 368
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David Braun e Susan Milton unem esforços para descobrir uma preciosa antiguidade cujos segredos podem abalar o destino do Mundo: o Marcador, cobiçado por uma sinistra e poderosa organização.Em Ex Machina, os dois têm um novo plano para recuperar o Marcador, com o auxílio do professor Shaw. E querem ser os primeiros a encontrá-lo. No entanto, têm de esconder-se, pois os seus inimigos querem eliminá-los a todo o custo. Mas, desta vez, David e Susan têm uma aliada: Jo Hallett.

Jo é uma brilhante investigadora, porém, está prestes a cometer um erro que pode pôr em perigo as vidas de todos os que a rodeiam.
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Título: O Toque da Morte
Autor: Stephen Booth
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 26.15€
Pp.: 356
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«Durante as últimas horas, o sangue diluiu-se, as impressões digitais foram levadas pela água e as pegadas apagadas. Quaisquer vestígios que um criminoso tivesse deixado ali estavam a desaparecer no solo […]»Numa charneca do Derbyshire assolada pela chuva, os cães de um grupo de caçadores encontram o cadáver de um homem bem vestido, cujo crânio fora esmagado. Chamados a investigar a descoberta, os detectives Diane Fry e BenCooper envolvem-se no submundo da caça e daqueles que a detestam, do roubo de cavalos e de um sector pouco conhecido do comércio de carne.
À medida que Fry segue um trilho complexo para desvendar os interesses duvidosos da vítima, Cooper apercebe-se de que a explicação do caso pode estar enterrada no passado.
Mas, quando a última pista é revelada, Fry e Cooper vêem-se obrigados a encarar a realidade perturbadora de um passado bem mais recente.

Stephen Booth nasceu na cidade fabril de Burnley, no Lancashire (ReinoUnido), e manteve-se ligado aos Peninos durante a sua carreira como jornalista da imprensa escrita. Vive com Lesley, a mulher, numa casa antiga e m Nottinghamshire e os seus interesses incluem o folclore da região, a Internet e as caminhadas pelas colinas do Peak District. Notícias actualizadas das publicações e compromissos mais recentes de Stephen Booth podem ser encontrados no seu sítio na Internet: http://www.stephen-booth.com/
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Título: O Paradoxo do Amor
Autor: Pascal Bruckner
Colecção: Biblioteca das Ideias
Preço: 19.90€
Pp.: 196
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Escolher quem amamos, amar quem nós queremos: para conquistarmos estas liberdades, que são reais para nós, foi preciso que se desse início, no século XVIII, a uma longa revolução deste sentimento.Mas estes direitos, tão preciosamente adquiridos, tiveram um preço. Como é que o amor, que nos prende, pode ser conciliável com a liberdade, que nos separa? É este o dilema do casal contemporâneo que anseia simultaneamente pela paixão e pela independência.

Neste seu novo ensaio, Pascal Bruckner fala-nos, por meio das metamorfoses do casamento e do erotismo, sobre a resistência do sentimento a todas as tentativas de unificação.
Eis que não encontrámos o remédio para quem sofre de amores e acabámos por multiplicar as suas contradições.
A verdade é que a condição dos homens e das mulheres evoluiu, mas o mesmo não aconteceu com o amor: esta é a boa nova deste terceiro milénio.
Romancista, ensaísta, Pascal Bruckner é o autor de O Complexo de Culpa do Ocidente e de A Tentação da Inocência (Prémio Médicis para a categoria de Ensaio, em 1995), obras editadas por Publicações Europa-América.
É também autor de Les Voleurs de la Beauté (Prémio Renaudot, em 1997), L’EuphoriePerpétuelle (2000), Misère de la Prospérité (prémio para o melhor livro de Economia em 2002) e L’Amour du Prochain (2005). Em 1977, foi co-autor,juntamente com Alain Finkielkraut, da obra Le Nouveau Désordre Amoureux. O seu romance Lune Fiel foi, inclusivamente, adaptado ao cinema por RomanPolanski (Bitter Moon, 1992).
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Título: Viagem Extraordinária no Continente das Epopeias – Vol. II
Autor: Arthur Ténor
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 16.05€Pp.: 168
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TERCEIRO LIVRO DA SAGA«VIAGEM EXTRAORDINÁRIA»
Thédric Tibert, o intrépido explorador dos mundos imaginários, aventura-se pelo Continente das Epopeias na companhia de Lizlide, a elfo da Floresta de Esmeralda.
Juntos terão de superar as provas que um terrível Traga-almas lhes impõe,para conseguirem fugir daquele mundo tenebroso e evitar um destino horrendo às mãos daquele vilão impiedoso.Cada dia é uma nova aventura e o nosso herói vai precisar de toda a sua inteligência e do amor de Lizlide para sair vitorioso desta epopeia…
Será que vai conseguir ultrapassar todos os obstáculos?
Conseguirá salvar Lizlide e escapar das garras do Traga-almas?
Voltará algum dia a ver o seu lar?

Título: Falar com Eficácia
Autora: Maria Pemberton
Colecção: Saber Viver
Preço: 11.50€
Pp.: 104

A arte de bem saber falar é, desde os tempos da Antiguidade Clássica, uma das armas mais eficazes para uma pessoa alcançar os seus objectivos, seja males profissionais ou pessoais.
Apesar de o ser humano ser, por natureza, um comunicador, fica muitas vezes aterrorizado quando se depara com a necessidade de ter de fazer uma apresentação perante um público, de expressar opiniões numa reunião, de transmitir os seus pensamentos e ideias, de dar uma palestra ou uma conferência, de «vender a sua imagem» em entrevistas para um trabalho promissor, etc.Na verdade, o actual contexto do mercado de trabalho assim o exige, e cada vez mais, bem como também nos pune caso não tenhamos uma prestação que vá ao encontro das expectativas dos nossos interlocutores.

