25 de Aril de 1974

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade
(...)
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola vila morena
Terra da fraternidade
(...)
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
.
Esta canção torna-se “famosa ao ser escolhida como senha para a revolução do 25 de Abril. Houve duas senhas. A primeira, às 23h, foi a música "E depois do adeus", de Paulo de Carvalho. Grândola, que foi a segunda, passou no programa "Limite" da Rádio Renascença às 0.20h do dia 25. Foi o sinal para o arranque das tropas mais afastadas de Lisboa e a confirmação de que a revolução ganhava terreno”*
.*http://www.citi.pt/cultura/musica/musicos/jose_afonso/grandola.html

"Livro é um volume transportável, composto por páginas, sem contar as capas[1], encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro.(...)"
*http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro
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...mas o livro também pode ser:
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..."uma janela pela qual nos evadimos" Julian Green
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Qual a sua definição?
"Para a mesa e para a cama uma só vez se chama"
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Como Água para Chocolate, é um romance divertido e, a meu ver, original. É composto por 12 capítulos que correspondem aos 12 meses do ano. Cada capítulo começa com uma receita e assim somos transportados para os aromas da cozinha mexicana com algum erotismo.
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“Desprendem-se com muito cuidado as pétalas de rosas, procurando não picar os dedos, pois além de ser muito doloroso (picar-se), as pétalas podem ficar impregnadas de sangue e isto, além de alterar o sabor do prato, pode provocar reacções químicas muito perigosas”

É, neste ambiente de aromas, que Tita nos revela a sua vida, o seu amor por Pedro e o seu triste destino. Pois sendo a filha mais nova, tem de abdicar do seu amor por Pedro, para cuidar da mãe viúva.

“Através dos amores proibidos de Tita e Pedro, Laura Esquivel retrata-nos o México rural (...)e tece um hino inesquecível ao prazer dos sentidos e à liberdade criativa da mulher.”
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Um romance de leitura fluida, uma linguagem simples com episódios que nos divertem. Uma história óptima para ler numa tarde de Verão.
As citações foram retiradas do referido romance.
Classificação:3/6 - Razoavel

Tertúlia Virtual - PRAZER

O Tema da Tertúlia de Abril, para nosso belo prazer, é nada mais nada menos que “PRAZER”. Podemos divagar, reflectir e viajar sobre as diversas formas dessa fantástica sensação. E é sobre alguns destes significados, quase infinitos, que vou centrar o comentário.


"Todo o prazer é erótico"
Freud


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"A arte é a contemplação; é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que a natureza também tem alma"
Augusto Rodin


O prazer de ver uma obra de arte


"O prazer dos grandes homens consiste em fazer outros felizes"
Blaise Pascal


"A temperança é um dos maiores prazeres"

Johan Wolfgang von Goethe



O prazer de ser mãe





O prazer de ler poesia
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Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
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É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
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É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
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Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
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Luís de Camões


A Tertúlia Virtual é promovida pelo Eduardo P.L http://elunardelli.blogspot.com/ e pelo expresso da linha http://expressodalinha.blogspot.com/

Hoje começa a leitura conjunta de "Lolita" de Vladimir Nabokov, uma iniciativa do fórum Estante dos Livros http://s11.zetaboards.com/Estante_de_Livros/topic/6176
Já me registei e estou entusiasmada, este livro já estava na minha lista de próximas leituras, agora vou poder lê-lo em conjunto e beneficiar deste intercâmbio de ideias.
Parabéns ao Fórum por esta iniciativa!!

Feliz Páscoa


Desejo a todos uma Feliz Páscoa...
"Alice é uma menina de sete anos a quem o pai obriga a frequentar um curso de esqui para se tornar forte e competitiva. Numa manhã de nevoeiro faz chichi nas cuecas ao subir a montanha. Humilhada, esconde-se e tenta descer sozinha, mas perde-se e parte a perna. Fica deitada na neve, à espera de morrer.

Mattia é um rapazinho muito inteligente cuja irmã gémea, Michela, é deficiente. A presença constante da irmã impede-o de ter amigos, porque ninguém quer a companhia dela. Por isso, da primeira vez que são convidados para uma festa de anos, Mattia deixa Michaela num banco de jardim e pede-lhe que espere pelo seu regresso. Nunca mais a encontrará. Estes dois episódios irreversíveis deixarão a sua marca para sempre. E quando estes "números primos" se encontram são como gémeos, que partilham uma dor que mais ninguém pode compreender."


O que eu achei:


A solidão dos números primos é uma história magnífica que retrata a vida de dois jovens, Mattia e Alice, que embora gostando um do outro, seguem vidas diferentes. Tal como os números primos, eles estão perto, mas não o suficiente para ficarem juntos "Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gémeos, sós e perdidos, próximos mas não o suficiente para se tocarem realmente".

Paolo Giordano dá-nos a conhecer a vida destes jovens em tom crescente ao longo de vários capítulos. Fala-nos dos personagens desde a sua meninice e por tudo o que passaram nesta faixa etária. Alice sofre um acidente que a marca para toda a vida, por sua vez Mattia, para não ser humilhado pelos amigos causa um dano irreparável na sua família e nele próprio, acontecimentos este que irá expiar ao longo de toda a sua vida.
Alice e Mattia crescem e sentem-se desajustados e inadaptados à sociedade, porém cada um e isoladamente reconhecem que, quando juntos completam-se.
Ao caminharmos para o final, quase que conseguimos antever o desfecho desta história. Porém Paolo Giordano surpreende-nos levando esta metáfora ao auge "A Solidão dos Números Primos".
Um romance que todos devem ler.
Classificação: 5/6 - Muito Bom
"O narrador, um jovem professor primário, está apaixonado por Sumire, uma rebelde que conheceu na universidade. Um dia, num casamento, Sumire conhece Miu, uma mulher fascinante e misteriosa, de meia-idade, por quem se apaixona loucamente, acabando por se transformar na sua secretária. Partem para a Europa, numa busca que as empurra para uma estranha e mútua descoberta, e também para um desenlace assombroso."

O que eu achei:

Muito bom, este romance de Murakami que retrata os amores platónicos. O professor primário é apaixonado por Sumire que, por sua vez, é apaixonada por Miu, contudo, estas pessoas, sentem-se sós e perdidas perto dos que mais amam, pois nenhum dos personagens é correspondido no seu amor.
Uma leitura triste que caminha a par de uma nostalgia através das ilhas gregas, ao som de Mozart.
É fácil viajarmos com as personagens deste escritor.
Um romance que nos envolve de tal maneira que só sossegamos quando estamos na última página. Bem, “só sossegamos”, não será bem o termo, pois ao estilo de Murakami, mais uma vez, podemos divagar, reflectir e sugerir um final.
Uma leitura que recomendo.

Classificação: 5/6 - Muito Bom

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