É, portanto, a esta realidade que a presente obra pretende responder.
Falar com Eficácia ensinar-lhe-á, de uma forma eficiente e simples, a:
- preparar e estruturar uma apresentação;
- auscultar o tipo de público a quem a mensagem se dirige;
- expressar eficientemente a mensagem;
- comunicar para além da linguagem verbal, ou seja, recorrendo à linguagem corporal;
- usar vários métodos para fazer passar uma mensagem;
- controlar os nervos que possa estar a sentir.

Um guia claramente prático, simples e eficaz.
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Título: Cuidar das Árvores de Fruto
Subtítulo: Tudo sobre Plantação, Cultivo e Tratamento
Autor: Louis Giordano
Colecção: Euroagro
Preço: 16.75€
Pp.: 168

Ter um bom pomar depende de muitos factores: do clima, do solo, da rega…mas, acima de tudo, depende de si!

Louis Giordano vai ensinar-lhe que, por mais técnicas que se utilizem, as árvores são seres vivos que precisam de carinho e dedicação para crescer e dar frutos, tal como nós…

Ao ler este livro, ficará a conhecer melhor as variedades de árvores de fruto à sua disposição. E, se seguir os conselhos e sugestões do autor,ficará surpreendido com as ideias simples, pouco dispendiosas e eficazes para:
o Plantar o seu pomar;
Preservar e manter o terreno;
Proteger o seu pomar contra doenças e insectos;
Ter boas colheitas ;
E lembre-se: para bons frutos colher, das árvores há que cuidar!
Esta excelente edição da Editorial Presença é composta por três contos extraordinários!
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O primeiro conto é de Dostoievski e é simplesmente surreal, uma vez que nos fala de um homem que foi engolido por um animal que dá nome ao conto, nada mais nada menos que um crocodilo! O acontecimento deu-se quando a vítima estava a visitar o animal (atracção turística) no Passage, decorria então o ano de 1965. Até aqui tudo normal, no entanto o sujeito em questão não sofreu nenhum ferimento ao contrário do que seria de esperar e até ajeitou-se confortavelmente dentro do crocodilo, começando a tirar partido da situação a seu favor.
Ivan Mavéitch vê logo um mar de vantagens na sua nova “casa”. Podia estudar o crocodilo no seu interior e assim dedicar-se às ciências naturais; Podia ainda trabalhar deitado; a sua esposa podia reunir em sua casa amigos e desconhecidos para falar da condição do marido; ele próprio seria uma atracção turística.
O dono da loja e sua esposa onde se encontra o crocodilo, duplicam o preço da entrada das visitas. O amigo, onde tenta buscar uma solução atribui a culpa desta situação à própria pessoa que foi engolida, pois esta deixou-se apanhar e agora encontra-se a “descansar” do trabalho.
Assim, através deste conto e dos seus personagens, onde tudo é hilariante, Dostoiévski consegue uma vez mais caracterizar a sociedade da altura.
Este conto é também uma demonstração de que Dostoiévski escreveu não só o estilo a que estamos acostumados: personagens complexos que se debatem com dúvidas existenciais (como Raskolnikov) em que a acção e arrependimento são uma constante. Personagens em que a mente humana é fortemente explorada.
Neste conto, de estilo diferente daquele que referi, Dostoiévski elabora uma crítica à sociedade, mas de forma leve e divertida, num estilo bastante diferente daquele que estamos acostumados.
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O segundo conto intitula-se Lázaro.
Em traços muitos gerais, a Bíblia diz-nos que Lázaro adoeceu e faleceu durante quatro dias. Após estes quatro dias de morte, Jesus Cristo ressuscitou-o. Sobre a sua segunda morte nada se sabe.
Neste conto em particular há a destacar a meu ver três aspectos: a morte que contrariada, persiste no olhar daquele que outrora fora sua vítima; o aspecto de Lázaro após a sua ressurreição e a curiosidade humana.
Lázaro, depois do seu regresso dos mortos, carrega no olhar a morte e todos que o olham ficam sem vida, ou seja, não morrem, mas é um viver desprovido de qualquer alegria ou interesse. No entanto, o ser humano é curioso por natureza e às vezes só acredita quando vê com os seus próprios olhos. Mesmo que haja o risco de perder o gosto pela vida, a curiosidade é bem mais forte. Desta feita, Lázaro é procurado pela simples curiosidade de verem o homem que Jesus Cristo ressuscitou e se este, realmente carrega a morte no olhar.
O aspecto de Lázaro é relatado sob o ponto de vista da ironia, pois este ressuscita com todas as marcas que a morte lhe deixou no corpo "és mesmo assustador meu pobre amigo, a morte não foi preguiçosa no dia em que tão imprudentemente caíste nas suas mãos"
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O terceiro conto “A Morte de Ivan Ilitch” é uma obra prima da literatura que nos fala também sobre a morte e como esta é encarada por quem se apercebe que está a chegar ao final dos seus dias. Podem ler o comentário a este conto aqui no blogue.
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Classificação (a esta edição da Editorial Presença) 6/7 Excelente

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